Dois betas depois: o que esperamos de The King of Fighters XV [Preview]

Novos recursos, experiência online e personagens inesperados: confira nossas impressões e expectativas em relação ao novo KOF

André Leonardo
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Após cinco anos desde o lançamento conturbado de The King of Fighters XIV, a SNK está prestes a entregar a continuação de uma das séries de jogos de luta mais adoradas entre os brasileiros. Após testar os dois betas, conferimos personagens, o modo online e outros aspectos do game. Saiba o que achamos e nossas expectativas para o lançamento de The King of Fighters XV.

Imagem IlustraçãoThe King of Fighters XV
The King of Fighters XV (Imagem: Divulgação/ SNK)

O formato aqui é um pouco diferente. O texto é feito por mim, em parceria com o colega de Tecnoblog e também “kofeiro”, Ricardo Syozi. Nós jogamos os dois betas disponibilizados pela SNK, depois escrevemos nossas impressões e expectativas sem ter total conhecimento da opinião do outro.

Separei o conteúdo em tópicos com as opiniões de cada um para facilitar a leitura. Agora, vamos ao que interessa.

Visual: gráficos de PS2 novamente?

The King of Fighters 15 (Imagem: Divulgação/SNK)
The King of Fighters XV (Imagem: Divulgação/SNK)

O que diz André Leonardo

Um dos pontos que mais desagradaram os fãs em The King of Fighters XIV (KOF XIV), foram os gráficos. De fato, o jogo estava feio, remetendo ao visual de gerações passadas. Não era raro ler na internet o clássico comentário: “O jogo está com gráficos de PS2”. Apesar deste tipo de comentário ser um tanto raso, havia certa razão. 

Em KOF XV vemos que houve um trabalho cuidadoso. Os lutadores não têm mais aquele aspecto de bonecão de plástico, os cenários estão mais bonitos e detalhados, além das animações melhoradas. 

Os efeitos como fogo e eletricidade dos golpes especiais podem parecer um pouco artificiais e talvez desagradem alguns. Entretanto, isso é uma opção de design da SNK. Algumas pessoas vão curtir, outras nem tanto. Eu gostei.

Durante os betas pude testar as versões de PS4 e PS5. Não senti diferenças relevantes entre ambas.

O que diz Ricardo Syozi

Para ser honesto, eu sou do time que prefere jogabilidade e performance a gráficos. Não que pouco me importe para escolhas artísticas, mas sempre dou preferência para me divertir com o apertar de botões do que simplesmente ver algo bonito na tela.

Em KOF XV, tudo me parece bem trabalhado no quesito visual. Os designs dos personagens estão bem característicos, os efeitos de luz nos golpes especiais estão ótimos e os cenários são bem interessantes. 

O estilo similar ao mais recente Samurai Shodown fez muito bem ao game, sendo assim, tenho certeza que os gráficos não serão motivo de grande discórdia entre os jogadores dessa vez.

Experiência online: mudando um histórico desfavorável

Iori Yagami chega a KOF 15 (Imagem: Divulgação/SNK)
Quando a experiência online é ruim, a reação é ficar como Iori dominado por Orochi (Imagem: Divulgação/SNK)

O que diz André Leonardo 

Vamos logo ao calcanhar de aquiles de KOF. Desde que a série entrou oficialmente em consoles com conexão à internet, este sempre foi um ponto problemático. Minhas experiências online nunca foram boas. Em KOF XIII era quase impossível ter partidas sem atrasos muito grandes, mesmo contra brasileiros. 

Em The King of Fighters XIV a experiência melhorou, mas ainda era bastante irregular, mesmo para jogar com brazucas. Contudo, jogar sem lag contra estrangeiros continuava difícil, mesmo contra nossos hermanos da América do Sul. 

Logo que os primeiros trailers de The King of Fighters XV surgiram, um dos principais pedidos dos fãs foi a implementação do “rollback netcode”, um recurso que compensa atrasos entre a conexão dos jogadores. E bem, a minha experiência nos betas de KOF XV foi muito satisfatória, com a maioria das partidas quase sem atraso. 

Nas partidas que fiz contra o Ricardo — em que fui ligeiramente atropelado na sua maioria —, não tivemos dificuldades em montar uma sala para jogar. As partidas fluíram sem qualquer engasgo, como se estivéssemos sentados lado a lado no sofá ou em um fliperama, caso eles ainda existissem. 

É interessante que o jogo exibe a quantidade de frames que está compensando e isso dá uma ideia de como está a conexão entre as pessoas.

Ok, eu moro no Rio de Janeiro e Ricardo em São Paulo. Isso pode fazer certa diferença. Entretanto, também joguei contra outros brasileiros e alguns estrangeiros, principalmente da América do Sul. Não vi diferenças significativas na qualidade da conexão, especialmente contra brasileiros.

Não lembro de ter jogado contra asiáticos, mas assim como acontece em outros games que usam rollback netcode como Guilty Gear -Strive-, imagino deva existir algum tipo de perda, mas talvez as partidas não fiquem inviáveis.

De qualquer forma, esse aspecto deve ser melhorado, afinal, o principal objetivo dos betas era testar o modo online e ver como jogo se comportaria com um grande número de usuários, com conexões de qualidade variável e plataformas diferentes. 

