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Dead by Daylight me ajudou a perder (um pouco) o medo de jogos de terror

Neste texto, você vai ler o relato de uma pessoa medrosa (eu) que conseguiu se divertir com amigos em Dead by Daylight, mesmo levando muitos sustos no caminho

Murilo Tunholi

Por

Especial
Dead by Daylight (Imagem: Divulgação/Behaviour Interactive)
Dead by Daylight (Imagem: Divulgação/Behaviour Interactive)

Por ser uma pessoa fraca para sustos — leia-se medrosa —, sempre fugi de jogos de terror, incluindo o popular Dead by Daylight. Após muitos anos pensando que iria ficar traumatizado ao ser pego por um dos icônicos assassinos do game, decidi dar uma chance para o multiplayer da Behaviour Interactive. Em vez de sair com o coração na boca de tanto medo, tive uma experiência bastante positiva, digna de ser compartilhada nesta coluna. Vem comigo, que te conto os detalhes ao longo deste texto.

Superando o medo de tomar susto

Sou fã de jogos online desde muito novo, e o estilo de Dead by Daylight, com partidas em multiplayer assimétrico, sempre me chamou a atenção. Gosto da ideia de juntar amigos, criar uma estratégia e vencer um adversário muito mais forte e com mais recursos à disposição, que é o caso dos assassinos. Só demorei para começar a jogar porque não gosto de chegar perto de qualquer coisa com morte, espanto, assombro, maldito ou susto no nome.

E como perdi o medo de Dead by Daylight? Isso só foi possível graças ao incentivo de dois amigos — e colegas de redação aqui no Tecnoblog: Ariel Liborio e Pedro Knoth. Além de entenderem muito mais do que eu sobre as manhas para sobreviver, ambos me ajudaram a manter a calma durante as partidas, mesmo em situações nas quais eu era perseguido pelo maldito Ghost Face.

Ghost Face, assassino da franquia Pânico, está em Dead by Daylight (Imagem: Divulgação/Behaviour Interactive)
Ghost Face, assassino da franquia Pânico, está em Dead by Daylight (Imagem: Divulgação/Behaviour Interactive)

Os assassinos são o meu pior pesadelo

Para quem não conhece Dead by Daylight, o jogo coloca você em partidas PvP (jogador contra jogador) nas quais quatro pessoas assumem o papel dos sobreviventes e precisam escapar de um assassino. Cada um dos lados tem seu próprio objetivo: enquanto os sobreviventes consertam cinco geradores de energia para abrir dois portões e fugir, o assassino deve caçar as pessoas e prendê-las em ganchos espalhados pelo mapa, até elas morrerem.

Tanto os sobreviventes quanto os assassinos têm recursos especiais que podem ser equipados antes da partida começar — as Vantagens. Essas habilidades são extremamente importantes e muitas vezes definem o resultado das perseguições. Há um problema, porém: as Vantagens são desbloqueadas apenas ao subir de nível ou comprando na loja do jogo. Então, assim como aconteceu comigo, você pode sofrer um pouco no começo.

Além das Vantagens, os assassinos têm ao seu dispor habilidades especiais e únicas baseadas na temática dos personagens. Nada mais justo, afinal fica apenas um assassino correndo atrás de quatro pessoas nas partidas. O Ghost Face, por exemplo, consegue se movimentar em silêncio enquanto ninguém estiver olhando para ele — e eu já levei um baita susto por causa disso.

Também dá para citar outros assassinos que me deram muito trabalho. Anna, a Caçadora, já me nocauteou várias vezes pelas costas com as machadinhas que ela pode arremessar. Freddy Krueger, o pesadelo, me deu calafrios ao colocar todos os sobreviventes para dormir no Mundo dos Sonhos. Já Jeffrey Hawk, o Palhaço, acabou com uma partida inteira em poucos minutos usando seus tônicos intoxicantes.

Sobreviver com amigos é muito mais divertido

Sobreviventes devem consertar geradores para escapar em Dead by Daylight (Imagem: Divulgação/Behaviour Interactive)

Os sobreviventes, por outro lado, não possuem poderes especiais. Porém, algumas Vantagens são essenciais para se dar bem durante as perseguições. Já salvei minha pele algumas boas vezes usando as habilidades “Duro na Queda”, de David King, e “Granada de Luz”, de Leon S. Kennedy — sim, o protagonista de Resident Evil 2 e Resident Evil 4.

Atualmente, há 29 sobreviventes para escolher, cada um deles com suas habilidades únicas. Contudo, ao evoluir um personagem até o nível 35, você libera as Vantagens exclusivas daquela pessoa para a sua conta, podendo equipá-las em qualquer outro sobrevivente. Após muitas horas de jogo, os sobreviventes acabam se tornando skins que mudam apenas a aparência dos jogadores.

Apesar de algumas dificuldades técnicas, como má otimização em computadores e problemas de balanceamento dos assassinos e sobreviventes, Dead by Daylight é um multiplayer assimétrico completo e divertido. Se você for medroso que nem eu, vai tomar uns sustos de vez em quando, mas a sensação não é tão ruim quando se está ao lado de amigos e rindo ao mesmo tempo.

Algumas perseguições em Dead by Daylight rendem boas risadas (Imagem: Divulgação/Behaviour Interactive)

Após enfrentar alguns traumas de infância de forma “tranquila”, posso falar que, hoje, me sinto mais seguro para consumir outros conteúdos de terror. Muitos podem pensar que isso tudo é besteira, mas é um passo importante para quem se impressiona facilmente, como eu. De qualquer forma, joguem Dead by Daylight com seus amigos, é muito legal!

Dead by Daylight está disponível para PC (via Steam e Epic Games Store), PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch, com opção de jogar em cross-play com amigos em outras plataformas.

E você, leitor, tem alguma experiência parecida com jogos que tinha preconceito, mas acabou gostando depois de dar uma chance? Compartilha sua história com a gente na Comunidade do Tecnoblog!