Epic Games está apoiando o projeto que “ameaça destruir o iPhone”

Há um projeto de lei sendo discutido no Senado da Dakota do Norte, e ele pode custar bilhões de dólares à Apple e ao Google

Ana Marques
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• Atualizado há 2 anos e 6 meses
App Store no iPhone (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
App Store no iPhone (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Na última semana, falamos sobre um novo projeto de lei que está sendo discutido nos Estados Unidos e tem o objetivo de restringir a exclusividade em lojas de aplicativos como a App Store e a Google Play Store. Agora, informações recentes reveladas pelo The New York Times indicam que a Epic Games – que atua ativamente contra as práticas da Apple nos últimos meses – está apoiando a causa.

A iniciativa pode custar bilhões de dólares aos cofres da Apple e do Google, e estaria sendo promovida por lobistas trabalhando para a Epic e para a Coalition for App Fairness (o grupo formado por empresas como Spotify, Deezer e a própria Epic Games para questionar a dona da App Store).

Segundo o NYTimes, uma das influenciadoras seria Lacee Bjork Anderson, que afirmou estar sendo paga pela Epic e pelas empresas ligadas à coalizão. Ainda assim, Anderson comentou que o projeto pode não ter votos suficientes para passar no Senado.

O que acontece se o projeto de lei for aprovado?

Se aprovada, a lei poderia impedir que as plataformas punissem desenvolvedores que optassem por usar lojas de apps alternativas ou outro sistema de pagamento em seus aplicativos.

Para a Apple, o projeto “ameaça destruir o iPhone como você o conhece”, além de trazer diversas complicações em relação à privacidade e segurança de dados, bem como ao desempenho de seus smartphones.

Isso tudo acontece após um semestre turbulento, cheio de embates judiciais entre a Apple e a Epic, e não é exatamente uma surpresa o envolvimento da empresa dona de Fortnite neste caso. No entanto, é importante ressaltar que também há interesse de autoridades do governo no projeto, já que a lei poderia facilitar processos antitruste movidos pelo estado.

Ainda que seja aplicado somente às empresas da Dakota do Norte, o projeto poderia representar um “golpe significativo” para as políticas da Apple, de acordo com o empresário dinamarquês Heinemeier Hansson. Ele afirma que a ação pode encorajar outros estados a seguirem a mesma linha, iniciando uma espécie de “efeito dominó” contra a gigante de Cupertino.

Com informações: The New York Times e Engadget

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