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Brasil lidera ranking de hashtags de bots no Twitter pela primeira vez

Bot Sentinel registra #MaiaTemQueCair no topo das hashtags publicadas por trollbots; é a primeira vez que Brasil lidera

Paulo Higa

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O Brasil conquistou uma posição de liderança no Twitter, mas não exatamente por algo bom: o Bot Sentinel, plataforma que monitora a atividade de robôs na rede social, registrou pela primeira vez uma hashtag de fora dos Estados Unidos no topo da lista de conteúdos disseminados por contas falsas.

Bandeira do Brasil (Foto: Cesar Fermino/Free Images)

Quem revela a informação é Christopher Bouzy, responsável pelo Bot Sentinel. Na segunda-feira (27), o tópico #MaiaTemQueCair ficou no topo da lista de hashtags publicadas por contas não autênticas, seguida por #Trump2020 e por #MaiaVaiCair na terceira posição, outra que foi espalhada por bots brasileiros no Twitter.

“Estamos testando nosso novo algoritmo de rastreamento para monitorar hashtags e frases tweetadas por contas não autênticas e há uma atividade significativa com hashtags e frases relacionadas ao Brasil. Esta é a primeira vez que uma hashtag fora dos Estados Unidos chega ao topo da lista”, diz Bouzy.

Bot Sentinel registra atividades de trollbots

O Bot Sentinel utiliza inteligência artificial para classificar perfis suspeitos no Twitter com base em um modelo de aprendizagem de máquina criado a partir de 2,5 mil trollbots, como são chamadas as contas controladas por humanos que demonstram comportamento tóxico semelhante ao de trolls.

Bot Sentinel

Os dados dos tweets coletados pelo Bot Sentinel são utilizados para “entender como essas contas afetam o discurso público e como podemos minimizar suas influências negativas”. As estatísticas são públicas e podem ser acessadas no site oficial; mais de 154 mil trollbots já haviam sido identificados pela plataforma até esta terça-feira (28).

A disseminação de hashtags de trollbots pode estar relacionada ao chamado “gabinete do ódio”, grupo acusado de atacar autoridades públicas por meio das redes sociais e cujo articulador, segundo a Polícia Federal, é o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro. O grupo é alvo das investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News.