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Sistema Lattes do CNPq volta após 10 dias fora do ar, mas com limitações

Apagão da CNPq começou em 23 de julho; acesso à Plataforma Lattes só funciona via endereços específicos, e não é possível atualizar currículos

Bruno Gall De Blasi Por

A Plataforma Lattes e outros sistemas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) estão de volta: após mais de uma semana de “apagão”, a agência de fomento à pesquisa retomou o funcionamento de suas ferramentas nesta terça-feira (2) à noite. No entanto, há algumas restrições: o acesso só é permitido através de endereços específicos, e não é possível atualizar currículos. A instituição garantiu a “integridade de todas as informações” após concluir o resgate dos dados, mas nota que o acesso será restabelecido aos poucos.

CNPq (Imagem: MCTI / Flickr)

CNPq (Imagem: MCTI / Flickr)

Como acessar CNPq após ficar fora do ar?

Por enquanto, só é possível entrar no CNPq através desses dois caminhos:

Em ambos os casos, estão disponíveis as opções de impressão e download. Usuários não podem fazer atualizações dos currículos neste momento.

Além disso, não é possível o acesso pelo endereço lattes.cnpq.br, só pelos meios acima: em nossos testes, essa URL levou à mensagem de erro “Esta página não está funcionando” com o aviso ERR_TOO_MANY_REDIRECTS.

No Twitter, o CNPq avisa que a base de dados conta com atualizações feitas até às 18h de 23 de julho, quando começou o apagão. “O trabalho de restauração dos acessos ainda está em andamento, incluindo novas atualizações da base de dados, que serão feitas nos próximos dias, incluindo, nos currículos, as fotos e o número de citações”, explica o órgão.

O CNPq também prevê “alguma lentidão” no acesso devido ao elevado número de pessoas que tentarão entrar no site. Em caso de dúvidas ou dificuldades, é melhor recorrer a canais de contato por telefone (61 3211 4000) ou e-mail ([email protected]).

Busca no Lattes (Imagem: Reprodução / CNPq)

Busca no Lattes (Imagem: Reprodução / CNPq)

Sistemas do CNPq ficaram fora do ar; entenda o caso

O retorno aconteceu mais de uma semana após o início do “apagão do CNPq”. Em 24 de julho, a agência informou que detectou uma indisponibilidade em seus sistemas. Mas o motivo do problema só foi revelado na última quarta-feira (28), quando o presidente da instituição, Evaldo Vilela, informou que uma falha técnica causou a queda.

A previsão de reestabelecimento dos acessos só foi dada na quinta-feira (29). A agência anunciou que a expectativa é de que os sistemas voltassem a funcionar na “segunda-feira pela manhã”. No dia seguinte, o diretor de gestão e tecnologia da informação do CNPq, Thales Marçal, afirmou que a instituição estava realizando testes nos serviços.

“Informo que estamos, com sucesso, atuando na fase de verificação de todas essas aplicações”, disse Marçal em um vídeo publicado no YouTube na sexta-feira (30). “Em seguida, faremos, ao longo do fim de semana, diversos testes de retorno para garantir o acesso estável e seguro dos serviços prestados pelo CNPq”.

CNPq (Imagem: Andréia Bohner / Flickr)

CNPq (Imagem: Andréia Bohner / Flickr)

A queda dos serviços da instituição foi informada pela primeira vez em 24 de julho. Naquele dia, pelo seu perfil do Twitter, a agência comunicou a indisponibilidade e pediu desculpas pelo ocorrido. “Informamos que eventuais prazos referentes às chamadas do CNPq que possam ser prejudicados pelo problema serão reavaliados”, afirmaram.

O segundo comunicado surgiu no dia 26. O CNPq disse que seguia “em esforço conjunto” com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para reestabelecer os sistemas. Depois, na terça-feira (27), a agência avisou que havia diagnosticado o problema e anunciou o início dos procedimentos para realizar o reparo.

O presidente da instituição deu mais explicações sobre o problema na quarta-feira (28). Segundo Vilela, uma falha em uma peça que gerencia o armazenamento do servidor causou o incidente. Ao lado do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, ele ainda afirmou que os dados estavam sendo recuperados.

Colaborou: Felipe Ventura

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