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Início » Software e Apps » “Estudantes, dediquem-se mais ao COBOL” — palavras de um gerente da IBM

De Orlando, Flórida* — Trabalhar numa grande empresa aparece nos objetivos de muitos leitores do Tecnoblog que se dedicam à computação. Pedro Britto, gerente de vendas da IBM Brasil, conversou comigo sobre o assunto e logo de cara dá um conselho para essa turma: aprendam a programar em COBOL. Britto faz o apelo porque, do ponto de vista da companhia, a linguagem de programação continua como um dos conhecimentos mais buscados nos profissionais ingressando no mercado.

“Parte significativa do desenvolvimento de TI em grandes empresas ainda é feita para mainframe e em COBOL. O estudante multitarefa não está disposto a trocar a sua realidade por uma tela verde.” De acordo com Britto, antes existia propriamente uma barreira de linguagem — é difícil aprender COBOL; essa reclamação é constante. “Existe um preconceito no mercado”, diz.

COBOL: vai encarar?

O executivo ressalta que ao longo dos anos companhias como a IBM produziram soluções para facilitar essa aproximação com a linguagem. Por exemplo, o ambiente Eclipse facilita o desenvolvimento tanto para o temido COBOL como para Java.

Numa visita recente a Ribeirão Preto (SP) fiquei sabendo que por lá a busca por profissionais que sabem Java é inferior ao que se verifica em São Paulo. Segundo Britto, isso se deve à atuação de algumas empresas que criam verdadeiros polos regionais de tecnologia para atenderem sua demanda. Ainda de acordo com o executivo, os estudantes também devem estar atentos a essas tendências no momento em que decidem por uma ou outra especialização.

Britto afirma que o TI vai mudar o mundo e dá evidências claras disso. Exemplifica com os carros inteligentes: esse tipo de veículo nos modelos topo de linha tem até 100 milhões de linhas de código e mais de cem processadores. No entanto, a maior parte do software embarcado nesses veículos vem de fora. “Quando o governo fala em investimento no setor automotivo, eu visualizo o software sendo feito por brasileiros especificamente para nossas necessidades.”

O mesmo vale para as cidades inteligentes. Não por acaso, a IBM recentemente trabalhou em conjunto com a prefeitura do Rio de Janeiro na construção do Centro de Operações Rio, um espaço ao qual o prefeito recorre para situações de crises. De lá pode monitorar informações sobre tempo, trânsito, fornecimento dos serviços básicos e ainda se comunicar com centros de pesquisa. “Não existe nenhuma outra empresa no mercado capaz de articular e de resolver a complexidade envolvida no projeto do Centro de Operações Rio.”

A IBM conta com um programa para universitários chamado de Academic Iniciative. Por meio dele o gigante de software e infraestrutura leva as tecnologias para as escolas. De conhecimento das soluções da empresa, esses estudantes têm mais chances de serem contratados tanto pela IBM — e entrar no time de 25 mil desenvolvedores espalhados pelo mundo — como por empresas clientes da IBM que adotam as soluções da companhia.

Britto confia na capacidade do Brasil de empregar mais profissionais na área. Ele comenta um estatística da qual tomou conhecimento recentemente: “Se formássemos 100 mil profissionais bem capacitados, todos estariam empregados hoje em dia”. Se for em COBOL, pelo que diz, ainda ganhariam muito bem.

A propósito, não é de hoje que a IBM bate na teclado do aprendizado de COBOL. Esta notícia publicada pelo Ztop atesta que, em 2009, a companhia agitava um curso específico sobre a linguagem.

*O editor viajou para a conferência IBM Innovate nos EUA a convite da IBM Brasil.

TB Respostas
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76 Comentários (Deixe o seu!)

  • Sérgio Carvalho

    Odeio você, não precisa ficar falando para todo mundo. ^^

    • Pensei o mesmo quando vi a matéria. Mas sinceramente? Não faz diferença, essa matéria vai acabar não influenciando tanta gente. E mesmo que influencie, ainda vai faltar profissional.

      • @oroshy
        433c

        Influenciar para o mal é melhor nem influenciar. Não é verdade?

        As pessoas que pensam nem se quer vão ter o trabalho de tentar ver o que foi o COBOL.

        Dificil não é aprender COBOL. Dificil é você aprender a programar software de qualidade. Muitos profissionais nem sabem o que é SOLID, e isso porque SOLID são os conceitos básicos.

        Então em vez de ficar falando de COBOL, que é uma linguagem horrivel de trabalhar e 100% de change de que vai dar manutenção (igual a jogar dinheiro fora) poderia falar realmente do que poderia fazer “somar” na sua carreira e não afunda-la de vez.

        COBOL é otima na visão da IBM que tem muita demanda e pouca mão de obra, mas para o profissional em si não é. Como eu disse lá em baixo. Aprender COBOL é andar para trás. Você programa COBOL? No maximo que vai chegar é a: Programador de COBOL.

        Ps.: Arquitetura passa longe dele!

        • Não estou investindo nisso pra ser um “programador”. Apenas para ganhar dinheiro e depois fazer algo útil com ele.

          • Gabriel Ribeiro
            2c

            aprender uma linguagem FODA como Cobol e não ser programador são coisas inconcebíveis.

        • Turdin
          3324c

          Cara, depende do seu objetivo.

          Se você quiser “ser um ótimo programador”, vai aprender outras linguagens.

          Agora se quiser ganhar dinheiro de verdade, COBOL ta ai pra isso, maioria dos bancos roda em COBOL, você não sabe a demanda e os salários disso…

    • Ri muito euheuheuHEuhE….

      Meus professores sempre me diziam isso. mas não tenho paciencia com desenvolvimento não. serio.

  • Realmente, aqui no meu trabalho grande parte dos sistemas rodam em mainframe com Cobol e Natural. Infelizmente ainda não dá pra fugir da tela preta.

  • Eu sempre digo isso no Twitter e sabe o que acontece? Viro motivos de piada.
    Eu sempre digo isso na sala de aula e sabe o que acontece? Motivo de piada.

    As únicas pessoas que me dão suporte a isso são os professores, porque eles compreendem e sabem que o legado de COBOL é imenso e paga bem demais por faltar profissional. Eu mesmo já estou me especializando por conta própria na linguagem e em breve pretendo fazer alguns cursos em Brasilia. Assim como o gerente disse, recomendo a todos estudarem COBOL.

