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Bitcoin: modinha, futuro econômico ou um péssimo negócio?

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1 ano e meio atrás

Na primeira parte de nossos posts sobre Bitcoin, fizemos uma apresentação sobre a moeda virtual: um estudo sobre suas origens, seu potencial e seus riscos. Nesta segunda parte, vamos analisar o uso dela na prática, como é garantida sua segurança e como ela é vista pelos governos.

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Bitcoin é o termo tendência do momento. A cada dia pipocam novas notícias sobre a moeda digital: entre os mais recentes, temos a abertura de uma loja virtual que trabalha com pagamentos exclusivamente em Bitcoin, a BitcoinShop.us; a chegada de caixas eletrônicos de Bitcoins, que seriam como casas de câmbio automatizadas que permitiriam saques de Bitcoins em dinheiro e como a compra de novas moedas através de depósitos financeiros na própria máquina; e a inclusão do termo no Dicionário Oxford, um dos mais importantes do mundo.

O entusiasmo com a novidade, no entanto, pode ser danoso. Existem relatórios de entidades financeiras, como o Banco Central Europeu, que mostram que o Bitcoin tem bastantes pontos em comum com esquemas de pirâmide, também conhecidos pelo nome de “marketing multinível”. Perceba, não estamos falando que comprar Bitcoin seja o mesmo que investir no TelexFree, mas é preciso estar consciente de que a Bitcoin ainda é uma moeda em desenvolvimento, sem controle de governos. Por isso é preciso estar ciente de que vários problemas podem acontecer, como os roubos ou quem sabe uma brusca desvalorização da moeda, que pode acarretar em perdas financeiras pra quem quis usar as Bitcoins como forma de investimento.

É preciso considerar também que o método de criação de Bitcoins baseia-se no poder de processamento da sua máquina para “minerar”, através de complexos algoritmos matemáticos, alguns centavos de Bitcoin. É como se o Banco Central fosse na sua casa.

Usuários relatam que cerca de 12 horas de mineração rendem cerca de 0,30 BTC, o que Izzy Nobre, vlogueiro que fez uma extensa pesquisa sobre o assunto, argumenta ser um péssimo investimento. Afinal, será mesmo que existe lucro nisto, colocando na ponta do lápis o custo da energia gasta nestas 12 horas, o desgaste do cooler do computador, entre outros aspectos? Pois é, o assunto ainda é bastante contraditório.

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Um caso interessante de analisar, na ótica do advogado do diabo, é o de um usuário do Reddit que investiu 10 mil dólares em maquinário para minerar Bitcoins, conquistando meras 300 Bitcoins. Na época, com o pífio resultado, ele cansou de perseguir o sonho do dinheiro grátis, perdendo cerca de 70% do seu investimento.

Será mesmo que vale gastar tudo isso pra minerar dinheiro virtual? Fora que é preciso superar o calor de uma central de mineração. Devido ao alto processamento, os computadores ficam superaquecidos a tal ponto que dá para usar para desidratar frutas! Cerca de 4 BTC minerados depois, olha o resultado da salada de frutas em cima do PC:

Chegando ao mainstream

Enquanto isso, os órgãos de finanças estatais tentam entender como poderão faturar o seu em cima das transações em Bitcoins.

O Ministério Federal de Finanças da Alemanha já reconhece a Bitcoin como uma moeda privada, mas insiste que não haverá isenção do pagamento de impostos para quem realizar atividades comerciais aceitando Bitcoins. Em junho deste ano, o governo alemão anunciou que o comércio de Bitcoins estaria sujeito a taxas de ganho de capital, assim como qualquer outra atividade comercial. Romain Dillet, do TechCrunch, especula que o grande interesse dos governos em encontrar formas de regular uma moeda que se propõe exatamente a ser politicamente independente pode fazer com que o propósito original da Bitcoin se perca com o tempo. Quem sabe ela até chegue a ser eleita como uma moeda internacional, mas provavelmente existirão regulamentações locais específicas em cada país.

