As sobras do Yahoo foram multadas em US$ 35 milhões por vazamento de dados

Foram 3 bilhões de contas afetadas por um dos maiores vazamentos da história

Paulo Higa
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• Atualizado há 1 mês
Yahoo

Existem duas partes do Yahoo. A primeira foi comprada pela operadora Verizon e se fundiu com a AOL para se transformar na Oath. A outra, renomeada para Altaba, ficou com as sobras, que incluem participações na Alibaba e no Yahoo Japan. Esses restos foram multados em US$ 35 milhões, de acordo com um documento publicado nesta terça-feira (24) pela SEC, comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos.

A SEC afirma que o antigo Yahoo! Inc, atualmente Altaba Inc, concordou em pagar o montante, encerrando as acusações de que “enganou os investidores ao não divulgar uma das maiores violações de dados do mundo, na qual hackers roubaram dados pessoais relacionados a centenas de milhões de contas de usuários”.

Segundo a comissão, a equipe de segurança do Yahoo soube da invasão em dezembro de 2014, mas a empresa só tornou o caso público mais de dois anos depois, no processo de aquisição pela Verizon. A SEC diz ainda que a ex-gigante da internet falhou em investigar as circunstâncias da brecha de segurança que permitiu a invasão por parte de hackers russos.

Hoje, sabe-se que mais de 3 bilhões de contas do Yahoo foram afetadas pelo ataque, o que significa que nenhum usuário escapou da brecha — o número começou em 500 milhões de afetados, mas foi aumentando gradualmente. As informações vazadas incluíam nomes de usuário, endereços de e-mail, números de telefone, datas de nascimento, hashes de senhas e respostas para perguntas de segurança.

Embora tenha concordado em pagar os US$ 35 milhões, a Altaba não admite nem nega as descobertas da SEC. De qualquer forma, esta notícia é o capítulo final de um dos maiores vazamentos de dados da história.

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Paulo Higa

Paulo Higa

Ex-editor executivo

Paulo Higa é jornalista com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. No Tecnoblog, atuou como editor-executivo e head de operações entre 2012 e 2023. Viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. Foi coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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