Sony suspende venda de cartões de memória por falta de chips
A interrupção é temporária. Crise também motivou um reajuste global de preços na linha PlayStation.
A interrupção é temporária. Crise também motivou um reajuste global de preços na linha PlayStation.

A Sony anunciou na última sexta-feira (27/03) a suspensão provisória de pedidos para quase toda a sua linha de cartões de memória. A decisão afeta consumidores e revendedores autorizados em todo o mundo. O motivo central para a paralisação é a escassez de semicondutores e chips de memória no mercado internacional.
O bloqueio abrange uma vasta gama de produtos focados no setor de fotografia e vídeo. Segundo o comunicado oficial da Sony no Japão, a empresa não conseguiu alinhar a sua capacidade de oferta com a demanda atual. A empresa pediu desculpas e afirmou que avaliará a situação do fornecimento antes de retomar as vendas.
A decisão é resultado de uma combinação de fatores. O principal é a demanda desproporcional por memória gerada pelos data centers de inteligência artificial. O custo dos componentes tem registrado altas expressivas, uma vez que a oferta de chips (que compõem todos os tipos de SSDs e cartões) está sendo absorvida por empresas de tecnologia que buscam expandir suas infraestruturas de IA.
Além da pressão exercida pela corrida da inteligência artificial, há obstáculos na própria fabricação. Conforme reportado pelo The Verge, os “outros fatores” mencionados pela Sony incluem a escassez de hélio no mercado global. O gás é considerado essencial no processo de fabricação de semicondutores, e sua oferta foi impactada pela guerra no Irã.
Os modelos com pedidos temporariamente suspensos incluem:
Segundo informações apuradas pelo site PetaPixel, a produção continuará apenas para o cartão CFexpress Tipo B de 960 GB e para a série SF-UZ de cartões SD de baixo custo. Varejistas ainda possuem os produtos em estoque, mas as prateleiras não serão reabastecidas até que a Sony consiga normalizar sua cadeia de suprimentos.

A crise na cadeia de suprimentos também afetou a divisão de games da Sony. Na semana passada, a fabricante anunciou um reajuste global nos preços do PlayStation. No Brasil, a versão com disco passou de R$ 3.999 para R$ 4.599. A Sony justificou o aumento citando “contínuas pressões no cenário econômico global”.
O mercado aponta que os custos elevados de módulos de memória RAM e de armazenamento interno — impulsionados pela mesma demanda de aplicações de IA — são os verdadeiros responsáveis pelo encarecimento. A persistente crise pode até alterar o cronograma de lançamentos da indústria de games, adiando a chegada do sucessor do PlayStation 5.
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