“Não quero dinheiro, eu só quero amar”.

Em 1994, Steve Jobs fez um comentário sobre a fortuna que Bill Gates estava ganhando. “Bom, você sabe, o objetivo não é ser o homem mais rico no cemitério. Não é o meu objetivo pelo menos,” disse Jobs à época.

Treze anos depois, os dois concederam juntos uma entrevista durante a D5 Conference. Quando uma pessoa da plateia pediu a Steve Jobs para comentar sobre a “nova carreira” que Gates havia iniciado como filantropo, Jobs disse: “Eu acho que o mundo é um lugar melhor porque Bill percebeu que o objetivo dele não é ser o cara mais rico no cemitério.”


Agora Bill Gates — e sua esposa Melinda — estão tentando convencer os outros bilionários de que não adianta ser o cara mais rico no cemitério. E estão conseguindo.

O Giving Pledge (“Compromisso de Doação”, em tradução livre) encabeçado por Bill Gates e Warren Buffett, financista septuagenário também na lista dos mais ricos do mundo, convida os bilionários americanos a doarem a maioria de sua fortuna para causas de caridade, seja isso em vida ou depois de morrer.

A causa tem conseguido arrebatar um número cada vez maior de pessoas que possuem muito mais dinheiro do que precisariam para viver (mesmo que seja com luxo extremo). Ao todo já são 40 ricaços (ou famílias abastadas) que se comprometeram a doar mais metade de seu dinheiro (muitos bilhões e bilhões de dólares).

Entre eles, há nomes como Paul Allen (co-fundador da Microsoft), John Doerr (conhecido investidor que ajudou a capitalizar Apple e Google), Larry Ellison (fundador da Oracle) e George Lucas (um cara que fez uns filmes há muito tempo atrás, numa galáxia distante).

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Juarez Lencioni Maccarini

Juarez Lencioni Maccarini

Ex-redator

Juarez Lencioni Maccarini é formado em engenharia de computação e trabalhou como autor no Tecnoblog entre 2009 e 2011. Durante sua passagem, produziu reviews e escreveu sobre jogos, softwares e inovação. Também colaborou com a redação do TechTudo (Editora Globo) cobrindo temas relacionados à tecnologia.