Saindo de Kreuzberg, bairro da capital alemã onde é possível pagar por bebidas, discos e até bolos com Bitcoins, a moeda virtual vai aos poucos se tornando mais aceita. Além de pagar por itens escusos da deep web, já é possível também pagar por compras de serviços do WordPress, e fazer aquisições em sites como o Reddit e Mega, de Kim Dotcom. O Humble Bundle, por exemplo, já coloca Bitcoins juntamente com pagamentos via PayPal e cartões de crédito.

A paridade dos valores entre dólares e BTCs, no entanto, ainda é muito confusa, e é preciso entender qual a paridade que o site em questão está utilizando. Isso porque a moeda tem tido picos de valorização, e talvez saia mais caro pagar um item em Bitcoins do que em dinheiros norte-americanos – haja vista a primeira transação feita com a moeda, em janeiro de 2010, que pagava uma pizza com cerca de 10 mil BTCs, o equivalente hoje a quase 1,2 milhão de dólares.

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Esse é o selo que costuma ser colocado à vista do público nas lojas que aceitam Bitcoin

O site WikiLeaks chegou a aceitar doações em Bitcoins depois que as operadoras de cartão de crédito impediram que seus clientes fizessem doações à iniciativa, evidenciando o verdadeiro poder do Bitcoin, que é desviar de regulamentações, embargos e exigências governamentais para fazer a transação financeira que o proprietário do dinheiro quer. Se é do interesse de alguém proibir um determinado tipo de transação, em contrapartida a Bitcoin não está nem um pouco preocupada com o que você está fazendo com aquelas moedas; a única coisa com a qual o sistema do Bitcoin se importa é garantir a idoneidade das transações, realizar os pagamentos de forma correta e continuar minerando Bitcoins.

No Brasil

Em terras tupiniquins, o Bitcoin ainda é vista com bastante desconfiança. Já existem sites especializados, escritos em português, que evangelizam sobre a moeda virtual, mas são poucos os estabelecimentos e serviços nacionais que aceitam Bitcoins como forma de pagamento.

Com a ajuda de Daniel Fraga, do site Loja Bitcoin, e do site Mercado Bitcoin, conseguimos elencar apenas seis estabelecimentos: o bar e bicicletaria Las Magrelas; a loja de componentes Webtrônico; a pousada Kyrios, que fica na praia de Maresias, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo; a loja virtual de bebidas Terras Brasilis; a agência de aluguel de apartamentos Copa Apartments, no Rio de Janeiro; e um centro de práticas budistas, o Pedra Negra das Bromélias, na região serrana do Espírito Santo. Se você souber de mais algum, avise nos comentários que incluímos aqui.

O responsável pelo Las Magrelas esclarece que aceitam Bitcoins para “basicamente tudo”, e que fazem o câmbio entre Real e Bitcoin de acordo com o valor do dia da “bolsa de valores” Bitcoin – um dos sites mais usados para essa referência é o MT Gox. O Terras Brasilis também faz uso da mesma prática – no dia 11 de setembro, uma garrafa de Whisky Johnnie Walker Red Label, por exemplo, poderia ser adquirida por 0,21 BTC.

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Com tão poucos estabelecimentos aceitando a nova moeda virtual para pagamentos, essa pode ser uma ótima opção de marketing. O responsável pelo Terras Brasilis revelou que quase 20% de todas as vendas do site já são feitas em Bitcoins.

Contradição ou excesso de controle?

Quem dera a preocupação dos governos fosse a de garantir a segurança financeira da Bitcoin. Se o medo fosse o roubo das suas preciosas Bitcoins, o próprio sistema trataria de lhe prover ao menos o alívio de saber que o ladrão não conseguiria fazer muita coisa com o produto do furto, já que é praticamente impossível lavar grandes quantidades de Bitcoins roubadas.

