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“Deus quis assim”, diz produtor de Street Fighter V sobre vazamento de nova personagem brasileira

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4 anos atrás

Com uma postura extremamente simpática e seu fiel escudeiro Blanka em mãos, Yoshinori Ono esteve nesta quinta-feira (8) na Brasil Game Show, para apresentar Laura Matsuda, nova personagem brasileira de Street Fighter V a seus conterrâneos.

A despeito da falta de surpresa causada pelo vazamento da informação semanas antes, o produtor da série Street Fighter continuou empolgadíssimo com as novidades do jogo e, sobre o caso, declarou apenas estar otimista e acreditar que “Deus quis que fosse assim”.

Laura, agora revelada oficialmente, foi inspirada na admiração do produtor pela mulher brasileira. Segundo Ono, a personagem foi inserida na história do jogo como uma substituta para Blanka, também brasileiro: “conversei com Blanka pelo telefone e ele me disse estar cansado. Decidimos dar um tempo a ele”, contou, emendando que a Gaja teria se arrependido após a conversa e talvez volte às ruas futuramente.

laura

Todo o processo de criação de um personagem, disse, envolve três partes: escolher seu estilo de luta, seu golpe principal e qual será seu biotipo. A partir do momento em que a capoeira já havia sido escolhida e surgiu a ideia de derivar para Laura os poderes elétricos de Blanka, ficou certo de que a mesma seria brasileira e, portanto, refletiria o “gosto pessoal” do autor (o que garantiu o clichê do corpo cheio de curvas e peitos muito grandes saltando para fora de um minúsculo top).

Mas tudo bem, porque agora também teremos uma versão hipersexualizada do protagonista Ryu – agora com barba, muitos músculos e roupas rasgadas, o personagem foi modificado para “atender as necessidades do público feminino”. É mole?

“Estreando na série vinda de terras brasileiras, Laura Matsuda é uma especialista em Jiu-Jitsu, algo inédito na série Street Fighter. Levando adiante a tradição do estilo de luta Matsuda, Laura está sempre em busca de oponentes fortes ao redor do mundo para derrotá-los e tentar espalhar o nome o e prestígio do Jiu-Jitsu Matsuda. Sua técnica metódica de agarrões é complementada com o projétil “Thunder Clap”, que eletrocuta os oponentes e os faz hesitar entre chegar perto ou manter a distância. Ativando o modo “Spark Show”, os projéteis de Laura voam mais longe e seus ataques e agarrões causam mais dano na barra de tontura. Usando diversos ataques ágeis e agarrões de comando eficientes, Laura certamente vai se tornar a nova favorita dos jogadores que curtem um jogo psicológico de curta distância.”

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Sobre a polêmica causada pela troca do Cristo Redentor, num cenário que remete ao Rio de Janeiro, pela taça da Copa do Mundo, o produtor garante não ter absolutamente nenhuma relação com questões religiosas. Num golpe de licença poética, a Capcom teria feito a substituição por acreditar que faria sentido no contexto do jogo. “O cenário foi adaptado de acordo com a realidade de Street Fighter. Aliás, vocês brasileiros falam mal do futebol japonês, mas nós ganhamos de vocês nas eliminatórias da Copa. Isso pra não falar do 7×1…” (Isso mesmo. Até aqui. Pois é).

Ao ser questionado se tinha conhecimento sobre o famoso “Street Fighter de Rodoviária”, classuda iguaria encontrada nos melhores becos de saída das cidades brasileiras, Ono surpreendeu dizendo não apenas que sim, inclusive já o havia jogado, como também que este fora fonte de inspiração para Marvel vs. Capcom, feito com base na opinião do público. O produtor admitiu ter achado a versão brilhante, mas pediu que os jogadores, ao invés de fazer adaptações como essas, sugiram as mudanças que desejam ver nos próximos jogos da série diretamente para a Capcom: “e não pirateiem nossos jogos. Não os da Capcom… Os das outras empresas vocês podem piratear”.

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