Google usa gadget para monitorar tudo (tudo mesmo!) que o internauta faz na rede

Thássius Veloso
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O Google está para lançar uma iniciativa na qual a empresa monitora o que os internautas fazem na internet e ainda vai pagar pelo acesso aos dados. Chamado de Screenwise, o projeto oferece um modo easy no qual o internauta instala uma extensão para o navegador e, a partir daí, ganha uns caraminguás para que o Google receba as informações sobre navegação. Também tem o modo hard, que requer uma traquitana específica (fornecida pela Cisco) para o monitoramento.

Google fornece espécie de roteador fabricado pela Cisco

Acima você vê uma imagem do gadget utilizado pela empresa para monitorar o uso do internauta. Não bastasse a unificação das políticas de privacidade de praticamente todos os serviços da empresa — o que vem gerando bastante polêmica –, o Google está disposto a pagar o valor inicial de US$ 100 para quem topar participar do programa com o gadget adicional. A empresa promete realizar pagamentos  mensais de US$ 20 para que os participantes permaneçam na iniciativa.

Mensagens enviadas pelo Google para participantes previamente selecionados mostram que o limite de internautas chega a 2.500 para receber o gadget. Aparentemente a empresa não especificou quantos serão recompensados com US$ 5 em vale-compras da Amazon para instalarem a extensão no navegador.

A iniciativa do Google lembra bastante a do Ibope no Brasil para monitorar a audiência de televisão. A empresa seleciona participantes de acordo com dados estatísticos — procedimento que o Google parece não adotar — e instala o aparelho na casa das pessoas. Também diferentemente do Google, o Ibope não paga dinheiro em espécie para aqueles que participam da medição. Em vez disso, oferece benefícios como geladeiras e outros eletrodomésticos.

O Google diz que vai coletar as informações sobre quais sites o usuário acessa e o que faz neles para melhorar seus próprios serviços. Também diz que ninguém é obrigado a participar da iniciativa — trata-se de um projeto opt-in, como dizem os americanos. Não gostou, não precisa entrar.

Com informações: Ars TechnicaEngadget

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