Toda transação feita via Bitcoins é pública. Ao acompanhar um arquivo público chamado Blockchain, é possível saber, hipoteticamente, que a Carteira de Bitcoins X fez uma transferência para a Carteira de Bitcoins Y, tornando possível rastrear onde estão as Bitcoins roubadas, mas sem saber quem é o proprietário delas. Contudo, se o espertalhão tentar tirar as Bitcoins daquele ambiente e transformá-la em dinheiro do mundo real, vai precisar fazer um cadastro, e é exatamente nesse momento em que ele é pego.

Lavar pequenas quantidades de Bitcoins roubadas é até possível, mas quem quiser mover milhões de dólares através da rede terá problemas, admitiu Sarah Meikelejohn, graduanda da Universidade da Califórnia que é co-autora de um estudo sobre o assunto, como se quisesse esclarecer que a rede de Bitcoins não seria exatamente um bom lugar para Walter White esconder sua fortuna ilegal. Uma reportagem da Wired destaca que qualquer criminoso que queira converter uma grande quantidade de dinheiro em Bitcoins teria que, em algum momento, fazer uso das casas de câmbio de Bitcoins, e estas têm se esforçado bastante para funcionar dentro da legislação federal norte-americana, que impede práticas que possam ser usadas na lavagem de dinheiro ilegal.

Ainda assim, por não haver para quem reclamar em caso de transações de Bitcoins mal sucedidas, os proprietários da moeda virtual estão sujeitos a roubos. Em abril de 2012, o site Betcoin perdeu 3.171 Bitcoins ao sofrer uma invasão hacker, o equivalente a cerca de 450 mil dólares, valor que ainda não conseguiu reaver (e nem espera que isso aconteça). No entanto, o ciberladrão vai ter problemas ao tentar lavar as Bitcoins roubados da Betcoin: serviços que se propõem a fazer esse serviço, como o Bitcoin Laundry ou o Bitmix, no geral não fazem o que prometem ou, pior, roubam as bitcoins que deveriam ser lavadas. Ou seja, ladrão que rouba ladrão… 100 anos de perdão, ou a eternidade com Bitcoins marcadas como ilegais.

Pode ser o novo Second Life ou o novo euro

Desde a sua apresentação, em 2009, a Bitcoin tem se desenvolvido de diversas formas. Aos poucos, ganha novos adeptos e locais que aceitam pagamentos com a moeda. No entanto, os processos matemáticos que a mineração utiliza vão ficando ainda mais complexos, requerendo máquinas ainda mais potentes para a criação de novos Bitcoins e a validação das transações feitas com a moeda virtual.

Por enquanto, a Bitcoin ainda paira como uma tendência, que pode ou não engrenar em um futuro próximo. Pode ser o novo Second Life, que resiste por alguns anos, mas acaba deixado de lado, mas é possível que se transforme no Euro da internet, facilitando transações e se tornando uma moeda única para pagamentos digitais.

Os governos ainda parecem assustadíssimos com o surgimento da Bitcoin, talvez por não saberem como podem incluí-la na economia do país, como regulamentá-la ou até como evitar que ela se torne a moeda padrão não apenas do mundo digital, mas também das transações entre marginais, dada a sua propriedade de ser anônima.

Quem se interessar pelo assunto pode procurar uma das casas de câmbio e comprar suas primeiras Bitcoins para testar como ela funciona. Os mais ousados podem usar o poder de processamento de suas máquinas para gerar suas próprias Bitcoins, mas será preciso um pouco mais de preparo técnico, paciência e investimento de tempo e energia (elétrica mesmo!).

Os mais descrentes ou receosos podem fazer como eu: ficar atentos e observar o mercado. Uma moeda que começou com pouca valorização e de repente salta de uma paridade de USD 13 para 120 precisa mostrar agora a que veio. O futuro da Bitcoin, contudo, não parece estar tão distante assim.

  • Bruno Cabral

    Modinha e um péssimo negócio.

