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Epic desafia Apple com Fortnite; jogo foi removido da loja do iOS

Nova modalidade de pagamentos em Fortnite burla taxa de 30% da App Store; Epic Games ofereceu desconto para usuários

Felipe Vinha Por

Apple e Epic Games entraram em uma batalha online, mas fora dos jogos, na tarde desta quinta-feira (13), por conta de Fortnite. O título de Battle Royale foi removido da loja de dispositivos iOS, após violar as diretrizes da Apple – que também está sendo processada pela produtora. Entenda o que aconteceu e no que tudo isso acarretou.

Epic desafia Apple com Fortnite; jogo foi removido da loja do iOS / Reprodução / Felipe Vinha

A briga dos preços

Tudo começou por conta da nova modalidade de pagamentos que a Epic lançou para Fortnite, com a promoção “Mega Drop”. A empresa reduziu o custo dos V-Bucks, a moeda do jogo, em 20% de maneira permanente. Nos dispositivos móveis, para aproveitar o desconto era necessário comprar diretamente com a produtora.

O problema é que isso vai contra os termos de uso da App Store. Para vender qualquer conteúdo dentro do aplicativo o desenvolvedor é obrigado a pagar uma taxa de 30% à Apple a cada transação – vendendo por fora, a Epic estaria burlando a cobrança.

Epic desafia Apple com Fortnite; jogo foi removido da loja do iOS / Reprodução / Felipe Vinha

Justamente por conta desta cobrança, no passado, alguns desenvolvedores removeram a possibilidade de comprar conteúdo interno nos aplicativos, como o Comixology, que vende quadrinhos online.

Remoção e provocação

Como resultado da violação das regras da App Store, o jogo Fortnite foi removido da loja online pouco tempo depois. Quem tem o game instalado em algum aparelho iOS ainda pode jogar, porém. Novos usuários ficaram impossibilitados de baixar.

Além disso, quando a próxima temporada for lançada, quem tem o jogo instalado no iOS não poderá jogar, já que será impossível atualizar por meio da App Store.

Ao mesmo tempo, a Epic Games anunciou que estava registrando um processo contra a Apple, para trazer de volta seu jogo à loja online de seus smartphones. Ao mesmo tempo, um comercial foi divulgado dentro do Fortnite, como provocação adicional.

O comercial é uma paródia a um vídeo da própria Apple, lançado em 1984, quando a empresa anunciava seu computador Macintosh. Na versão Fortnite, é dito o seguinte:

Epic Games desafiou o monopólio da App Store. Em retaliação, a Apple está bloqueado Fortnite em um bilhão de dispositivos. Junte-se à luta para impedir que 2020 se torne ‘1984’

A provocação faz ainda referência ao livro 1984, do autor George Orwell, que falava sobre uma sociedade distópica, controlada em todos os aspectos por uma grande entidade, o Grande Irmão. Esta também era a mensagem do comercial original, da Apple, que, na época, criticava o monopólio da IBM nos computadores.

O que diz a Apple

Até o fechamento desta matéria, Fortnite ainda continuava banido da App Store, enquanto a Epic pediu para que seus fãs espalhem a hashtag #FreeFortnite (LibereFortnite) em redes sociais. Um site oficial para a campanha também foi aberto: Free Fortnite.

A Apple enviou um comunicado ao site The Verge, onde dizia, em resumo, que pretende trabalhar junto da Epic para resolver o caso da violação, mas que não pretende criar qualquer tipo de “acordo especial” para a empresa dona do jogo.

No Google Play, a versão Android de Fortnite permanece acessível para todos, ainda que também seja possível instalar o jogo sem a necessidade da loja online. Versões para PS4, Xbox One, Switch, PC, Mac, Epic Games Store e GeForce Now também continuam no ar, normalmente.

Mas quem acessa o Fortnite que já está instalado em um iPhone, por exemplo, ainda consegue comprar os V-Bucks pelos dois métodos: via App Store ou diretamente com a Epic Games.

Curiosamente, no Brasil, o preço de 1 mil V-Bucks é de R$ 37,90, enquanto, em dólar, sai por US$ 8, dito “preço em promoção”, pela Epic. Quando convertido para R$, de acordo com a cotação atual do dólar nesta quinta, o valor supera R$ 40.

Epic desafia Apple com Fortnite; jogo foi removido da loja do iOS / Reprodução / Felipe Vinha

Com informações: The Verge

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Bruno (@Unknown)

Acho engraçado como a Epic se acha dona de tudo, enfiou exclusividades goela abaixo do PC gamer e só conseguiu porque o Windows é uma plataforma bem aberta. Agora que topou com este monstro fechado que é a Apple já está peidando, e se nem o Facebook conseguiu…

De todo modo, é uma briga interessante de assistir.

² (@centauro)

O processo já virou destruição da empresa processada?
Ou estamos falando de outra empresa que não a Prepear?

Vinicius Andrade (@Toloko)

Se o mundo fosse governado pelo Trolololol, eu queria ver M$, Amazon, Facebook, Google, Spotfy e afins removendo os apps da App Store

“Quer viver na sua bolha? Viva.”

Obs: tenho um iPhone XR hoje.

Pericles Cipriano (@Pericles_Cipriano)

Uma treta insana entre grandes empresas era o que minha quarentena precisava.
Tomara due as audiências sejam transmitidas na twitch com um juiz com skin de unicórnio.

Igor Lana de Melo (@igor_meloil)

PC gamer não é plataforma, PC sim. PC gamer é só frescura pra definir um pc usado pra jogar

Bruno (@Unknown)

PC Gamer no contexto da frase se refere a pessoa que joga em um computador, não ao computador em sí.

Anthony Fernando (@Anthony_Fernando)

É impressão minha ou a Epic quer bular os termos das empresas e ainda querer tá certa.
A solução pra Epic é toneladas de Óleo de Peróba, kkkk

Daniel Ribeiro (@danarrib)

Filhote, quer abrir sua loja no Shopping, tem que seguir as regras do Shopping.
“Ah, mas as regras são muito ruins!”.
Você sempre tem a opção de abrir sua loja em outro lugar.
“Ah, mas o iPhone só permite este um único Shopping”
Pois é… os usuários de iPhone não parecem estar muito preocupados com isso. Se estivessem, mudariam para o Android.

Cara, SÓ BOTA OS 30% A MAIS. Pronto, tá resolvido. O usuário do iPhone paga sem reclamar. Porque você vai se incomodar e arrumar uma briga com a Apple pra não pagar a taxa se você pode simplesmente repassar a taxa para o otário do usuário de iPhone?