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Um grupo de pesquisadores japoneses desenvolveu um SSD capaz de corromper e destruir os dados automaticamente depois de um certo período de tempo definido pelo usuário. O objetivo? Preservar a privacidade.

Como isso funciona? A memória flash usada nos SSDs se deteriora com o tempo. Quanto mais erros de gravação e mais ciclos de leitura e escrita, menos tempo a informação irá durar no drive. Só que as probabilidades de falha das memórias flash são bem previsíveis e podem ser calculadas — seu SSD tem um chip que processa um algoritmo de correção de erros, para garantir a confiabilidade dos dados.

O que os cientistas fizeram, segundo o Nikkei Technology, foi justamente o contrário: um sistema que adiciona erros quando um arquivo está sendo gravado, de propósito. Essas “falhas” fazem com que a informação se corrompa gradativamente com o tempo, até que não possa mais ser lida. Esses diagramas ilustram bem o processo:

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O usuário pode definir uma expiração para cada arquivo: quanto menor o tempo desejado, mais erros serão adicionados. Dessa forma, caso você esteja acessando sites educativos com o modo privado do navegador, por exemplo, o browser poderia definir um tempo para que, depois de três dias, não sobre mais nenhum vestígio de vídeos sobre biologia no drive. A tecnologia também pode ser útil para quem estiver vendendo seu notebook antigo e não quiser que o novo dono vasculhe os dados.

Os detalhes da tecnologia estão sendo anunciados durante um simpósio em Quioto, no Japão. Ela precisará passar por mais testes para se tornar confiável (ou não confiável?) antes de chegar ao mercado.

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Paulo Higa

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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