  • Gaba

    Duas dúvidas:

    Primeira Dúvida:
    É preciso considerar também que o método de criação de Bitcoins baseia-se no poder de processamento da sua máquina para “minerar”…

    Ou seja, quem é mais favorecido atualmente (em moedas reais) será mais favorecido com BitCoins, já que terá mais recursos para ter um super computador minerando BitCoins, estou certo?

    Segunda Dúvida:
    Supondo que o estabelecimento Y, receba em BitCoins. Atualmente não há grande aceitação da moeda, então a pergunta é: o que o estabelecimento Y vai fazer com as BitCoins??

    Ok, há casas de câmbio, mas então, o que estas casas de câmbio fazem com as BitCoins? Pergunto porque como não há grande aceitação atualmente, os donos de BitCoins estão restritos à fazer poucas coisas com essa moeda, o que seria uma desvantagem enorme…

    • Américo

      A segunda dúvida parecia boa, mas pensando bem não faz sentido. Veja bem, se o dinheiro real, pagamos nossas dívidas… Daí vai pro banco… E ele reinveste (seja comprando títulos ou qualquer coisa assim). Ou revende, para quem tem interesse em investir na moeda ou quer transações com dinheiro em espécie por algum motivo. Logo, assim como o dinheiro real, o bitcoin circula. A diferença é que não desgasta e precisa ser recolhido para ser “re-feito” como o dinheiro real.

      Ou meu raciocínio está errado?

      • Rafael Machado de Souza

        nao está errado, justamente por que a maioria do dinheiro atual é virtual. tá la no banco, mas se todos os socios do banco tentarem sacar nao haverá papel moeda suficiente, hehe

        • Américo

          É exatamente isso que eu me refiro quando digo que o bitcoin gira tal qual o dinheiro real. Afinal, para onde vai? Fica apenas guardado como um dado de um banco de dados até que por algum motivo vai para outro lugar, ser outro dado ou em algum caso em particular, vire espécie (tal qual o bitcoin).

        • Caio Curvelo

          A diferença é que o dinheiro de verdade (real, dólar, euro) possui uma coisinha básica da economia chamada LASTRO! (inexistente no Bitcoin)

          Toda moeda emitida (seja ela palpável ou “virtual”) tem que ter seu valor atestado de algum jeito: geralmente em reservas de minério, gás, petróleo… resumindo, coisas que possuem valor no mundo real.

          É por esse motivo que um país não pode simplesmente sair imprimindo dinheiro pra pagar suas dívidas ou garantir o pleno bem-estar da população. Não é assim que o mundo funciona!

          • fabio ottobeli machado

            Na verdade o lastro atual também é virtual. Não existe mais essa garantia da moeda em reservas de minério, gás, etc. Os Estados Unidos atualmente tem impresso 85 bilhões de dólares ao mês para injetar na economia, como medida para tentar retomar o crescimento. Esses dólares impressos não possuem lastro em ouro ou outros ativos do mundo real. E a maioria das outras moedas é indexada pelo dólar, ou seja, podemos dizer que o lastro do Real e outras moedas é o dólar. Logo se vê que essa idéia de moedas com lastro encontra-se bastante fragilizada hoje em dia.

          • Jaison Carvalho

            O padrão-ouro foi abandonado em 1972, desde então não há qualquer lastro para emissão de moeda, as moedas são emitidas em um esquema de títulos da dívida pública dos países.

            O Bitcoin não é lastreado em nada assim como o ouro também era quando era utilizado como moeda, ou seja, o Bitcoin é uma “commodity virtual”.

            Esta questão do lastro, como você mesmo observou tem uma grande importância para evitar a inflação e acabar gerando instabilidade monetária (alo Brasil da década de 80), e o Bitcoin possui um mecanismo claro e eficiente de contenção da inflação como eu expliquei em outros comentários.

            Outra informação interessantíssima, atualmente além das moedas não possuírem lastro os bancos CRIAM dinheiro do nada ao conceder empréstimos através de suas reservas fracionárias, por este motivo é que todos os países do mundo temem uma corrida aos bancos, pois se todos os correntistas efetuassem saques nas suas contas não haveria dinheiro para todos.

