ZTE ainda está viva no Brasil (e trouxe uns smartphones baratinhos)

Com smartphones de 429 a 999 reais, ZTE quer um espaço no mercado brasileiro

Paulo Higa
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A fabricante chinesa ZTE anda bem esquecida no Brasil, mas continua funcionando por aqui, inclusive com produção de smartphones em território nacional. E está trazendo cinco aparelhos novos para brigar no segmento de básicos e intermediários, a maioria baratinhos, para conseguir “figurar entre os principais fabricantes de smartphones no Brasil nos próximos dois anos”.

O único que já está sendo comercializado é o ZTE Shade L5, um aparelho basicão com suporte a dois chips que traz um hardware meio estranho para 2016, com processador dual-core MediaTek MT6572 de 1,3 GHz (esse chip foi lançado em 2013), 8 GB de armazenamento (com entrada para microSD) e 1 GB de RAM. As câmeras são de 8 MP (traseira) e 2 MP (frontal).

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Ele ainda roda Android 5.1 Lollipop, possui tela de 5 polegadas com resolução de 854×480 pixels, tem apenas conectividade 3G e não é interessante para quase todo mundo que acompanha o Tecnoblog diariamente. Pelo menos o custo acompanha as baixas no hardware: ele tem preço sugerido de R$ 599, mas está sendo vendido por algo entre 480 e 510 reais nas lojas online.

Outras três sopas de letrinhas serão lançadas em setembro: L110, A110 e A510.

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ZTE L110

  • Tela: 4 polegadas (800×480 pixels)
  • Processador: quad-core de 1,3 GHz
  • RAM: 512 MB (sim)
  • Armazenamento: 4 GB (sim)
  • Bateria: 1.400 mAh (pois é)
  • Câmeras: 5 megapixels (traseira) e 2 megapixels (frontal)

Vem com duas capinhas e terá preço sugerido de R$ 429. Mesmo sendo bem barato, não tenho certeza se é uma opção interessante para quem quer gastar pouco — até porque a diferença de preço para os modelos imediatamente superiores da própria ZTE, que já contam com armazenamento e RAM minimamente razoáveis, é bem pequena.

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ZTE A110

  • Tela: 4 polegadas (800×480 pixels)
  • Processador: quad-core de 1,0 GHz
  • RAM: 1 GB
  • Armazenamento: 8 GB
  • Câmeras: 8 megapixels (traseira) e 5 megapixels (frontal)

Vai custar R$ 549. Ele compete com aparelhos como Galaxy J1 (que tem câmera traseira com resolução menor, mas processador mais rápido e tela de 4,5 polegadas) e LG K4 (bem parecido com o aparelho de entrada da Samsung, mas com conectividade 4G e processador semelhante ao do A110).

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ZTE A510

  • Tela: 5 polegadas (800×480 pixels)
  • Processador: quad-core de 1,0 GHz
  • RAM: 1 GB
  • Armazenamento: 8 GB
  • Câmeras: 13 megapixels (traseira) e 8 megapixels (frontal)

Suporta 4G e tem preço sugerido de R$ 799. Os principais concorrentes devem ser o Quantum Müv (que entrega tela maior e o dobro de armazenamento) e o já desatualizado Moto E de 2ª geração.

Esta é uma faixa de preço que praticamente sumiu com a alta do dólar e o fim dos incentivos fiscais, então as opções estão longe de serem empolgantes como em 2013 ou 2014.

ZTE A610

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E em dezembro, a ZTE vai lançar um aparelho para competir com os intermediários não muito caros. Com preço sugerido de 999 reais, ele não tem a melhor configuração de hardware, mas pode ser uma opção bem interessante porque a versão internacional (conhecida como Voyager 4) tem bateria de 4.000 mAh, bem acima do que estamos acostumados, ainda mais nesse segmento.

O hardware é formado por processador quad-core de 1,3 GHz, 2 GB de RAM, 16 GB de armazenamento interno e tela de 5 polegadas com resolução de 1280×720 pixels. As câmeras são de 13 megapixels (traseira) e 8 megapixels (frontal). E ele parece bem bonitinho.

Tem espaço?

Quase ninguém lembra de ZTE no Brasil, mas a fabricante é a oitava maior do mundo, encostando na LG em vendas e tendo ultrapassado mundialmente empresas mais conhecidas por aqui, como Lenovo, Microsoft e Sony. E, ao contrário do que muita gente pensa, eu acredito que há espaço sim para novas concorrentes no mercado brasileiro — basta lembrar da também chinesa Alcatel, que já é a quarta em vendas de smartphones no país.

A ZTE já lançou outros smartphones no passado (o X850, lançado originalmente em 2010, fez relativo sucesso por aqui e era distribuído pela TIM), mas o Brasil nunca esteve muito no foco da empresa. Lá fora, a fabricante vende aparelhos bem poderosos, como o Axon 7, que traz Snapdragon 820, até 6 GB de RAM e um corpo de metal. Agora vai, ZTE?