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Facebook lança mapa interativo que rastreia avanço da Covid-19

Mapa interativo do Facebook mostra quais áreas têm mais casos de Covid-19

Emerson Alecrim Por

Tendo a seu favor uma base gigantesca de contas ativas, o Facebook começou o mês de abril realizando pesquisas com usuários para rastrear a disseminação do coronavírus (Covid-19) nos Estados Unidos. A adesão foi tão grande que permitiu à companhia criar uma mapa sobre o assunto. Em breve, a ferramenta será disponibilizada em outros países.

Mapa Covid-19 - Facebook

Na verdade, a pesquisa está sendo conduzida pela Universidade Carnegie Mellon. O Facebook atua apenas como uma ferramenta que viabiliza o processo. Para tanto, a rede social vem exibindo um questionário que pergunta se o usuário tem sintomas de Covid-19, como tosse, febre, falta de ar e perda de olfato.

O levantamento leva em consideração dados de geolocalização. Como a manifestação de determinados sintomas (como falta de ar) é um indicativo de que aquela pessoa poderá precisar de atendimento médico, a pesquisa pode apontar não só quais regiões são mais atingidas como também aquelas que terão mais demanda hospitalar.

Cerca de 150 mil pessoas respondem ao questionário diariamente. Tamanha participação permitiu ao Facebook disponibilizar um mapa interativo que mostra quais áreas dos Estados Unidos têm mais ou menos casos prováveis de Covid-19.

Prováveis porque o questionário não serve para fazer diagnósticos, obviamente. Os pesquisadores apontam, no entanto, que os resultados são compatíveis com dados públicos de casos confirmados, o que sugere que o mapa tem alto nível de confiabilidade.

Facebook Mark Zuckerberg

Para o Facebook, a ferramenta é capaz de ajudar autoridades a prever áreas onde a doença poderá se espalhar rapidamente ou a elaborar estratégias de reabertura de comércios, por exemplo.

É por isso que a intenção da companhia é disponibilizar a pesquisa e o mapa globalmente. Esse trabalho deve ter início a partir de quarta-feira (22). O Facebook explica que os dados coletados são enviados diretamente ao pesquisadores, ou seja, não ficam à disposição da empresa.

“O mundo já enfrentou pandemias antes, mas desta vez temos um novo superpoder: a habilidade de coletar e compartilhar dados pelo bem. Se usarmos eles com responsabilidade, estou otimista de que os dados podem ajudar o mundo a responder a essa crise de saúde e nos colocar na trajetória de recuperação”, disse Mark Zuckerberg em nota sobre o assunto.

Com informações: The Verge.

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