          • Jaison Carvalho

            O padrão-ouro e consequentemente moedas lastreadas foram abandonados em 1972, atualmente nenhuma das grandes moedas é lastreada em nada, como o amigo comentou abaixo os EUA estão imprimindo e injetando na economia pouco mais de UM TRILHÃO de dólares por ano, e este dinheiro não tem lastro algum.

            http://economia.uol.com.br/cotacoes/noticias/redacao/2013/09/18/bolsas-dos-eua-batem-novos-recordes-apos-bc-manter-estimulos-economicos.htm

            O Bitcoin não é lastreado assim como o ouro também não o é, o bitcoin é uma “comodity virtual”, e como você observou o problema da falta de lastro é o perigo da inflação, e neste caso o bitcoin possui um mecanismo claro e eficiente de controle da inflação monetária.

            Outra informação interessante, atualmente além das moedas não terem lastro os bancos CRIAM dinheiro do nada ao conceder empréstimos através de suas reservas fracionarias, por este motivo é que todos os países do mundo temem uma corrida aos bancos, pois se todos os correntistas resolvessem sacar não haveria dinheiro suficiente para todos.

    • Bruno Guerreiro

      Sobre a sua primeira dúvida, é também a minha grande dúvida a respeito do BitCoin.

      Se para minerar essa moeda precisa-se de poder de processamento (e pelo que eu entendi, vai ficando cada vez mais difícil de minerar), quem possui mais recursos em moedas reais terá mais poder para minerar e assim ter mais BitCoins…

      • Jaison Carvalho

        Não necessariamente vai ficando mais difícil, a dificuldade aumenta na mesma razão que o poder de processamento da rede aumenta, se por algum motivo o poder de processamento cair a dificuldade cai na mesma proporção.

        A Meta da dificuldade de mineração é manter a moeda em uma taxa de inflação constante e conhecida (atualmente esta taxa está em 25 Bitcoins a cada 10 minutos).

        Uma outra curiosidade é que a base monetária do Bitcoin tem um teto: 21 Milhões, depois disto não serão geradas mais moedas

    • Jaison Carvalho

      Ou seja, quem é mais favorecido atualmente (em moedas reais) será mais favorecido com BitCoins, já que terá mais recursos para ter um super computador minerando BitCoins, estou certo?

      >>A Grosso modo, quem puder montar um minerador com maior poder de processamento pode >>minerar mais moeda.

      >>O Que de fato acontece é que a mineração é um algorítimo que mantém a taxa de emissão de >>moeda constante (atualmente esta taxa é de 25 Bitcoins a cada 10 minutos), se um >>determinado computador com altíssimo poder de processamento entrar na rede a própria rede >>ajusta a dificuldade para manter a taxa de mineração constante, este mecanismo é uma >>componente anti-inflacionária da moeda.
      >>Lembrando que você não precisa minerar moeda para utilizar bitcoin.

      Segunda Dúvida:
      Supondo que o estabelecimento Y, receba em BitCoins. Atualmente não há grande aceitação da moeda, então a pergunta é: o que o estabelecimento Y vai fazer com as BitCoins??

      >>O estabelecimento Y pode trocar em uma casa de câmbio de Bitcoins ou trocar por bens e serviços de outros estabelecimentos que aceitem esta moeda, esta é a lógica para qualquer moeda e o bitcoin não escapa dela.

      • Bruno Guerreiro

        Sua resposta sobre o algoritmo manter a taxa de emissão constante é bastante esclarecedora.
        Obrigado!

        • Jaison Carvalho

          Este gráfico mostra a relação entre o aumento no poder de processamento e o aumento da dificuldade

          http://bitcoindifficulty.com/

    • Robertson Gomes Reis

      O Bitcoin, apesar de virtual é uma moeda como qualquer outra, porém não há controle de bancos e governos, o que significa que não sofre variação com a situação de um país ou outro.

