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Usar phablets com apenas uma mão ficará mais fácil se esta patente da Samsung sair do papel

Emerson Alecrim
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Mesmo entre os usuários que apreciam phablets, as dimensões destes dispositivos podem trazer alguns inconvenientes, como estranheza no uso do modo telefone ou dificuldades de manipulá-los com apenas uma mão. Mas, no que depender de uma patente obtida pela Samsung, ao menos este último problema estará resolvido.

A tal patente foi descoberta pelo site Galaxy Club e descreve uma ideia aparentemente simples, mas de implementação provavelmente trabalhosa: colocar botões, controles e outros recursos dentro do que a Samsung chama de “zona de conforto”, que corresponde à área da tela que pode ser facilmente alcançada pelo dedo polegar.

Patente Comfort Zone - Samsung

Por causa da anatomia de nossas mãos, posicionamos o polegar de forma que este tenha contato com a tela e deixamos aos demais dedos a função de sustentar o aparelho. O problema é que, com os phablets, frequentemente algum recurso fica em um ponto da interface fora do alcance do polegar.

Observando este aspecto, fica fácil entender a lógica da ideia: se ao menos os principais recursos ficarem dentro dos limites de movimentação do dedo em questão, o usuário não terá que reposicionar o aparelho ou ser forçado a usar as duas mãos.

Patente Comfort Zone - Samsung

A imagem abaixo dá uma noção clara da proposta: em vez de posicionar os aplicativos em fileiras e colunas, tal como estamos habituados, os ícones são reorganizados na área que responde ao “trajeto” que o polegar faz na tela ao ser movimentado:

Patente Confort Zone - Samsung

Isso significa que o restante da tela fica inutilizável? É claro que não: a totalidade das dimensões desta continua sendo útil para fotos em tela cheia, vídeos, jogos e aplicativos diversos.

A gente sabe que, muitas vezes, as empresas registram patentes apenas com a intenção de proteger uma tecnologia e não, necessariamente, de usá-la. Mas, o fato de os phablets estarem cada vez mais em evidência aumenta as chances de a Samsung implementar a ideia no Note 4 ou em qualquer outro futuro grandalhão da família Galaxy.

Diferenciais em relação aos concorrentes são importantes porque estes dispositivos estão vendendo relativamente bem na Ásia, com destaque para a Coreia do Sul, justamente o país de origem da Samsung. Os consumidores asiáticos parecem ter uma predileção maior por dispositivos que unem as experiências dos smartphones e dos tablets, daí tamanha popularidade.

Como se não bastasse, um relatório divulgado recentemente pela NPD pode fazer com que a adoção destes dispositivos passe a ser incentivada também por operadoras móveis e provedores de conteúdo (editoras, jornais, serviços de streaming, entre outros), por exemplo.

Isso porque, tendo como base uma medição feita nos Estados Unidos entre maio e julho de 2013, o documento relata que o tráfego médio de dados em aparelhos com tela maior que 4,5 polegadas foi de 7,2 GB por mês. Em relação aos aparelhos com tela menor, este número foi de 5 GB. A partir daí, pode-se confirmar o óbvio: usuários que possuem dispositivos com tela maior tendem a consumir mais dados.

Com informações: GigaOM

Emerson Alecrim

Autor / repórter

Emerson Alecrim cobre tecnologia desde 2001 e entrou para o Tecnoblog em 2013, se especializando na cobertura de temas como hardware, sistemas operacionais, negócios e transportes. Formado em ciência da computação, seguiu carreira em comunicação, sempre mantendo a tecnologia como base. Participa do Tecnocast, já passou pelo TechTudo e mantém um site chamado InfoWester.

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