Polícia do RS desarticula grupo que fez ataque DDoS em provedor de internet

Ataque DDoS em operadora de Uruguaiana (RS) rendeu um prejuízo estimado de R$ 1 milhão a clientes, aponta investigação policial

Bruno Gall De Blasi
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• Atualizado há 4 meses
CDN é uma rede que contribui para a distribuição rápida de conteúdos (Imagem: Thomas Jensen / Unsplash)
Operação no Rio Grande do Sul derruba grupo que atacou operadora no interior do estado (Imagem: Thomas Jensen / Unsplash)

Um grupo realizou um DDoS em uma operadora de Uruguaiana (RS). Mas o plano não saiu como o esperado: nesta terça-feira (6), a Polícia Civil deu a largada na Operação Bug Data para desarticular o bando. Segundo as autoridades locais, o ataque causou um prejuízo de R$ 1 milhão aos clientes da prestadora.

A ação promovida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) é voltada ao ataque realizado em 27 de julho à empresa que não teve o nome revelado. Segundo o delegado André Anicet, o grupo direcionou a investida aos servidores do provedor para torná-los inoperantes, a fim de extorquí-los. A ofensiva foi causada por um ataque de negação de serviço distribuído, também conhecido como DDoS.

O impacto, no entanto, foi muito além do provedor. Conforme informado pela Gaúcha ZH, estima-se que mais de 500 mil clientes da prestadora, incluindo serviços públicos, tiveram um prejuízo de R$ 1 milhão. O dispêndio parte das atividades que foram interrompidas devido ao ataque.

Ação cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão

Ao todo, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul cumpriu seis de busca e apreensão no interior do estado. Um suspeito de 24 anos também foi preso pela Operação Bug Data em Rio Grande (RS). As identidades dos envolvidos, no entanto, não foram reveladas, pois as investigações terão novas etapas.

Mas estas não são as únicas atividades que estariam ligadas ao grupo. As autoridades ainda acreditam que os suspeitos podem estar envolvidos em mais dez ataques a provedores de internet do estado. A operação também vai investigar se os criminosos praticaram lavagem de dinheiro por meio de criptomoedas.

Com informações: Gaúcha GZH

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Bruno Gall De Blasi

Bruno Gall De Blasi

Ex-autor

Bruno Gall De Blasi é jornalista e cobre tecnologia desde 2016. Sua paixão pelo assunto começou ainda na infância, quando descobriu "acidentalmente" que "FORMAT C:" apagava tudo. Antes de seguir carreira em comunicação, fez Ensino Médio Técnico em Mecatrônica com o sonho de virar engenheiro. Escreveu para o TechTudo e iHelpBR. No Tecnoblog, atuou como autor entre 2020 e 2023.

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