    • Rafael
      533c

      o que mais vejo é gente pagando pau pra Java

      no fim a seguinte regra tambem vale para linguagens de programação: não importa o tamanho, o que importa é como voce usa.

      • @oroshy
        433c

        O problema com COBOL é que não tem como usar ele bem. Esse é o problema.

        Na faculdade tudo é lindo, os professores que estão a anos fora do mercado de trabalho falam maravilhas de COBOL, Clipper… Pô, isso era bom a um milhão de anos atrás.

        Hoje se você não sabe OO que é um dos paradgmas mais faceis você não arruma emprego.

        É isso que eu digo e meu colegas concordam. O que falta é boa uma atualização para os professores de universidades. Pois eles passagem um lixo (me desculpe a expressão) de conteudo falando: “Isso é POO”.

        Mas cada um é cada um.
        Paga lá seus 7mil (PJ). Pode chegar a uns 10mil (PJ). Aonde que isso é um bom salario?

        • Nicholas

          Trabalho com COBOL, e o que você quer dizer com “não tem como usar ele bem”?

          Tenho 26 anos, sei o que é OO, mas nunca precisei disso para encontrar emprego. COBOL encontra emprego fácil, falta mão de obra no mercado.

          Você fala mal, mas conhece?
          Programa extramente rápido e seguros, mas não tem interface bonita.

        • Rafael
          533c

          na faculdade qualquer linguagem é superestimada pelos professores.

    • Rodrigo Fante
      947c

      Existe sim uma boa demanda com altos salários para Cobol, mas, nem se compara ao número total de vagas que outras linguagens precisam, porém como existe uma falta aguda de desenvolvedores cobol no mercado as empresas que precisam desse tipo de profissional estão desesperadas, anunciando e pagando o que for para conseguir essa mão de obra.

    • Gabriel
      829c

      Como você parece investir na idéia, copiei meu comentário abaixo para cá:

      Eu tinha essa visão, aprendi COBOL no técnico mas meu próprio pai acha melhor investir em outras áreas, apesar de existir uma carência no mercado de profissionais. Meu pai já está para se aposentar, mas disse que o mercado está “secando” e seus colegas mais jovens de 30 ou 40 anos estão pulando fora do barco porque a demanda existe, mas está cada vez mais, ficando menor.

      O COBOL é utilizado em muitos sistemas legados críticos e possui uma escalabilidade invejável perto de outras plataformas concorrentes, mas isso está cada vez mais restrito a instituições financeiras como bancos e operadoras de cartão. “Baixa plataforma*” atende a necessidade da grande maioria dos mercados, algumas empresas com sistemas antigos em COBOL como montadoras, já estão optando por tecnologias mais modernas por exemplo.

      Existe uma desconfiança com a “Baixa Plataforma” porque no início dos anos 2000, tentou-se uma migração em massa dos sistemas legados da “Alta” para “Baixa” que foi um desastre por questões de performance. Este medo está reduzindo e digo, por experiência própria, que soluções como o Exadata da Oracle suportam volumes absurdos de dados comparáveis a mainframe com a vantagem de ser mais moderno.

      Esse é o discurso pela minha pouca experiência e a grande do meu pai, mas ainda tem o agravante que foi a IBM que discursou a favor do COBOL. Ela é a única empresa que fabrica mainframes no mundo, está com o monopólio desse mercado e não há perspectivas de mudança sobre isso. Na análise de custos para remover um sistema legado, a falta de profissionais qualificados por bons preços é um peso grande. Se a IBM nada fizer para angariar profissionais, ela pode perder mais mercado ainda.

      Ou seja, o discurso da IBM procede, mas definir sua carreira para isso é uma estratégia meio arriscada. Existem outras tecnologias como Oracle e SAP que são bastante utilizadas por empresas de grande porte e dão bom retorno financeiro, mas isso não é de muito interesse da IBM.

      *Baixa Plataforma = PCs
      *Alta Plataforma = Mainframe

  • Já trabalhei com COBOL é posso afirmar: é uma boa linguagem, mas para qualquer mosquito que você queira matar, você deve construir um canhão.

    Fora que com ele não é possível aplicar várias técnicas de desenvolvimento que tornam um sistema mais seguro (livre de erros).

    É difícil as empresas ‘grandes’ quererem investir em criar novas ferramentas usando COBOL, ele vai ficar aí só para manutenção =/

  • Sergio

    Quem souber onde tem uma vaga favor entrar em contato ;)

    • Nicholas

      Accenture, CPM, Total System, Itau, Santander, Bradesco, BRQ, BSI

  • Balela. Várias palestras na faculdade sobre isso e sempre falam a mesma coisa.

    • Verdade, é fácil perceber que a IBM, não só no Brasil, está desesperada. E eu vejo isso como uma oportunidade.

    • Se tem várias palestras na sua faculdade sempre falando isso, será que é balela mesmo?

  • É claro que tem mercado para COBOL. Assim como tem mercado para DELPHI ainda, que apesar de ser uma linguagem bem mais recente, já praticamente inexiste em sistemas atuais, sobrevivendo apenas nos chamados sistemas legados.

    Vendo do ponto de vista de mercado, quem tá pensando em estudar uma linguagem para ganhar dinheiro com toda a certeza consegue isso com essas linguagens. JAVA também tem muito mercado por conta disso. Muitos sistemas bancários são desenvolvidos em cima, e com isso sempre vai existir demanda.

    Pensando por outro lado, eu, particularmente, não gosto disso. Como desenvolvedor, tem tecnologias MUITO mais interessantes hoje em dia, e eu não vejo futuro em ficar estudando uma linguagem que só é aplicada em sistemas legados. Não vejo prazer nisso, e pensando como empreendedor, sei que ela não vai me acrescentar em absolutamente nada. Ou seja, você vai viver no mercado pulando de galho em galho de sistemas legados. Vai ganhar dinheiro? Com certeza, mas da para ganhar muito dinheiro fazendo coisas muito mais interessantes :)

    Do JAVA e PHP eu fui para Ruby, e não sinto saudades nenhuma de ambas. Python também é muito menosprezado, e apesar de não ter um mercado tão crescente como Ruby, também tem boa demanda e é imensamente menosprezada no meio acadêmico.

    O problema é que faculdade nenhuma da bola para isso. Tanto para linguagens dinâmicas (como Ruby), como para linguagens de sistemas legados (mas legados mesmo, como o exemplo em cima de COBOL).

