Ello é legalmente proibido de vender anúncios

Giovana Penatti
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Se você esteve na internet no mês passado, deve ter ouvido falar do Ello e até ter criado um perfil lá. Foram poucos que permaneceram ativos na rede social, mas ela se mantém fiel a seus princípios e ao seu selling point, que é de não vender anúncios.

Tão fiel que, hoje, anunciou que está legalmente proibida de fazer isso a qualquer momento. Isso porque ela virou uma PBC, sigla para Public-Benefit Corporation, que significa algo como Empresa de Benefício Público.

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O benefício social que a rede traz é, segundo ela mesma, se comprometer em nunca vender dados dos usuários para nenhum anunciante ou manipular o news feed de acordo com as vontades de quem comprar espaços publicitários na rede social ou por um algoritmo.

Especificamente, o documento de PBC do Ello diz que ele não pode vender dados dos usuários, mostrar anúncios pagos e, no caso da rede social algum dia ser comprada por outra empresa, essa outra empresa também deverá acatar essas regras.

Enquanto alguns podem acreditar que essa é a cova do Ello, a rede social continua indo muito bem, com frequentes novos recursos incorporados e o também anunciado hoje investimento de US$ 5,5 milhões.

O plano do Ello para pagar as contas – suas, dos investidores e dos funcionários – é de criar alguns recursos pagos para os usuários, como se fosse uma rede social freemium. Por enquanto, não há uma previsão de quando isso estará disponível, mas US$ 5,5 milhões devem dar para a rede social caminhar com suas próprias pernas por mais um tempo. Segundo o New York Times, atualmente ela conta com mais de 1 milhão de inscritos, mais 3 milhões na lista de espera de convites – sendo que, no começo de agosto, era uma comunidade de somente 90 pessoas.