      Isto não significa que seja uma moeda forte, é tão frágil como qualquer investimento.

      O dinheiro circula, vira uma informação na sua carteira (voce pode instalar o bitcoin wallet por exemplo em seu celular), eu tranfiro dinheiro de um lado para outro normalmente (onde aceitam é claro).

      Quanto a questão vale a pena o investimento ou não, é necessário analisar a moeda. Ela é muito volátil, muda seu valor constantemente (hoje de manha comprei bitcoin a R$ 1.451,00, neste exato momento está valendo R$ 1.490,00, isto nao quer dizer que vou ficar rico, daqui a pouco pode estar valendo 1,410 por exemplo.

      Aceitar bitcoin como forma de pagamento pode ser interessante, porém recomendo converte-lo em real rápido.

      Como investimento, é de alto risco, mas é possível sim trabalhar, comprando e vendendo de acordo com usa valorização e desvalorização.

      Se vai ficar, provavelmente não. O bitcoin logo terá concorrencias e perderá seu valor, mas o modelo de moeda provavelmente nunca mais acabará e logo poderá ser convertido de uma moeda pra outra.

      Colocar todo seu dinheiro lá e esquecer é uma loucura que pode ser boa ou ruim (houve um cara que em 2009 comprou US$ 27,00 e recentemente decobriu que tinha US$ 800.000,00 (li em algum lugar esta materia)… mas voce pode ter a surpresa ruim de investir 1 milhão de reais e daqui 5 anos achar , 0,10 centavos.

      Porém é um fato, hoje o bitcoin existe e é possível sim usar, comprar, vender, lucrar e ter prejuizo igual qualquer moeda (olhe o dolar hoje como variou).

      Tenho alguns reais investidos em bitcoins (uso para aprender), compro e vendo de acordo com “a bolsa” e tenho alguns na “carteira” também, é divertido (apesar que coloquei 200,00 na carteira e hoje tenho 219,00)…

      Vale a pena testar, usar … comprar e vender, só não tire o olho para não tomar prejuizo…

  • Diego Macan

    Post excelente…e como o meu receio e amor pelo meu suado dinheiro me impede de ser muito audacioso, vou continuar só acompanhando as notícias por enquanto. Pode até ser que isso de certo, mas segundo aquela regra antiga que também vale para a bolsa de valores, tudo que sobe, desce.

  • Marcio Gouvea Silva

    Uma coisa que não entendo e não vejo ninguém falar: todo este poder computacional da mineração serve para que? Para quem?

    • Jaison Carvalho

      Serve para duas coisas, controlar a expansão da base monetária (atualmente está em 25 Bitcoins a cada 10 minutos e cai pela metade a cada 4 anos) e para manter a integridade da rede

  • Rafael Machado de Souza

    vai ser pior do que o “proximo second life”.

  • andre1wolf

    Cautela, é sempre bom quando se trata de dinheiro, real ou virtual (será que está diferença ainda existe??).
    Não sei se será a bitCoin a moeda do futuro, mas não vejo algo de nivel global tão diferente disso.
    E outra, se você parar para pensar: hoje se rouba dinheiro oficial, se lava dinheiro oficial, e se paga produtos do “mercado negro” com moeda oficial, o que leva a crer que hoje não existe um sistema infalivel, e qualquer novo sistema financeiro será praticamente impossível eliminar estás práticas.

    • Abraão Caldas

      A moeda pode ser fracionada, ex.: 0,000001 bitcoin.
      Mesma coisa é o mercado de ações ou você acha que aquilo ali não é manipulado.

    • BrasilBitcoin

      Aconselho a vc a ler um pouco e sair do achismo

  • http://felipemario.com.br Felipe Mário

    Eu já tentei aventurar nesse mundo dos bitcoins mas dá muito trabalho e o retorno não é satisfatório.

  • Gredsonsantos

    excelente texto. Não podemos esquecer que o Bitcoin é descentralizado, logo podemos fazer trocas, sem que o governo nos roube,por isso o medo dos governos.

