Início » Jogos » "Deus quis assim", diz produtor de Street Fighter V sobre vazamento de nova personagem brasileira

"Deus quis assim", diz produtor de Street Fighter V sobre vazamento de nova personagem brasileira

Avatar Por

Com uma postura extremamente simpática e seu fiel escudeiro Blanka em mãos, Yoshinori Ono esteve nesta quinta-feira (8) na Brasil Game Show, para apresentar Laura Matsuda, nova personagem brasileira de Street Fighter V a seus conterrâneos.

A despeito da falta de surpresa causada pelo vazamento da informação semanas antes, o produtor da série Street Fighter continuou empolgadíssimo com as novidades do jogo e, sobre o caso, declarou apenas estar otimista e acreditar que "Deus quis que fosse assim".

Laura, agora revelada oficialmente, foi inspirada na admiração do produtor pela mulher brasileira. Segundo Ono, a personagem foi inserida na história do jogo como uma substituta para Blanka, também brasileiro: "conversei com Blanka pelo telefone e ele me disse estar cansado. Decidimos dar um tempo a ele", contou, emendando que a Gaja teria se arrependido após a conversa e talvez volte às ruas futuramente.

laura

Todo o processo de criação de um personagem, disse, envolve três partes: escolher seu estilo de luta, seu golpe principal e qual será seu biotipo. A partir do momento em que a capoeira já havia sido escolhida e surgiu a ideia de derivar para Laura os poderes elétricos de Blanka, ficou certo de que a mesma seria brasileira e, portanto, refletiria o "gosto pessoal" do autor (o que garantiu o clichê do corpo cheio de curvas e peitos muito grandes saltando para fora de um minúsculo top).

Mas tudo bem, porque agora também teremos uma versão hipersexualizada do protagonista Ryu - agora com barba, muitos músculos e roupas rasgadas, o personagem foi modificado para "atender as necessidades do público feminino". É mole?

"Estreando na série vinda de terras brasileiras, Laura Matsuda é uma especialista em Jiu-Jitsu, algo inédito na série Street Fighter. Levando adiante a tradição do estilo de luta Matsuda, Laura está sempre em busca de oponentes fortes ao redor do mundo para derrotá-los e tentar espalhar o nome o e prestígio do Jiu-Jitsu Matsuda. Sua técnica metódica de agarrões é complementada com o projétil “Thunder Clap”, que eletrocuta os oponentes e os faz hesitar entre chegar perto ou manter a distância. Ativando o modo “Spark Show”, os projéteis de Laura voam mais longe e seus ataques e agarrões causam mais dano na barra de tontura. Usando diversos ataques ágeis e agarrões de comando eficientes, Laura certamente vai se tornar a nova favorita dos jogadores que curtem um jogo psicológico de curta distância."

laura-2

Sobre a polêmica causada pela troca do Cristo Redentor, num cenário que remete ao Rio de Janeiro, pela taça da Copa do Mundo, o produtor garante não ter absolutamente nenhuma relação com questões religiosas. Num golpe de licença poética, a Capcom teria feito a substituição por acreditar que faria sentido no contexto do jogo. "O cenário foi adaptado de acordo com a realidade de Street Fighter. Aliás, vocês brasileiros falam mal do futebol japonês, mas nós ganhamos de vocês nas eliminatórias da Copa. Isso pra não falar do 7x1..." (Isso mesmo. Até aqui. Pois é).

Ao ser questionado se tinha conhecimento sobre o famoso "Street Fighter de Rodoviária", classuda iguaria encontrada nos melhores becos de saída das cidades brasileiras, Ono surpreendeu dizendo não apenas que sim, inclusive já o havia jogado, como também que este fora fonte de inspiração para Marvel vs. Capcom, feito com base na opinião do público. O produtor admitiu ter achado a versão brilhante, mas pediu que os jogadores, ao invés de fazer adaptações como essas, sugiram as mudanças que desejam ver nos próximos jogos da série diretamente para a Capcom: "e não pirateiem nossos jogos. Não os da Capcom... Os das outras empresas vocês podem piratear".