O que diz Ricardo Syozi

Tudo que venho pedindo há anos é o uso do rollback netcode nos jogos de luta. Como sou um verdadeiro entusiasta do gênero, sinto que uma boa conexão online é motivo de aquisição de um título por minha parte.

Infelizmente, sempre foi complicado jogar os games da série The King of Fighters sem aquele terrível lag. Tanto é que por muito tempo dei preferência para as jogatinas usando o Fightcade (um emulador para jogos arcade com uma excelente conexão). 

A boa notícia é que nos últimos tempos, alguns jogos da franquia receberam essa tão importante característica. Sendo assim, quase todas as partidas do beta de KOF XV rodaram super bem, me animando consideravelmente para pegar o game em seu lançamento.

Enfrentei diversos oponentes, inclusive o André, e me diverti em todos os confrontos. Ponto para a SNK!

Personagens e gameplay

imagem personagens de The King of Fighters XV
Todos os personagens de The King of Fighters XV (Imagem: Divulgação/ SNK)

O que diz André Leonardo

Para KOF XV, a SNK parece ter aplicado a filosofia do “menos é mais”. Muitos personagens novos que não eram carismáticos acabaram excluídos, como foi o caso do time da América do Sul e o mestre de Kim. Em contrapartida, temos o retorno de figuras clássicas como Ash Crimson, Heidern e o Time Orochi composto por Yashiro, Shermie e Chris. 

O jogo não investiu tanto em novos personagens, mas os que chegaram contam com recursos interessantes como Isla, que tem poderes parecidos com Shun’ei e algumas habilidades aéreas.

Eu gostei do visual e das habilidades da novata Dolores, embora seja uma personagem um pouco difícil de dominar, pois exige controle de distância em jogo rápido como KOF XV. Apesar de suas habilidades serem parecidas com as de Kukri, sua forma de jogar é diferente.

Alguns personagens seguem bem fortes e completos, como Terry Bogard que tem sua lista de golpes composta por grande parte de movimentos que recebeu no decorrer dos games da SNK.

Umas das novidades interessantes é o shatter strike, um golpe que pode ser carregado para arremessar o adversário para longe ou atordoá-lo, algo que pode ser bastante útil. A mecânica lembra um pouco o Focus Attack de Street Fighter IV.

O que diz Ricardo Syozi

Sempre que um novo KOF é lançado, eu me animo para usar personagens novatos em meu time. É claro que tenho aqueles nomes costumeiros (dessa vez será Shermie e King), mas experimentar lutadores inéditos me empolga bastante.

Infelizmente, essa nova empreitada está focando nos velhacos da franquia. Não me leve a mal, eu entendo perfeitamente o direcionamento para nomes importantes como Kyo e Iori, mas sinto que uma série sempre se renova ao introduzir novidades em seu elenco.

De qualquer forma, ver o retorno do time de Yashiro, Chris e Shermie é muito bacaninha. Como sou jogador de fliperamas e bares, sou um fã assíduo das KOF 97, 98 e 2002, então a presença do New Faces Team é mais do que um motivo para entrar no trem do hype. 

Expectativas para a versão final

Imagem Time Ash
Ash retorna em The King of Fighters XV (Imagem: Divulgação/ SNK)

O que espera: André Leonardo  

As minhas impressões nas betas foram muito positivas. Espero que o jogo melhore a qualidade nos modos online e a SNK trabalhe o equilíbrio dos personagens, porque essa é uma das queixas com relação a The King of Fighters XIV. Alguns personagens ficaram em um nível muito acima dos demais, deixando o jogo desbalanceado. 

Ainda que a história não seja o foco do game, estou curioso para ver como o enredo vai seguir. O final de KOF XIV dá a entender que a série pode sofrer uma espécie de “soft reboot”, visto que várias almas foram libertadas em diversos mundos, após a morte de Verse. 

Esse fato deu margem até para o retorno de personagens que haviam sido apagados da linha do tempo como Ash Crimson. Isso pode permitir todo tipo de interação na franquia. Portanto, não seria estranho ver personagens de outras séries e até mesmo outras produtoras aparecendo em KOF, visto que Terry Bogard já apareceu em Smash Bros e Geese Howard apareceu em Tekken 7. Vamos lá SNK, faça acontecer!

O que espera: Ricardo Syozi

Depois de investir dezenas de horas nas betas de KOF XV, a minha animação para a obra foi para os ares. Já gostei das adições em jogabilidade e das possibilidades de combos. O rollback netcode é mais um excelente motivo para entrar para a peleja assim que instalar o game em meu PS4. 

Como meu brother André mencionou mais de uma vez, a história também me interessa. Quero saber quem será a próxima ameaça e as interações entre os personagens do game. O que significa o retorno de Chizuru e Ash? Será que veremos a volta do antagonista Orochi?

De qualquer forma, tudo o que vi e joguei apenas me trouxe mais empolgação. Mal posso esperar para encarar os oponentes nas partidas de 3 x 3 tão icônicas dessa franquia.

É isso pessoal, essas foram nossas impressões e expectativas sobre o game. The King of Fighters XV chega ao mercado no dia 17 de fevereiro para PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series e PC. 

E aí, vocês estão animados para o lançamento? Deixe sua opinião nos comentários.

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