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Macs com Apple Silicon têm limitações em RAM e placas de vídeo

Chip M1 com arquitetura ARM promete melhoria em desempenho, mas há restrições em memória e no uso de eGPUs

Ana Marques Por

A Apple fez o lançamento de três novos Macs com processador Apple Silicon nesta terça-feira (10). O chip M1 com arquitetura ARM promete ganhos em desempenho e em eficiência energética, mas – como nem tudo são flores – os computadores acabam sofrendo limitações em memória RAM e na compatibilidade com placas de vídeo externas.

Processador M1 (Imagem: Reprodução/Apple)

Processador M1 (Imagem: Reprodução/Apple)

Para começar, a empresa afirma que usuários que desejarem um Mac com mais de 16 GB de memória RAM deverão optar por um modelo com processador Intel, que continuarão à venda e aceitam até 32 GB de RAM – o M1 não é compatível com quantidades superiores, por enquanto.

A limitação indica a necessidade de uma atualização para o processador Apple Silicon em breve, caso a fabricante esteja realmente disposta a atualizar todos os seus Macs (como o iMac e o MacBook Pro de 16”) para chips ARM. Afinal, é pouco provável que o público ao qual esses dispositivos é direcionado se contente com essa restrição em memória.

Novos Macs com Apple Silicon não suportam eGPUs

Já na parte gráfica, outra restrição significativa para a comunidade profissional: os Macs com o chip M1 não são compatíveis com placas de vídeo externas (eGPUs) – algo que potencialmente tornaria o poder de fogo dos laptops bem mais interessante, especialmente em modelos que custam menos.

A informação sobre a incompatibilidade foi confirmada ao TechCrunch pela Apple, e significa que os clientes que optarem pelos Macs apresentados hoje estarão limitados às GPUs integradas ao SoC da fabricante, que conta com 8 ou 7 núcleos, a depender do modelo.

Por fim, os computadores mantêm as portas Thunderbolt 3 em vez de fazer a atualização para o padrão mais recente (Thunderbolt 4), que traz melhorias como o suporte a dois monitores de 4K (ou um de 8K) e a capacidade para docks com até quatro portas Thunderbolt 4.

Apesar das limitações, os novos Macs chegam com preço salgado no Brasil: o mais barato é o Mac Mini, que sai por, no mínimo, R$ 8.999. O MacBook Air custa a partir de R$ 12.999 e o MacBook Pro parte de R$ 17.299. A Apple ainda não divulgou a data de lançamento dos computadores no mercado nacional.

Com informações: The Verge, TechCrunch e MacRumors

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Alberto Prado (@Alberto_Prado)

Passa a impressão que faltou tempo para lapida melhor o M1. Parece que querem se livra da Intel o mais rápido possível.

² (@centauro)

Bom, segundo análises, a Apple quer se livrar da Intel já tem anos pra não ficar dependente do calendário de lançamento de outra empresa pra poder melhorar a sua própria linha de produtos.

E hoje saiu uma notícia no ArsTechnica sobre mais um exploit que afeta processadores Intel (e AMD), somando aos já famosos Spectre e Meltdown. Então, é, a coisa não pega muito bem pra Intel, o que talvez explique a pressa da Apple.

Braz Moura Locateli (@brazlocateli)

Apple matando o Mac é algo triste de ver!

Gabriel Arruda (@gdarruda)

Esperar para ver o quão real são as promessas, mas se esse M1 for 50% do que falaram, já é outro patamar de qualquer coisa que a Intel planeja oferecer no médio prazo para esse segmento de ultrabooks de $999,00. Para esse segmento, esse ganho expressivo de bateria e GPU, são diferenciais enormes.

Eles não atualizarem os demais é um bom sinal que estão preparando uma versão de 32GB para os modelos mais parrudos, mas temo que as eGPUs fiquem de fora sim.

Rafael Moreira (@Rafael_Moreira)

A Apple quer se livrar rapidamente da Intel, e muito se foi falado que no passado os Macs não suportava 32gb, justamente colocando a culpa na demora por parte da Intel. Aí a Apple entra com processador próprio, limitado a 16gb de RAM, que beleza !!!

Rafael Moreira (@Rafael_Moreira)

Para ser sincero, esse lance de aproximar o macOS do iOS eu acho uma fria. Tem usuários que não curte iOS, mais gosta do macOS. Pelo menos ainda existe a opção de instalar qualquer versão do S.O, mais com passar dos anos vai perdendo suporte por parte dos desenvolvedores.

Alberto Prado (@Alberto_Prado)

Pois é, eu acho bem ruim essa conduta da Apple nos último anos. Em nada se parece com a época dos Power Macs. A Apple sempre entregava tecnologia que estava a frente em tudo que tinha no PC. Essa transição tinha que ser consistente em recursos a fim de suavizar. Ela poderia ter feito sua própria eGPU para ser ligada a uma porta Thunderbolt 4.
Falto planejamento, já que tem notícias de que ela já não estava feliz desde os Core 6xxx. Ou ela teve dificuldade de extrair alto desempenho.
Isso me deixa meio cético quanto ao proc dela ter um desempenho similar a um R7/i7 de última geração.

Alberto Prado (@Alberto_Prado)

Eu mesmo sou um deles. Nunca gostei do iOS, mas curto o Mac OS.

Felipe Silva (@Felipe_Silva)

16gb hoje é o suficiente pra maioria dos usuários, mas pensando em um notebook que vá ser usado por 5 anos é uma enorme limitação.
sobre a egpu eu já esperava algo assim mesmo.

Rafael Moreira (@Rafael_Moreira)

Também sigo essa linha. E nem precisa de usar iOS para concluir um trabalho no Mac. Hoje em dia existe vários serviços cloud, um deles é o Google Docs, Drive… começa aqui no Android e finaliza ali.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Acho que na apresentação não ficou claro, mas essa limitação não é uma limitação, é na verdade uma opção. Esse lançamento vem em paralelo com os chips intel. Então no tier mais básico 16/2T usam M1, e nos tiers mais altos oferecem opções com intel nas configurações máximas que já estamos acostumados. Como ela já havia falado, ainda sairão Macs com intel. É uma fase de transição.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Por isso os 16GB são do tier mais básico. As configurações mais altas que todos estão acostumados vieram com intel.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Vamos só lembrar que faltam alguns Macs para serem atualizados. Ontem foi apenas o começo. Ela precisava lançar para que a comunidade dev possa ter a ferramenta de trabalho em mãos.

E a Apple não é boba, está reservando design novo e chips da série M mais potentes para os próximos lançamentos. Tudo é planejado. Essas datas não são aleatórias, são meticulosamente planejadas para distribuir o ciclo de vendas durante os trimestres fiscais.

J. Alves (@alves)

Esses modelos são para o início da transição. Além disso são modelos de entrada, onde o público não precisa de tanta memória, nem de eGPUs. Já os ganhos em performance e bateria sim agregam valor para o público desses notebooks.

Felipe Silva (@Felipe_Silva)

Acho que começaram queimando o arm em não da opção de mais ram, de só manter essa opção nos processadores intel. se for por opção e não limitação técnica acho pior ainda.

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