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Processo contra Megaupload e Kim Dotcom já custou mais de US$ 2,6 milhões

Disputa contra Kim Dotcom ocorre desde 2012, quando o site Megaupload foi derrubado por violações de direitos autorais

Victor Hugo Silva Por

O processo contra Kim Dotcom, fundador do Megaupload, se arrasta desde 2012 e, desde então, traz várias despesas ao governo da Nova Zelândia. Até o momento, a acusação já destinou 40.500 horas de trabalho para o caso. O esforço consumiu 3,6 milhões de dólares neozelandeses, equivalente a US$ 2,6 milhões ou R$ 13,8 milhões.

Kim Dotcom

Kim Dotcom

A informação foi publicada pelo NZ Herald a partir da lei de acesso à informação da Nova Zelândia. Segundo o veículo, o tempo e o dinheiro foram destinados para o pagamento de procuradores e custos adicionais, o que inclui trabalho jurídico externo e passagens aéreas, por exemplo.

A força-tarefa contra Dotcom e o Megaupload inclui a Crown Law, agência de governo que oferece consultoria jurídica. Ela destinou 432 horas de trabalho somente para a preparação do caso contra o site. A unidade ainda trabalhou no processo por mais de 7 mil horas por ano entre 2012 e 2014.

Os advogados de Dotcom parecem tentar vencer o governo da Nova Zelândia pelo cansaço. A estratégia da defesa é questionar diversos pontos do processo, como os que envolvem uma eventual extradição do criador do site aos Estados Unidos, para manter tribunais e a acusação ocupados.

Não há informações sobre quanto Dotcom gastou para se defender no caso até o momento. Porém, a partir das despesas do governo, o NZ Herald estima que o criador do Megaupload tenha destinado 25 milhões de dólares neozelandeses (US$ 17,9 milhões ou R$ 97 milhões) para seus advogados.

O caso Megaupload

Criado em 2005, o Megaupload ficou no ar até janeiro de 2012, quando o Departamento de Justiça dos EUA derrubou o site sob a justificativa de que ele promovia a pirataria. Além de Dotcom, o governo americano acusa Mathias Ortmann, Finn Batato e Bram van der Kolk, que também faziam parte do serviço.

Desde então, os EUA defendem a extradição e o julgamento dos quatro acusados por violações de direitos autorais em seu território. O pedido ainda não foi atendido pela Justiça da Nova Zelândia, que admitiu a possibilidade da extradição acontecer, mas ainda analisa o caso.

Com informações: TorrentFreak.

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