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Facebook remove vídeo de Trump sobre COVID-19 por desinformação

Na publicação, Donald Trump dizia que crianças são “quase imunes” ao novo coronavírus

Darlan Helder

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A “guerra” entre Donald Trump e empresas de tecnologia (redes sociais) continua. Na quarta-feira (5/8), o Facebook removeu uma publicação de Trump com informações falsas sobre a pandemia do novo coronavírus. No vídeo, o presidente dos Estados Unidos dizia que crianças são “quase imunes” ao vírus.

A decisão do Facebook chamou a atenção já que a empresa tem uma política tímida contra informações falsas.

Donald Trump

Foto por Gage Skidmore/Flickr CC

O vídeo em questão era uma entrevista de Trump ao programa Fox & Friends, do canal Fox News. Além de dizer que crianças são quase imunes à COVID-19, Trump chegou a defender a reabertura das escolas porque “isso [o vírus] desaparecerá como as coisas desaparecem”, afirmou o republicano.

“Aplicamos essa política [de remoção] à desinformação sobre a COVID-19 para retirar do ar postagens que fazem alegações falsas sobre curas, tratamentos e disponibilidade de serviços essenciais ou a localização e gravidade do surto”, informa o Facebook em um texto publicado em março deste ano; a política também é válida para o Instagram, rede social que pertence ao Facebook.

O Twitter também removeu a publicação de Trump

Por sua vez, o Twitter, que adota uma política mais firme para combater fake news, também removeu o vídeo compartilhado por Donald Trump. De acordo com o TechCrunch, o conteúdo foi postado pela conta @TeamTrump, que é verificada e tem 2 milhões de seguidores, em seguida, o presidente retweetou a publicação.

Agora, a rede social exibe a seguinte mensagem no lugar do vídeo: “este Tweet não está mais disponível porque violava as Regras do Twitter”.

Após pressão e com as eleições se aproximando, o Facebook, aparentemente, começa a adotar novas medidas para impedir fake news e discursos de ódio. Recentemente, a empresa removeu anúncios de campanha de Trump com imagens nazistas, como informou o El País.

Com informações: The Verge e Folha de S.Paulo.