O tweet mais curtido da história é uma resposta à marcha pela supremacia branca

Felipe Ventura
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A marcha de neonazistas em Charlottesville (EUA), que ocorreu neste final de semana, continua a repercutir forte no mundo da tecnologia. Vamos começar pelo aspecto mais positivo: o tweet mais curtido da história é uma mensagem de repúdio ao preconceito racial.

Barack Obama, ex-presidente dos EUA, divulgou em uma série de três tweets as seguintes palavras de Nelson Mandela: “ninguém nasce odiando outra pessoa por causa da cor de sua pele, ou de sua origem, ou de sua religião. As pessoas precisam aprender a odiar, e se elas podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar — porque o amor vem mais naturalmente ao coração humano do que seu oposto”.

O primeiro tweet da série acumula mais de 3,3 milhões de curtidas. Ele também é o quinto tweet mais retuitado da história.

Após a marcha em Charlottesville, empresas de tecnologia tiveram que ser mais enérgicas ao lidar com extremistas. O Facebook baniu vários grupos promovendo discurso de ódio, e derrubou a página de evento para a marcha Unite the Right. O Reddit fechou a comunidade /r/Physical_Removal: lá, usuários torciam que as pessoas em subreddits anti-ódio fossem mortas, e até divulgavam poemas sobre matar outros.

Enquanto isso, o GoFundMe removeu campanhas de crowdfunding para James Fields, acusado de atropelar pessoas que manifestavam contra supremacistas, e também de matar a ativista Heather Heyer.

O GoFundMe diz à Reuters que continuará removendo qualquer campanha para Fields, porque a empresa proíbe o fomento do discurso de ódio e violência. Kickstarter e Indiegogo adotam a mesma política.

Nem toda plataforma segue essa regra, no entanto. Jason Kessler, que organizou a marcha em Charlottesville, arrecadou cerca de US$ 3 mil no RootBocks, site de crowdfunding que é “livre de censura política ou social”.

O site Daily Stormer, que defendeu a morte de Heather Heyer, saiu do ar temporariamente porque seu domínio foi banido pela GoDaddy e pelo Google Domains. Eles acabaram migrando para a dark web.

Com informações: The Verge, Engadget, Reuters.

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