Com recarga solar melhorada, relógios Garmin Fenix 7 passam pela Anatel

Smartwatches Garmin Fenix 7, 7S e 7X foram anunciados no início do ano; na versão mais avançada, autonomia chega a 24 dias

Emerson Alecrim
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Garmin Fenix 7 com recarga solar (imagem: Divulgação/Garmin)

No começo do ano, a Garmin anunciou a linha de smartwatches Fenix 7. Os modelos Fenix 7, 7S e 7X oferecem robustez, GPS, recarga via energia solar e bateria de longa duração. Eles só não estavam disponíveis oficialmente no Brasil. Agora é diferente, até porque os três relógios acabam de ser homologados pela Anatel.

Embora a linha Apple Watch seja referência global quando o assunto é smartwatch, os modelos da Garmin aparecem como opções muito interessantes para quem dá mais ênfase a atividades esportivas.

Emitidos no início de outubro, os documentos da homologação na Anatel mostram que o procedimento foi solicitado pela Proparts. A empresa é focada justamente em produtos esportivos e, hoje, trabalha com 14 marcas. A Garmin está entre elas.

Mas o que os relógios Fenix 7 têm de especial?

Comecemos pelas características que aparecem em todos os modelos da linha. Uma delas é a tela LCD do tipo MIP (Memory-In-Pixel), que lembra um painel e-ink convencional, mas é colorida e oferece ótima visualização em ambientes externos.

Esse tipo de visor não é novidade para a Garmin. Ele já aparece no Fenix 6, por exemplo. A grande diferença é que, na linha Fenix 7, a tela é sensível a toques.

A tecnologia de recarga por energia solar dos relógios é outro destaque, embora não esteja presente nas versões básicas. E esse também não é um recurso novo.

Mas, em relação à geração anterior, houve avanços importantes. A Garmin fala em uma área de detecção da luz solar 54% maior que a do smartwatch Fenix 6X Pro, por exemplo.

Fenix 7 versão Sapphire Solar (imagem: divulgação/Garmin)
Fenix 7 versão Sapphire Solar (imagem: divulgação/Garmin)

O recurso de recarga solar permite que o modelo mais avançado da linha, o Garmin Fenix 7X, tenha autonomia de até 24 dias:

RelógioBateria sem carregamento solar Bateria com carregamento solar
Garmin Fenix 7S90 horas (cerca de 4 dias)162 horas (cerca de 7 dias)
Garmin Fenix 7136 horas (cerca de 5 dias e meio)289 horas (cerca de 12 dias)
Garmin Fenix 7X213 horas (cerca de 9 dias)578 horas (cerca de 24 dias)

Outras características comuns ao trio incluem Bluetooth, Wi-Fi, medidores de oxigênio no sangue e batimentos cardíacos, além de integração com o Android e o iOS. Tecnologias como GPS, Glonass e Beidou também fazem do pacote.

As principais diferenças entre eles aparecem em suas dimensões. O menor é o Fenix 7S, com coroa de 42 mm. O Fenix 7 aparece na sequência, com 47 mm. O Fenix 7X tem 51 mm. Isso leva a diferenças nas telas:

  • Garmin Fenix 7S: 1,2 polegada, 240×240 pixels
  • Garmin Fenix 7: 1,3 polegada, 260×260 pixels
  • Garmin Fenix 7X: 1,4 polegada, 280×280 pixels
Linha Fenix 7 (imagem: divulgação/Garmin)
Linha Fenix 7 (imagem: divulgação/Garmin)

Quais versões chegam ao Brasil?

O recurso de recarga por energia solar está disponível nas versões Solar e Sapphire Solar dos modelos da linha Fenix 7. Além da tecnologia de recarga, a última traz vidro de safira (mais resistente), como o nome deixa claro.

A documentação obtida pelo Tecnoblog na Anatel mostra que todas elas foram homologadas para comercialização no Brasil. A versão padrão do Fenix 7S, sem recarga solar, também recebeu o aval da agência.

As vendas por aqui já começaram. Os relógios já aparecem na Garmin Store brasileira. E isso vale não só para o e-commerce da marca como também para a Garmin Store Moema, loja física localizada em São Paulo (SP).

Mas, sim, a linha é cara, muito cara. Até porque estamos falando de uma categoria bem segmentada. Na loja online, os preços começam em R$ 8.149 (Fenix 7). Nos Estados Unidos, o mesmo modelo tem preço inicial de US$ 700.

Atualizado em 21 de outubro com informações sobre as vendas nos canais online e físico da Garmin Store.

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Emerson Alecrim

Emerson Alecrim

Repórter

Emerson Alecrim cobre tecnologia desde 2001 e entrou para o Tecnoblog em 2013, se especializando na cobertura de temas como hardware, sistemas operacionais e negócios. Formado em ciência da computação, seguiu carreira em comunicação, sempre mantendo a tecnologia como base. Em 2022, foi reconhecido no Prêmio ESET de Segurança em Informação. Em 2023, foi reconhecido no Prêmio Especialistas, em eletroeletrônicos. Participa do Tecnocast, já passou pelo TechTudo e mantém o site Infowester.

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