    Recomendo um excelente video do Daniel fraga a onde ele fala mais sobre bitcoins:http://www.youtube.com/watch?v=znwZ6M0jW-o

  • Gaspar Pena

    @Vagner Alexandre Abreu

    “E se o Bitcoin é aberto, por que não se abre quem foi o criador REAL dele? Com rosto e tudo? Nada se cria “do nada”. E se alguém está anônimo, não está aberto.””

    É justamente por isso que não importa quem o criou. O código é aberto. Basta ler o código. Ou você precisa saber o nome do inventor da roda para perceber que ela funciona?

  • Gaspar Pena

    Pessoas não precisam entender de mecânica para dirigir um carro. O mesmo pode-se dizer da Bitcoin. Se você não sabe ler o código-fonte, chame um amigo programador e peça para ele dar uma olhada, assim como você faz com um mecânico de confiança. Mas tem que ser um programador dos bons, não qualquer Zé Ruela. De preferência um que entenda criptografia (chave pública/privada) e linguagem C, que foi usada originalmente.

  • agil.consultoria.cadastral

    Em minha experiência vejo o Bitcoin como um investimento interessante, não apenas pela variação de preço com a certeza de alta no longo prazo, mas pela possibilidade de aplicação financeira sem pagamento de imposto oque torna a operação muito lucrativa e os bancos pagam juros altos para depositos e aplicações em bitcoin. um exemplo é o banco p2pbank.cc que aceita aplicações em bitcoins com juros de 0.3% ao dia cerca de 9,4% ao mês.

  • rrfelix12

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  • Ronaldo F.

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  • Marcilene Almeida

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  • Victória Calixto

    Pelo que eu sei da Bitcoin, ela não foi feita para ser uma moeda no sentido típico da palavra, mas sim um sistema de pagamento rápido e barato (no que tem tanto sucesso que o Nobel Schiller a considera como o sistema de pagamentos do futuro) e uma reserva de valor (no que ainda não tem sucesso, por causa da sua volatilidade inicial, mas no que pode vir a ter no futuro, justamente por causa das limitações que você citou na impressão). Além disso, acho extremamente importante que tenhamos uma moeda que não dependa de governos. Argentinos e venezuelanos, por exemplo, que possuem altíssimas taxas de inflação, se beneficiariam muito disso, assim como nós, na época da hiperinflação, precisávamos. Como teria sido aquele período se o bitcoin fosse difundido? Collor não teria confiscado nossa poupança, pois seria impossível. Se os empregadores optassem por pagar empregados em bitcoin, seus salários não se desvalorizariam. Se houvessem muitas lojas virtuais que a aceitassem, Sarney simplesmente não teria conseguido decretar o congelamento de preços.
    A política monetária é um assunto muito sério, e que afeta muito a vida da população, para ser colocada nas mãos de governos corruptos e populistas de países subdesenvolvidos, como os da América Latina, de partes da Ásia e da África (que são até piores que os nossos). A bitcoin (e algumas outras coisas, como outras reservas de valor e a impossibilidade de uma censura completa por causa da internet) significa um importante limite ao poder do governo na vida dos seus cidadãos. E nem todos que defendem a bitcoin são anarquistas. A maior parte de seus adeptos são apaixonados por tecnologia, economistas liberais e investidores.

  • Ahan

    300 x 600 = 180.000

  • Ahan

    A taxa de manutenção atual da conta torna inviável ter um bom retorno. CloudMining é um péssimo negócio, bem como comprar hardware para minerar, a dificuldade das moedas estão altas demais bem como o valor da energia no Brasil, salvo se você for investir tipo R$ 1.000.000,00 +, daí é outro assunto. Fora isso o que resta é comprar bitcoins no mercado nacional ou internacional e revender por um valor mais alto.

  • Sperry

    849,98 = 1 bitcoin em 02/04/2015 será que não compensa? Será que no futuro não vai valer mais nada? kkkkk

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