O que é um Demake?

Imagine jogar Bloodborne no PS1 ou Disco Elysium no Game Boy da Nintendo, isso é possível hoje em dia; saiba o que é um demake

Ricardo Syozi
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Por mais incrível que possa parecer, desenvolvedores já conseguiram criar versões de jogos famosos para sistemas mais fracos do que os originais, claro que sempre precisando cortar alguma coisa aqui e ali. Assim, títulos como Final Fantasy VII e Street Fighter 2 podem ser conferidos em sistemas de 8 bits, por exemplo. Nas próximas linhas você vai saber o que é um demake.

O que é um demake?
Com a intenção de portar jogos de certos sistemas para outros mais fracos, o demake altera a qualidade de certas características como gráficos e sons para oferecer uma experiência mais próxima possível da original. Esse "remake ao contrário" é necessário para que o jogo seja produzido.
Definição de demake (Imagem: Tecnoblog)

Não é errado dizer que um demake é o oposto de um remake, mesmo com os objetivos de cada um sendo os mesmos: trazer um jogo para outro sistema. A diferença fica, principalmente, nas ferramentas e na parte financeira dos projetos.

O primeiro é quase sempre feito por fãs que querem testar suas habilidades, chamar a atenção da mídia e dos jogadores, além de ver um jogo do coração em uma plataforma da qual tem carinho.

Já o segundo é, normalmente, produzido por empresas fortes que querem reviver uma franquia de sucesso com algum game já conhecido pelo público. Muitas vezes isso serve também para testar as águas para uma sequência, por exemplo.

No geral, o demake é um jogo que foi primeiramente lançado para uma plataforma mais moderna e agora está sendo portado para um sistema mais fraco. Sendo assim, partes técnicas como gráficos, som e até mesmo a jogabilidade sofrem uma queda de qualidade (se comparada ao original) para conseguirem se encaixar na nova casa.

De qualquer forma, essa ideia e tipo de port não são coisas tão novas assim.

Exemplos de demakes

Essa forma de portar jogos é algo que ocorre há anos, seja por empresas famosas ou por desenvolvedores em início de carreira. Muitas vezes, o título apresentado nem está completo, apenas traz algumas partes para empolgar as pessoas e abrir espaço para oportunidades.

Pensando nisso, separei alguns exemplos para que você possa conhecer:

Street Fighter 2 – Master System

Street Fighter 2
Street Fighter 2 de Master System (Imagem: Reprodução)

Desenvolvido e publicado pela TecToy na década de 90, esse port do clássico jogo de luta chegou para o Master System exclusivamente no Brasil anos depois da versão para o Mega Drive. A qualidade de basicamente tudo ali é sofrível, mas o esforço é algo para aplaudir, pois ninguém acreditava que seria possível rodar Street Fighter 2 no console 8 bits da Sega.

Final Fantasy VII – NES

Demake
O demake de Final Fantasy VII (Imagem: Reprodução)

Feito totalmente sem licença alguma pela empresa chinesa Shenzhen Nanjing Technology, a intenção desse demake foi a de chamar a atenção dos fãs e vender uma versão completa do clássico lançado primeiramente para o PlayStation 1. Muitas das características do original estão nesse título, mas a jogabilidade e os gráficos são similares aos outros games da série lançados para o Nintendinho.

Disco Elysium – Game Boy

Disco Elysium demake
Disco Elysium: Game Boy Edition (Imagem: Divulgação)

Um grande sucesso recente teve a sua primeira parte portada para o portátil da Nintendo. Disco Elysium: Game Boy Edition foi desenvolvido por uma pessoa só e entrega uma experiência muito similar de sua contraparte. Desde os arquétipos à jogabilidade, toda a sensação do game está lá, mas com aquela carinha de Pokémon Red & Blue.

Bloodborne – PSX

Demake
Bloodborne para PSX (Imagem: Divulgação)

Trazendo toda a ambientação e dificuldade do original lançado para o PlayStation 4, o demake de Bloodborne para o PlayStation 1 pode ser curtido via Windows por qualquer usuário que baixar o título em seu site oficial. Há 10 armas para serem escolhidas, inimigos para serem enfrentados e muita ação para quem busca por um desafio. Vale lembrar que o jogo não está completo, algo comum nessas obras feitas por fãs

Você conhece outros exemplos de jogos desse estilo? O que acha da ideia dos demakes? Conta pra gente a sua opinião!

Ricardo Syozi

Repórter

Ricardo Syozi é jornalista apaixonado por tecnologia e especializado em games atuais e retrôs. Já escreveu para veículos como Nintendo World, WarpZone, MSN Jogos, Editora Europa e VGDB. Possui ampla experiência na cobertura de eventos, entrevistas, análises e produção de conteúdos no geral. Entrou para o Tecnoblog em 2021.

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