    Aí você chuta uma árvore, e tem milhões de devs (as vezes “pseudo” devs) que veem o mundo como PHP e JAVA apenas. Muitas vezes por conta de visões limitadas do meio acadêmico mesmo, e pelo excesso de comodismo em só usar o que lhes foi ensinado…

    Cada um com o seu cada um, mas gostei do post por mostrar nichos de mercado que pouca gente explora. Com toda a certeza que muitos vão ignorar, então tanto faz falar isso ou aquilo mesmo.

    • Concordo plenamente com você. Mas tem um porém, e é justamente olhando pelo lado empreendedor. Como COBOL dá pra ganhar dinheiro, e provavelmente mais que as outras linguagens por ser uma linguagem que poucos sabem, você pode juntar uma boa quantia e depois empreender. Lembrando que você nem sequer precisa saber programa pra empreender, tenha dinheiro, uma ideia e contrate um bom programador.

      Eu, inclusive como programador, estou partindo desse principio. Digamos que é apenas uma estratégia diferente.

      • Rodrigo Fante
        947c

        Me desculpe, mas se eu montar uma empresa hoje para desenvolver sistemas novos não usaria cobol, a linguagem é boa, robusta, mas como já disseram precisa gastar muito mais tempo para resolver um problema que seria resolvido de forma simples em outras linguagens.

        Se for para construir sistemas com robustos que precisem de uma programação em um nível mais baixo eu iria de C, que se integra melhor aos seus derivados e permite utilização de linguagens mais modernas e C puro somente onde necessário.

        Agora, se for para montar empresa para dar manutenção nos sistemas legados que já existem, talvez dê certo ou não, você vai sofrer com os mesmos problemas das demais, falta de mão de obra e alto custo da existente.

        cobol é muito bom para os poucos que programam para ela pois paga bem, mas é ruim para empresas que dependem dele justamente por ser um nicho(rico) pequeno.

        A longo prazo a tendência é que cada vez menos empresas optem por cobol em pró da produtividade e redução de custos de mão de obra, porém, é claro, isso não acontece da noite para o dia, vem acontecendo nos últimos 20 anos e eu diria que temos pelo menos mais 20 pela frente antes do cobol ser nicho do nicho.

        Eu diria que como desenvolvedor se você domina uma linguagem, seja qual for, vai sempre ganhar bem, programador top, seja em Cobol, C, c#, Java, Objective C, tem salários muito parecidos, normalmente o que muda bastante é no nível básico e intermediário.

  • Aprender Cobol vai ter garantir um emprego como “consultor” para dar manutenção em projetos legados. Não acho que é isso que o pessoal quer pra suas carreiras.

    • Se a pessoa quiser dinheiro, é sim.

      • @trovalds
        473c

        Eu prefiro morrer pobre a dar manutenção em legado, principalmente em COBOL. Difícil pegar sistema antigo pra dar manutenção e entender a “cabeça” do programador que escreveu aquele código e pra ajudar quando se trata da dita cuja linguagem, multiplique a dificuldade.

        • Nicholas

          Existem sistemas novos em COBOL. =)
          Não é apenas legado.

        • Rafael Andrade
          26c

          Ficou parecendo que vc só teme a dificuldade.

    • Se quiser virar consultor, aprenda ABAP e vá trabalhar para qualquer empresa que utilize SAP. A Petrobrás, por exemplo, é uma das empresas brasileiras que vive necessitando esse tipo de consultoria. Além do que ABAP veio do COBOL só que é muito melhorado.
      Além do que, você ganha conhecimento no ERP mais usado no mundo. Emprego não irá faltar.

  • Sou programador Genexus há 2 anos, ferramenta que vem se popularizando bastante ultimamente, muita gente tem preconceito, mas a questão é que os profissionais estão cada vez mais requisitados, e quem se especializar tem grandes chances de se dar tão bem quanto quem estuda Java ou C#.

    Lembrem-se de uma coisa: Seu salário é compatível com sua raridade, faça algo que ninguém mais faz e você vai ser bem pago.

    Mas não se prenda a uma única tecnologia, estude sempre.

  • William

    Ficar discutindo qual linguagem é melhor parece coisa de quem fez técnico e estudou a aplicação da linguagem em um nicho de mercado somente. Programador de verdade estuda algorítimos e implementa na linguagem que for necessária. Se ele nunca trabalhou com uma dada linguagem, dá uma olhada na sintaxe só para ver como as linhas têm de ser escritas.

    • Vinicius Kinas
      1055c

      dá uma olhada na sintaxe só para ver como as linhas têm de ser escritas.

      Sim, pra escrever um algoritmo de ordenação/grafos que você aprendeu a teoria na faculdade funciona assim. Agora, pra escrever/manter um sistema empresarial – normalmente feito por quem já conhece a linguagem/framework intimamente, nem sempre compartilha da mesma lógica que você e usa os recursos mais obscuros da linguagem – o buraco é mais embaixo. :D

      Com linguagens que compartilham sintaxes semelhantes, isso até pode se aplicar. Agora, imagina que você nunca viu Ruby na vida, e pega um sistema já pronto. Você provavelmente vai pirar. rs.

      • Gabriel
        829c

        Pois é, isso é uma visão romântica.

        O mercado (infelizmente) não valoriza um cientista da computação pois a aplicação dos conhecimentos deles é restrita na maioria dos sistemas, conhecimento sobre a linguagem é muito mais útil.

        Esses conhecimentos específicos de bacharelado só fizeram diferença, para mim, na hora de otimizar performance pois é necessário compreender os conceitos de tabela hash, b-tree mas de resto só o feijão com arroz. :(

  • @oroshy
    433c

    Apreender COBOL é andar para trás. Quem quer regredir na carreira?
    Esperava mais de um blog de tecnologia. Falar para seus leitores estudar COBOL é pra *****.

    A IBM fala isso porque está estritamente necessitada de profissionais desta área. COBOL não é difícil, difícil é arrumar emprego fora da IBM.

    Todos sabemos que a IBM um dia vai morrer com os mainframes. Só vejo empresas antigas usando mainframes, umas por medo de mudar e outras por ser uma fortuna trocar essas tranqueiras.

    O salario só é bom para o começo, pois se você programa para COBOL, vai morrer programando COBOL, sem perspectiva de crescimento.

