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Executiva do Google fala sobre com atrair mais mulheres para a computação

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6 anos atrás

Megan Smith é formada no MIT, tem uma extensa carreira em áreas de tecnologia e, atualmente, é vice-presidente do Google [x] (laboratório de invenções do Google). Como tal, ela tem propriedade de sobra para falar de um assunto que é e precisa ser recorrente: como fazer para aumentar o número de mulheres que trabalham em computação?

Em entrevista publicada pela Forbes recentemente, a executiva aponta duas soluções para amenizar este desequilíbrio. Aos que estão com o modo machista ligado, adianto desde já que não tem nada a ver com firulas como incluir aulas de moda em graduações de computação ou disponibilizar oficinas de maquiagem no escritório, pelamor!

Megan Smith diz que a primeira solução (e a mais óbvia) é investir em educação, só que de uma maneira diferente. A VP do Google defende que disciplinas ligadas à computação (tal como lógica de programação) sejam incluídas na grade curricular desde cedo e deixe de ser um assunto opcional a ser explorado depois da escola.

Na visão de Smith, o ensino igual (para meninos e meninas) de disciplinais essenciais à computação desde os primeiros anos escolares ajuda a evitar que a área tenha uma divisão de gênero tão grande. Ela cita como exemplo escolas no Vietnã que estão seguindo este caminho e obtendo sucesso.

Megan Smith (Fonte: Wikipedia)

Megan Smith

Mas aí você pode argumentar: se as instituições ensinarem princípios de ciências e engenharia de computação logo cedo, não teremos mais futuros médicos, jornalistas, advogados, historiadores, etc. Não necessariamente e posso usar a Code.org para explicar o porquê.

Esta organização defende o ensino de programação nas escolas e conta com o apoio de nomes como Bill Clinton, Bill Gates, Mark Zuckerberg, Eric Schmidt, Nicholas Negroponte, Ashton Kutcher (sim) e Will.I.Am (pois é). E por quê? Porque, segundo os seus idealizadores, programação ajuda a desenvolver o raciocínio lógico e a tornar o ensino como um todo mais estimulante, beneficiando qualquer área, tal como aulas de música são capazes de fazer, por exemplo.

Esta questão tem ligação direta com a segunda solução apontada por Megan Smith: mudar a forma como as crianças são ensinadas. Cada indivíduo tem interesses distintos, mas o ensino é feito quase sempre de maneira uniforme. A ideia consiste em mudar este aspecto.

Smith dá como exemplo as disciplinas de matemática. Estas costumam ser ministradas de uma maneira padronizada, mas apenas um pequeno grupo absorve complemente os conceitos, justamente os alunos que têm mais interesse pelo assunto. Os demais geralmente preferem outras áreas e, portanto, não se sentem estimulados a se aprofundar em matemática.

O truque aqui seria fazer com que os alunos que preferem história e estão estudando a vida de Galileu Galilei, por exemplo, sejam instigados a entender os cálculos usados pelo cientista em seus trabalhos.

Em resumo, quando o aluno começa a entender a relação com os assuntos que mais gosta com aqueles que não aprecia tanto, tem mais chances de descobrir as possibilidades de cada área e se aprofundar em uma delas. Isso significa que, se ensinadas de maneira criativa e estimulante, tanto meninas quanto meninos entenderão que exatas não precisa ser uma área predominantemente masculina.

São pontos de vista interessantes, não? E para quem quer entender melhor a importância do assunto, deixo como dica o vídeo abaixo. Trata-se do documentário she++, que aborda justamente a participação das mulheres na computação e outras áreas de exatas, como o nome. Vale a pena assistir 😉

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