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Google revisa texto para esclarecer como rastreia sua localização

Em um artigo de ajuda, o Google reconhece que o rastreamento continua mesmo com o histórico de localização desativado

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1 ano atrás

No início desta semana, uma reportagem revelou que o Google rastreia os usuários mesmo com o histórico de localização desativado. Após a repercussão negativa, a empresa decidiu revisar um artigo de ajuda para deixar claro que esse armazenamento pode, sim, acontecer.

A versão em inglês da página passou a afirmar que o histórico de localização “não afeta outros serviços de localização em seu dispositivo”, como o Find My Device. O texto também destaca que, mesmo ao desativar o histórico, “algum dado de localização pode ser salvo” em serviços como o buscador e o Maps.

Google (Foto por Drew Tarvin/Flickr)

Na antiga versão – que ainda aparece em português –, a promessa era de que os locais que você visita não seriam mais salvos caso o histórico de localização estivesse desligado.

A atualização realizada na quinta-feira (16) foi notada pela Associated Press, que já havia revelado como vários serviços do Google estavam armazenando a localização dos usuários no Android e no iPhone. À AP, a companhia disse que atualizou o texto para torná-lo “mais consistente e claro”.

A reportagem indicou que, mesmo ao desativar o histórico de localização, o usuário é rastreado em serviços como o Maps e até mesmo em buscas que não têm necessidade de saber seu local. A principal diferença ao desativar a opção é que o Maps deixa de mostrar uma linha do tempo com os locais que você visitou.

Para, de fato, interromper o rastreamento, é preciso desativar a “Atividade na Web e de apps”. O Google não deixa claro que essa função também armazena seu local, mas explica o que acontece se você desligá-la.

Segundo a empresa, a decisão poderá “limitar ou desativar experiências mais personalizadas”, como resultados de busca e recomendações sobre locais próximos a você.

Ainda não está claro se o Google sofrerá algum tipo de consequência devido ao rastreamento dos usuários. Em 2011, a empresa fez um acordo com a FTC (Federal Trade Commission) e se comprometeu a apresentar, de forma clara, como os usuários poderiam proteger sua privacidade. A FTC não informou se investigará ou não a empresa por conta deste caso.

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