    • Então, não foi o Tecnoblog quem disse. Foi o Pedro Britto, gerente de vendas da IBM Brasil.

      • @oroshy
        433c

        Transcrever numa postagem é como dar à voz a pessoa que diz. Se não concordava com o que ele disse deveria ter citado isso. Mas não o fez e quem cala consente.

        “[...]A IBM fala isso porque está estritamente[...]” Eu citei aqui que foi a IBM, uma vez que o Pedro está representando a empresa.

        Talvez tenha me expressado mal ao falar: “Falar para seus leitores estudar COBOL é pra *****.” Poder ser substituído por: “Incentivar seus leitores a estudar COBOL é pra *****”.

        • Imagine se o “Jornal Nacional” tiver que avisar toda vez que discorda de algum entrevistado. E neste artigo todos os argumentos expostos pelo entrevistados são apresentados como tal — como argumentos do entrevista.

          Para ficar mais claro: o Tecnoblog não tem posição alguma sobre quais linguagens de programação usar ou não usar. Se algum dia tiver, será identificado como tal em um editorial ou similar. Da mesma forma, eu, como editor, não me posiciono favorável ou contra nenhuma linguagem.

          • Thássius, vim aqui só para te “defender” da apoteótica besteira sobre o “quem cala consente”. Quando reproduzimos uma opinião devemos apenas “reproduzir”. Opiniões devem se restringir ao campo das opiniões, discordar de alguém em um texto escrito é anti-ético porque não dá a oportunidade de defesa. Não entro no mérito do “vale ou não vale” aprender o Cobol (pessoalmente acho que não vale) mas esta é a minha opinião, democraticamente, aceito posições contrárias nos fóruns adequados para tal.

          • @oroshy
            433c

            Thássius, vamos lá.

            O Tecnoblog como um meio de comunicação de tecnologia devereria conhecer o que é hoje o COBOL.

            Bem, mas o Jornal Nacional iria expor uma matéria que falasse que fumar é bom? Não. E mesmo que se aparecesse alguém na reportagem que falasse isso explicitamente isso, o William Bonner iria dizer: Está não é a opinião do Jornal Nacional.

            O jeito que foi passado nessa matéria foi como se programar para COBOL fosse a maior maravilha do mundo e isso não é verdade.

            Acredito que o papel do blog é de informar, ajudar (etc.) os leitores. E não influenciar.

            Até os publi-editoriais não influenciam explicitamente a compra do produto.

            A entrevista foi boa e o tema é polemico. Ótimo. Mas isso aqui: “Trabalhar numa grande empresa aparece nos objetivos de muitos leitores do Tecnoblog que se dedicam à computação [...]“. Alinhado com: “Estudantes, dediquem-se mais ao COBOL”. Da a impressão de que só pode ou vai conseguir entrar numa grande empresa se eu estudar COBOL, que não é verdade.

            Não tenho nada contra você. Mas só esses pontos que me incomodaram de certa maneira.

            • @Cobalto
              466c

              Vai dormir, cara.
              Que falta de louça pra lavar.

              “Todos sabemos que a IBM um dia vai morrer com os mainframes.”
              Ahuahuahua riariaria.

              “O salario só é bom para o começo, pois se você programa para COBOL, vai morrer programando COBOL, sem perspectiva de crescimento.”

              Conheço gente que voltou da aposentadoria porque não conseguiu recusar o valor que estavam oferecendo para voltar ao batente como consultor de COBOL.

              Você sabe o que é decidir se aposentar, tá lá curtindo sua vida, gastando o dinheiro que você ganhou “morrendo programando COBOL sem perspectiva de crescimento” e eis que do nada alguém vem e te oferece uma quantidade de dinheiro irrecusável apenas para voltar a fazer o que você já fazia?

              Se isso é falta de perspectiva de crescimento, me vê duas pra viagem, por favor!

              (Cadê @rafacst com bitch-slap quando se precisa?)

            • @oroshy
              433c

              Cara se essa é a formula da riqueza porque você não esta nadando no dinheiro?

              Cara se fosse tão bom e ganhasse tão bem pra isso já teria muitas pessoas fazendo isso. Se você pensa dessa forma. Que continue assim. Eu falo isso porque eu tenho experiencia e você?

            • Rafael Silva
              1505c

              @oroshy, vamos lá

              Primeiro você tem que entender como um veículo de comunicação funciona, como ele passa entrevistas, notícias e matérias. O jornal nacional não faz reportagens que não são do interesse do jornal nacional. De fato, veículo nenhum faz matérias que não sejam de interesses deles próprios. Eles se baseiam nos fatos, na notícia que aconteceu, ou, de vez em quando, em opiniões de outras pessoas, especialistas de certas áreas, para mostrar uma reportagem que seja interessante para o público. E é o que fazemos aqui diariamente, entre um ou outro leitor nos chamando de tendenciosos.

              Segundo, acho que você precisa entender uma coisa chamada interpretação de texto. Quando usamos uma coisa chamada aspas, sinalizadas por esses símbolos aqui: “” estamos citando o que uma pessoa disse. Em revistas, jornais, textos jornalísticos em geral, você verá esses símbolos quando existir uma citação de alguma pessoa. Subentende-se que o leitor já sabe que, ao usar esses símbolos, o texto entre eles foi dito por outra pessoa e que não necessariamente representa a opinião do veículo. A menos, é claro, que esteja explícito no texto, seguido de frases como “Eu acho” ou “é da minha opinião que”. E no caso desse post, não achei nenhuma parte onde o Thássius faz apologia ao uso do COBOL.

              O que ele faz: citar ferramentas que facilitam o aprendizado do COBOL, citar uma notícia de 2009 que fala do COBOL e repetir o que o próprio executivo da IBM relatou a ele numa entrevista, itens esses que servem para enriquecer o texto com informações e não necessariamente faz apologia ao uso da linguagem como você tanto acusa. De fato, o COBOL é uma parte bem pequena desse artigo especial e só foi usada para dar destaque, no título.

              Belê?

    • “Todos sabemos que a IBM um dia vai morrer com os mainframes.”
      E que Jesus um dia vai voltar…

  • Cacete, nego é chato até pra dizer que o TB é tendencioso com linguagem de programação. tendencioso sou eu com COBOL, porra.

