SpaceX promete voos intercontinentais com foguetes na próxima década

Felipe Ventura
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No ano passado, a SpaceX — do bilionário Elon Musk — divulgou seu plano de realizar voos intercontinentais usando foguetes. Seria possível, por exemplo, fazer uma viagem de Nova York até Paris em 30 minutos.

Na época, Musk não deu um prazo para realizar esses planos. Mas Gwynne Shotwell, presidente e diretora de operações da SpaceX, disse recentemente que isso “definitivamente vai acontecer” — e “na próxima década, com certeza”.

Na TED Conference em Vancouver (Canadá), Shotwell explicou que um foguete grande, capaz de transportar cerca de 100 pessoas, levantaria voo e pousaria em bases a até 10 km distantes do centro das cidades.

O foguete iria até a estratosfera e retornaria à Terra a uma velocidade máxima de 27.000 km/h. Ele chegaria até uma altitude onde quase não enfrentaria resistência do ar ou do vento, reduzindo o consumo de combustível.

Enquanto um avião de longa distância geralmente faz apenas um voo por dia, o foguete poderia seguir a mesma rota cerca de dez vezes por dia. Isso iria reduzir os custos, segundo Shotwell.

Claro, a viagem ainda sairia cara. Ela estima que a passagem custaria estaria entre a classe econômica e a classe executiva, ou seja, milhares de dólares para um voo transoceânico. “Mas você faria isso em uma hora”, lembra a presidente da SpaceX.

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“Eu estou pessoalmente investida nisso”, disse Shotwell, “porque viajo muito e não adoro viajar. E adoraria poder ver meus clientes em Riade [na Arábia Saudita], sair de manhã e voltar a tempo de fazer o jantar”.

A SpaceX também espera realizar uma missão tripulada até Marte em 2024.

Com informações: Recode.

Felipe Ventura

Felipe Ventura fez graduação em Economia pela FEA-USP, e trabalha com jornalismo desde 2009. Começou no TB em 2017 como editor de notícias, ajudando a cobrir os principais fatos de tecnologia, e hoje coordena um time de editores-assistentes e a rotina das editorias. Sua paixão pela comunicação começou em um estágio na editora Axel Springer na Alemanha. Foi repórter e editor-assistente no Gizmodo Brasil.

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