Uber limita uso de ferramentas como Claude Code para cortar custos com IA
Uber definiu limite mensal de US$ 1.500 por funcionário e por ferramenta de IA para desenvolvimento. Medida visa prevenir gastos exorbitantes com inteligência artificial.
Uber definiu limite mensal de US$ 1.500 por funcionário e por ferramenta de IA para desenvolvimento. Medida visa prevenir gastos exorbitantes com inteligência artificial.

Os custos com ferramentas de inteligência artificial estão alcançando níveis perigosos para muitas organizações. Tanto que algumas delas decidiram pisar no freio. É o caso da Uber que, recentemente, estabeleceu um limite mensal de uso de ferramentas como o Claude Code por seus funcionários.
É o que aponta a Bloomberg. De acordo com o veículo, a nova regra determina que cada funcionário gaste até US$ 1.500 por mês para cada ferramenta de programação baseada em IA que utiliza. O valor, que corresponde a R$ 7.630 na conversão atual, foi confirmado pela Uber ao site.
A limitação vale para ferramentas como Claude Code e Cursor. Pelo menos o limite mensal de US$ 1.500 foi definido individualmente para cada ferramenta de IA, de modo que o orçamento de uma não afeta o da outra. De todo modo, o limite pode ser extrapolado pelos desenvolvedores da Uber, desde que haja justificativa e autorização prévia para isso.
O controle do uso das ferramentas é feito por um painel interno ao qual cada funcionário afetado pela decisão tem acesso.

Como já ficou claro, esta é uma medida de contenção de gastos. A execução de recursos de inteligência artificial gera muitos custos com processamento, a tal ponto que, se os resultados não compensarem o que é gasto com isso, a alternativa mais óbvia acaba sendo justamente a de aplicar uma política de moderação de uso. Nesse sentido, a Uber deu a seguinte declaração à Bloomberg:
Acreditamos que esta [limitação] é uma maneira bastante direta de incentivar, de forma responsável, a adoção e a experimentação de IA ética em larga escala em toda a empresa.
Algum movimento de controle de gastos já era esperado, afinal, em abril, o diretor de tecnologia da companhia, Praveen Neppalli Naga, reconheceu que a Uber esgotou todo o orçamento de 2026 para IA em apenas quatro meses.
Mas este está longe de ser um problema exclusivo da Uber. Um movimento ligeiramente semelhante envolve o GitHub. Em 1º de junho de 2026, a plataforma adotou um modelo de créditos para a sua ferramenta de programação baseada em IA, o Copilot. Na prática, isso significa que os usuários passaram a pagar pela quantidade de vezes que usam a ferramenta.
Eis o efeito: muitos desenvolvedores que usam o GitHub Copilot ficaram furiosos com a nova forma de cobrança, pois eles viram seus gastos com a ferramenta dispararem de uma hora para a outra.
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