  • Vitali

    Aprendi COBOL na faculdade, mas sinceramente? Ainda acho melhor batalhar em outra linguagem para ganhar o mesmo que poderia ganhar com COBOL, além de haver mais futuro e oportunidades, você sai desse inferno que é COBOL…. MINHA OPNIAO :)

  • Andre

    Discutir o assunto eh sempre uma boa.
    Aqui vai minha humilde opinião.
    Trabalho a 4 anos com cobol e posso dizer que no meu primeiro ano era uma grande promessa tanto que larguei o java para programar em cobol, pois o mercado na aquela ocasião era bom, hoje o mercado esta muito fraco e a 3 meses não consigo alocação, assim como eu muitos amigos que trabalham com mainframe esta desse jeito, claro que o futuro ninguém sabe, mas eu sugiro as pessoas não entrarem nessa de cobol. Vejam em qualquer site de emprego vejam quantas vagas tem de cobol e quantas tem de java ou .NET.
    Prestei serviço pra IBM e la o pessoal já esta migrando do cobol para ORACLE assim como muitas. Bom se eu pudesse voltar no tempo hoje eu estaria muito bem empregado ganhando rios de dinheiro. Pra quem acha que Cobol paga bem esquece ja foi o tempo. Não eh uma crítica mas uma observação do cenário atual, mas quem quizer ir pra cobol quem sabe.
    Abraços

    • Obrigado, Andre, por compartilhar sua opinião amparada no que aconteceu contigo mesmo. Bem bacana ver leitores participando dessa forma aqui no Tecnoblog. Mostra que cumprimos nosso objetivo.

  • COBOL só irá morrer quando a computação quântica for uma realidade em nossas casas.

  • Sérgio

    Esse negócio de falar mal da IBM ou criticar coisas que visivelmente não sabe é postura de fan boy e não de profissional.
    Podem dizer o que quiser, mas dizer que cobol é retrogrado ou difícil só mostra que a pessoa não entende do mercado e nem na área que que está atuando.

    • Durante a conferência IBM Innovate, à qual eu fui por convite da empresa, ficou bem claro que a IBM é uma empresa lucrativa. Aprender o COBOL, conforme me explicou Pedro Britto, gerente de vendas para Brasil, significa entrar num mercado de trabalho composto por bancos, instituições financeiras e multinacionais contratando pessoal. Creio que cabe a cada indivíduo optar pelo trajeto profissional que mais lhe agrada, está em conformidade com seus interesses pessoais e também com as ambições financeiras.

      • Cuidado Thássius, depois vão te processar alegando que o Tecnoblog fez a pessoa seguir a carreira que ela não queria!!!
        hahahahahhaa

  • Vinicius Kinas
    1055c

    O cara tá de sacanagem, né?

    Você pode até me dizer que conhecer COBOL te valoriza como profissional, e isso pode até ser verdade. Mas, como um amigo já disse aí em cima, novos sistemas muito provavelmente NÃO VÃO usar COBOL pelo simples fato de ser uma linguagem antiga, criada para lidar com várias limitações computacionais da época sua criação, e extremamente improdutiva.

    Existem algumas análises (em engenharia de software) que mostram que programadores “produzem” a mesma quantidade de linhas de código por dia, independente da linguagem usada (Assembly/COBOL/C++/Java). Portanto, quanto mais verborrágica for a linguagem, menos produtivo o programador e mais caro o projeto/manutenção.

    Concordo que conhecer a linguagem não mata programador nenhum, mas a não ser que você tenha desejo de trabalhar com sistemas legados em COBOL – existentes na IBM, bancos, e outras instituições que adotaram a computação nos primeiros estágios – não perca muito tempo com isso.

    O mercado de programação hoje precisa de profissionais em TODAS

    • Vinicius Kinas
      1055c

      * apertei Tab+espaço sem querer
      ** continuando

      … em TODAS as linguagens [provocação] (menos PHP, qualquer jênio ‘acha’ que sabe PHP)[/provocação].

  • Andre

    Putz, Cobol?

    Eles deveriam investir dinheiro para migrar para algo melhor.

    Ninguém deve estudar isso não, deixa morrer.

    Tem tanta coisa boa atualmente.

    Até um expert em “PHP” pode ganhar muito mais do que um programador em Cobol.

    O importante é ser muito bom no que faz, mas que seja algo moderno.

    Estudantes, esqueçam o que esse cara disse.

    • Rafael Andrade
      26c

      Eles vão migrar sim… No dia em que SOBRAR dinheiro, ou seja, NUNCA…
      Ouço pessoas dizendo que vai morrer há tanto tempo… E os colegas mais antigos tb…

  • gokernel
    357c

    Este post ta até parecendo piada …

    Não conheço COBOL, conheço apenas:
    01 – C/C++;
    02 – Delphi/Pascal;
    03 – Assembly(iniciando);
    04 – Java Script(iniciando);
    05 – PHP(iniciando);

    Vejam: o Bill Gates não segui na “onda” da IBM … utilizou C e “esperteza” para fazer o Windows ficou milionário …

    COBOL ??? … passo ;)

  • Antes de estar onde eu estou, quando me falavam que ainda existia esse tal de COBOL eu fazia pouco caso e vivia feliz no meu mundo OO.

    E hoje eu tenho uma base sólida afirmar que o mundo das grandes empresas de verdade ou é da SAP, ou da IBM, ou dos dois juntos.

    Concordo com a maioria que falou sobre ser um bom profissional no que faz, isso é o que faz a diferença.

    COBOL significa: COmmon Business-Oriented Language. Ainda não inventaram uma linguagem de sucesso Orientada para Negócio que chegue aos pés desse velhote aí. A chave para o sucesso dele? Performance e Precisão. Quando eu falo em Performance, é coisa de microssegundos. Um exemplo: Já aconteceu de você sacar dinheiro no caixa eletrônico, e o SMS confirmando a transação sair antes do dinheiro? tenho certeza que sim. Você tem idéia de quantas voltas a informação desse saque na sua conta dá? Passando pela VISA, voltando ao banco, bla bla bla… Isso é Performance e Precisão.

    É difícil aprender? Não, é bem fácil! Chato mesmo é procurar erros no código, ver o resultado dele… Mas a linguagem? É fácil pra C**&¨%&lho!!

    E finalizando: Você que está ai na Faculdade, o que quer para sua carreira? Dinheiro? Prazer no que faz? Acorde!

    um abraço!

