A Microsoft quer mesmo se desvencilhar da imagem negativa que o Internet Explorer construiu nos últimos anos. Para tanto, até ajuda externa está sendo aceita: recentemente, a companhia revelou que a Adobe está contribuindo com o desenvolvimento do Project Spartan.

Essa parceria faz parte da decisão da Microsoft de se aproximar de comunidades e entidades que ajudam a moldar as tecnologias usadas na web. Isso significa que a companhia está, mais do que nunca, disposta a adotar padrões abertos que já são muito bem aceitos em outros navegadores.

É aí que a Adobe entra em cena: a companhia está ajudando a Microsoft a aperfeiçoar o Spartan em áreas como disposição de elementos, tipografia, movimento e design gráfico. Em uma etapa recente, a Adobe já havia cooperado com o suporte a recursos de CSS usados para exibição de gradientes e mesclagem de cores.

Se considerarmos o seu histórico, a contribuição da Adobe não chega a surpreender. A companhia é uma grande colaboradora de motores de renderização como WebKit, Blink e Gecko. Por que nunca houve nada similar em relação ao Internet Explorer? Porque, como a própria Microsoft reconheceu, a cultura interna da companhia dificultava a aproximação de outras organizações.

Mesclagem de cores com CSS no Spartan

Mesclagem de cores com CSS no Spartan

O resultado não poderia ter sido outro: embora o Internet Explorer tenha melhorado substancialmente nas últimas versões, sempre esteve passos atrás em vários aspectos quando comparado aos navegadores rivais.

Esta é só a fase inicial. Como que para dizer que mudou de vez o seu comportamento “centralizador”, a Microsoft prometeu relatar nos próximos meses as contribuições que outras organizações vêm dando ao Spartan e ao Windows 10 em si.

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Emerson Alecrim

Emerson Alecrim

Repórter

Emerson Alecrim cobre tecnologia desde 2001 e entrou para o Tecnoblog em 2013, se especializando na cobertura de temas como hardware, sistemas operacionais e negócios. Formado em ciência da computação, seguiu carreira em comunicação, sempre mantendo a tecnologia como base. Em 2022, foi reconhecido no Prêmio ESET de Segurança em Informação. Em 2023, foi reconhecido no Prêmio Especialistas, em eletroeletrônicos. Participa do Tecnocast, já passou pelo TechTudo e mantém o site Infowester.

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