    • “É difícil aprender? Não, é bem fácil! Chato mesmo é procurar erros no código, ver o resultado dele… Mas a linguagem? É fácil pra C**&¨%&lho!!”

      Exatamente. A linguagem em si não tem nada de mágico. É mais fácil se perder em Ruby on Rails no começo do que no COBOL.

      Agora… Criar arquivo JCL pra compilar, compilar, ver logs de erro, testar, debugar, etc, etc é um pesadelo.

      Trabalhei 7 meses com COBOL, e as vezes era mais fácil copiar o código pro Notepad++ e testar manualmente (rodando mentalmente cada passo) do que preparar todo o ambiente pra debugar.

      Ainda tive a infelicidade de não contar com IDEs (normas da empresa). Mouse era enfeite no meu PC (em 2011!).
      Minha experiência talvez tivesse sido menos traumática com uma IDE.

  • Catatau

    Maioria dos bancos brasileiros usa COBOL, inclusive eu e mais umas 500 pessoas aqui trabalhamos com isso. E posso dizer que falta muito para o COBOL deixar de ser usado. Vamos dizer, séculos… Ele rege nossas contas concorrentes e o que vocês vêem on-line é apenas uma carcaça… Muitas vezes, feia.

  • Americo
    47c

    Olha… Me desculpem os tendenciosos, mas me expliquem como colocar numa discussão sobre COBOL uma linguagem como PHP? Quem ler essa matéria e apenas ler o que é COBOL vai entender pra que serve. Logo, vai pensar (Aspas do Rafael, huashuashuas) “ih, rapaz, não quer mainframes nem manutenções”, por conseguinte cair fora. Ou ao contrário, vai ficar interessado. Agora, quem ficar interessado em mainframes não vai estudar PHP… Talvez Java… Mas vamos ser sinceros.. antes de pensar em programar vc decide onde vai programar… Ninguém sai dando tiro pra tudo que é lado. Vc meio que foca em uma área…

    Eu trabalhei numa empresa que tinha Java, Cobol, C# entre outros muito mais estranhos, inclusive algumas linguagens próprias… Sim, algumaS, no plural, por favor… E a verdade é que na empresa os projetos não são dados a reveria. Antes da linguagem, vc tem que se decidir a área de atuação. A linguagem pode fazer muito e em várias áreas, mas querendo ou não vc vai pra uma e quem tenta barcar o mundo com a mão não faz nada muito bem, apenas um pouco de tudo.

    Outra coisa… COBOL pode ser velho o quanto for, está ainda em alta… Delphi como citado está em alta, com necessidades… Nenhuma empresa quer jogar seus sistemas de milhões fora só porque Java é mais moderno ou C# é mais limpo. Ou rende ou não se faz… E sim, os empreendedores em todo lugar do mundo vêem TI como custo e não investimento. Logo, COBOL existe e sempre existirá, tal qual Delphi, Java e qualquer outra que algum dia já tenha sido mais popularzinha… Quer a melhor linguagem pra vc??? A que paga seu salário… Simples assim. É vc quem faz a melhor linguagem.

  • Rafael Andrade
    26c

    Equipe TB, postei dois comentários grandes e nenhum apareceu…
    Po, baita preguiça de escrever de novo… Não tinha dado Ctrl+C rs

  • Sinceramente não entendo esse rebuliço todo. O gerente da IBM apenas apontou para um nincho de mercado que pode ser interessante se o cara quer ganhar uma boa grana, que mal tem partir ir para um ambiente Cobol? O cara não vai ser enganado, ele vai logo sacar que dali pra frente pra ele só vai rolar manutenções sejam corretivas ou evolutivas, muitos poucos novos sistemas são feitos.
    Esse papo que mainframe vai morrer neguinho fala desde que me entendo por gente, mas e aí? Cadê? A verdade é que mainframe vai rolar por muitos e muitos anos ainda e as empresas precisam de gente lá para ajustes.
    O papo da linguagem ser isso e ser aquilo é balela, se olhar bem até Java hoje é uma linguagem envelhecida cheia de problemas, já peguei código legado em java que faz inveja pra qualquer sistemas pessimamente implementado em C/C++. Já vi códigos em C++ belíssimos. A linguagem pode ajudar ou dificultar em alguns pontos, mas quem torna o código bom no fim das contas é o conhecimento do programador em boas práticas.

  • o cobol vai ser sempre útil, tem banco pagando uma fortuna para profissional de cobol. se presta ou não é outra conversa, mas que tem mercado e que paga bem isso sem duvidas.

  • A IBM ao invés de ficar mandado recadinho pro mercado deveria mudar a postura e quem sabe fazer algo com os motivos que os profissionais deixam de usar uma tão lucrativa linguagem.

    Se é o mercado deles que depende desses profissionais é a IBM quem tem que dar vantagens para que trabalhemos nisso e não o contrário, muito comum na nossa área essa inversão de valores, responsabilizar o profissional ….

    Qual benefício eu teria em aprender uma linguagem além do salário? Será que não é por isso que a grande maioria nem quer ouvir falar em legado?

    Bom profissional recebe bom salário, ainda mais na área de TI que a mão de obra é escassa, quem acha que é fácil desenvolver, analisar, levante a mão …

    Talvez se pensarem esse problema de forma perspicaz consigam resolvê-lo, agora ficar dizendo que o profissional é bem valorizado que isso e aquilo não vai levar ninguém a querer programar nesta ou naquela lingo.

    E olha que esse discurso de que Cobol paga bem eu escuto a muitos anos, sempre volta a tona, Cobol, Cobol, Cobol …

    Ou então contratem chinezinhos que trabalham em navios em águas internacionais sem pagar impostos para dar manutenção no nobre legado em cobol, abap e etc.

    Quantas vezes ouvi o presidente do HSBC falar mal dos programadores brasileiros. Virem-se, evoluam.

    E deixem os estudantes em paz e que decidam suas carreiras da forma que melhor lhes convier, seja com salários atrativos ou possibilidade de crescimento pessoal

    Pergunta lá pro google e pro facebook o que eles acham do cobol …

  • Fernando

    Para desenvolver Java, é só baixar a JVM, instalar e ler um tutorial Java. Para aprender PHP mesma coisa, baixa um webserver, configura e lê um tutorial. E para Mainframe? como faz? se o compilador só roda em mainframe, quanto custa um mainframe? Ser for analizar, não é tão acessível assim começar a desenvolver COBOL.

    • Usa um emulador

  • Prig

    Realmente, o que eu vejo no mercado é dizer que falta profissional e o salário só despencando… Fazer projeto, manutenção corretiva/evolutiva não traz satisfação pra ninguém. Muitas vezes o trabalho feito nunca será usado e será jogado fora. Muitos projetos são feitos por fazer… Depois de 8 anos, me desiludi da área de TI. Falta profissional, as empresas sempre colocam essa desculpa pra te colocar fazendo hora extra, você não pode ter vida, mas o salário… Ah, o salario! Pequenininho….

    • @xrenan
      273c

      A situação é realmente esta… As empresas afirmam “faltam profissionais qualificados”, mas nenhum profissional com a qualificação que elas requerem aceita trabalhar pela mixórdia que elas pagam… quem é que quer ficar “se qualificando” a vida toda, para ganhar pouco?!
      Daí as inúmeras startups…

  • Gabriel
    829c

    Eu tinha essa visão, aprendi COBOL no técnico mas meu próprio pai acha melhor investir em outras áreas, apesar de existir uma carência no mercado de profissionais. Meu pai já está para se aposentar, mas disse que o mercado está “secando” e seus colegas mais jovens de 30 ou 40 anos estão pulando fora do barco porque a demanda existe, mas está cada vez mais, ficando menor.

    O COBOL é utilizado em muitos sistemas legados críticos e possui uma escalabilidade invejável perto de outras plataformas concorrentes, mas isso está cada vez mais restrito a instituições financeiras como bancos e operadoras de cartão. “Baixa plataforma*” atende a necessidade da grande maioria dos mercados, algumas empresas com sistemas antigos em COBOL como montadoras, já estão optando por tecnologias mais modernas por exemplo.

    Existe uma desconfiança com a “Baixa Plataforma” porque no início dos anos 2000, tentou-se uma migração em massa dos sistemas legados da “Alta” para “Baixa” que foi um desastre por questões de performance. Este medo está reduzindo e digo, por experiência própria, que soluções como o Exadata da Oracle suportam volumes absurdos de dados comparáveis a mainframe com a vantagem de ser mais moderno.

    Esse é o discurso pela minha pouca experiência e a grande do meu pai, mas ainda tem o agravante que foi a IBM que discursou a favor do COBOL. Ela é a única empresa que fabrica mainframes no mundo, está com o monopólio desse mercado e não há perspectivas de mudança sobre isso. Na análise de custos para remover um sistema legado, a falta de profissionais qualificados por bons preços é um peso grande. Se a IBM nada fizer para angariar profissionais, ela pode perder mais mercado ainda.

    Ou seja, o discurso da IBM procede, mas definir sua carreira para isso é uma estratégia meio arriscada. Existem outras tecnologias como Oracle e SAP que são bastante utilizadas por empresas de grande porte e dão bom retorno financeiro, mas isso não é de muito interesse da IBM.

    *Baixa Plataforma = PCs
    *Alta Plataforma = Mainframe

  • gokernel
    357c

    Como não tinha nenhuma noção do que seria algum codigo em COBOL, então procurei na net e encontrei este simples “Hello World”:

    groups.engin.umd.umich.edu/CIS/course.des/cis400/cobol/hworld.html

    Para quem é mazoquista este é uma boa oportunidade ( utilizar COBOL ) , ;)

  • Não seria o caso da IBM incentivar o COBOL pois tem medo de seus mainframes serem substituídos por tecnologias mais novas???

    Acho que todas as linguagens são importantes e quantas mais souber mais chances no mercado de trabalho você vai ter. Também acho que código limpo quem faz é programador e não linguagem. Quer ganhar dinheiro com programação? Seja muito bom em desenvolver códigos e não em linguagens, você será requisitado… até mesmo para trabalhar com Visual Basic…

  • Lucas

    Gostaria de saber GANHAR BEM no modo IBM é quanto? pois todos que conheço na IBM de nivel tecnico a analista/administrador/programador etc ganham pouco pela exploraçao ter que trabalhar até altas horas da noite e fim de semanas, sem retorno a isso, ta certo um ou outro ali ganham muito bem, chefes, que apenas fazem a funçao de mandar, agora programador mesmo? gostaria de ver o valor que cai na conta corrente desse cara. Falam de estudante, se o cara tive 10-15 anos de experiencia em COBOL por exemplo ai acredito que ele vá entrar bem na IBM, mais iniciar carreira na IBM sendo programador sem/pouca experiencia ganhando bem? na IBM Brasil? acho dificil.

  • Cícero

    Quem programa em COBOL tem as mesmas dificuldades que qualquer outro programador de inúmeras outras linguagens. Mas, se estiver usando a linguagem certa para cada aplicação, então, com certeza, não sofrerás com o trabalho. Contudo, mesmo utilizando a linguagem correta e aplicando-a adequadamente às necessidades, se não tiver conhecimento do que faz, do negócio em questão e lógica, meu amigo, pode ter certeza! você vai sofrer.
    Sou desenvolvedor COBOL a muitos anos e também desenvolvo em outras linguagens como C#, HTML5, DELPHI e ASP.NET. Uso COBOL para aplicações críticas, que não podem parar e exigem um nível de confiança altíssimo na segurança dos dados (tenho sistema em Cobol rodando a 11 anos, sem parar, sem perder uma vírgula de informações) e vários outros pequenos sistemas nas outras linguagens citadas. Cada um com sua responsabilidade.
    Programar em COBOL é como pilotar um jumbo 747, sob meu ponto de vista. Se quero fazer acrobacias, com certeza, não faria isso com um jumbo 747.
    E pra finalizar… conheça cada uma das linguagens, com vantagens e desvantagens.
    Abraços!!!

  • COBOLware
    2c

    Vale a pena aprender COBOL?

    Meus caros jovens, acredito que essa dúvida se baseia no que se ouve tanto falar que a linguagem COBOL é ultrapassada, um verdadeiro dinossauro, criado em 1958 e que seu uso está em decadência.

    Bem, quando eu tinha 19 anos, também acreditava nisso, mas com o tempo percebi que existem fortes razões para se conhecer COBOL, e que ele deve durar por muito e muito tempo ainda.

    O que na verdade ocorre é que o trabalho de programação é apaixonante e os programadores se apaixonam então pela linguagem que usam e as defendem com unhas e dentes, e quando se fala das vantagens de outras linguagens, contra atacam falando mal de coisas que não conhecem ou não estão envolvidos com o problema para as quais foram criadas linguagens adequadas às soluções específicas.

    O que você precisa analisar, em minha opinião, é que tipo de programador você quer ser, pois existem linguagens demais e não dá tempo de ir fundo em todas elas, e se você quiser ser um bom programador tem que ralar, ir fundo mesmo, conversando com muitos programadores você vai ouvir diferentes opiniões “A linguagem X melhor”, mas o fato é que difícil alguma coisa ser absolutamente melhor que a outra, o adjetivo “melhor” precisa ser associado a uma determinada situação, “é melhor andar de moto do que de carro porque é mais fácil estacionar, escapa de engarrafamentos e gasta menos combustível”, mas também é verdade que “andar de carro é melhor do que de moto porque eu posso carregar muita bagagem, levando mais quatro pessoas e não pegamos chuva”.

    A idade de uma linguagem ou de uma tecnologia não é tão importante como pode parecer, para ilustrar me deixa fazer uma analogia com meios de transportes: Vamos pegar uma linguagem relativamente nova como Java e façamos de conta que ela é uma motocicleta, e a linguagem COBOL “jurássica” é um navio, bom navios existem desde os tempos das caravelas e são usados até hoje por que em certas necessidades são insubstituíveis.

    Os navios de hoje em dia são muito evoluídos em comparação com os da época em que foram inventados e isso não é diferente do que acontece com COBOL, o nome é o mesmo mas os compiladores COBOL disponíveis atualmente são muito mais sofisticados em relação ao que muitos possam ter tido contato, eles falam que COBOL é isso ou não faz aquilo pensando que COBOL ainda é o que viram.

    Vamos supor que você esteja entre o dilema de ser um motoqueiro ou um comandante de navio, bem é muito mais fácil conseguir trabalho de motoqueiro, estacionar uma moto por exemplo é muito mais fácil do que atracar um navio, é um outro mundo, os valores envolvidos no uso de um navio estão em outros patamares, apenas para pintar um navio pode se gastar um milhão de reais valor que daria para comprar umas duzentas motocicletas.

    Para ser comandante de um navio você vai ter que estudar muito mais do que para ser um motoboy, quando se fala de COBOL pode estar se falando de um transatlântico ou de um barquinho a remo, trabalhar com linguagens como Java, Delphi, VB, C++. C#, e enfim linguagem da moda dificilmente se chaga a uma posição além de piloto de lancha.

    Obviamente um comandante de transatlântico ganha muito mais que um motoqueiro, isso ocorre em função da responsabilidade maior que ele assume, voltando para linguagens o que eu gostaria de frisar é quando o uso da linguagem é recomendado.

    A linguagem COBOL foi criada para lidar com grande volume de informações e com os chamados sistemas de missão critica em mainframes, uma falha no funcionamento de um sistema desses pode causar enormes prejuízos, portanto tanto os softwares quando os hardwares são bem diferentes do que se encontra em microcomputadores, em um mainframe, centenas ou até mesmo milhares de usuários estão ligados a um mesmo computador, eles não podem travar ou reiniciar como acontece frequentemente com micros ou pegarem vírus do contrário a empresa perde muito dinheiro, então ela para melhor pelo trabalho dos melhores programadores para desenvolver programas e principalmente para tratar da manutenção dos programas que já estão em funcionamento.

    Quando se escreve um programa em C por exemplo, o objetivo é programar o computador, mas quando se escreve um programa em COBOL está se documentando um procedimento administrativo coorporativo, um programa COBOL além de ter que funcionar por muitos anos, é um documento que precisa ser entendido não só pela própria pessoa que o produziu mas por outros programadores e com urgência caso precise ser modificado por questões de legislação ou mudanças nas exigências administrativas da empresa , o uso da nova versão necessita de precisão acurada, o menor engano e a empresa perde valores superiores a anos do que seria o salário de um programador.

    Então as empresas pagam bem para profissionais qualificados e que possam assumir tais responsabilidades, ao passo que linguagens da moda costumam estar saturadas de profissionais nem sempre realmente tão qualificados, pois produzem muito código descartável e tendem a ter mão-de-obra muito barata.

    COBOL pode estar em uso tanto em pequenas como em grandes organizações elas tem tantas linhas de código escritas em COBOL que precisam ser mantida que não interessa se alguma outra linguagem venha a ser melhor ou se faz isso ou aquilo que COBOL não faz elas não podem nem pensar em deixar de usar COBOL embora também possam usar muitas outras linguagens associadas a ela, então você encontrar profissionais usando COBOL em microcomputadores não ganhando tão bem assim, Saber COBOL por si só pode não garantir que venhas a ganhar um bom salário, mas associado a um bom curso superior e inglês fluente pode ao menos dar alguma chance, procure o segmento de mainframes que carece de profissionais, as empresas ficam “roubando” programadores umas das outras, se você usar COBOL em microinformática encare isso apenas como treinamento, porque são as grandes empesas que pagam bem e elas usam mainframes onde não se usa essas linguagens de PC.

  • COBOLware
    2c

    Noto as exigências dos empregadores para contratar programadores COBOL precisariam ser revistas, eles exigem experiência com mainframes, inglês fluente e curso superior. Isso elimina muita gente que poderia dar conta do recado.

    1) Curso superior não é necessariamente útil no trabalho de programação, a gente aprende muito mais fazendo do que viu na faculdade.

    2) Como a linguagem também está disponível para micro computadores as empresas deveriam dar mais chances a quem tem experiência com COBOL para Windows, DOS e Linux, e ajudar o recém contratado a adaptar-se aos mainframes com cursos específico, assim os estudantes poderiam aprender COBOL baixando compiladores da internet e treinando em casa, acesso a mainframes é muito difícil para os iniciantes.

    3) Inglês fluente realmente ajuda bastante pois grandes empresas tem atuação global e as equipes trabalham em conjunto muitas reuniões são em inglês, mas acho que o cargo de programador deveria ficar isolado dessas reuniões, um gerente, supervisor, analista de sistemas, sei lá, alguém com cargo de chefia ou parte dos programadores das equipes é que deveria participar das reuniões e inteirar os programadores os resultados das decisões tomadas e dos procedimentos a serem seguidos.

    Acho que somente com essas mudanças seria possível cobrir o déficit de 100 mil programadores algum dia.

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