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Piratas de jogos do Switch acabam de ganhar um inimigo – e não é a Nintendo

Produto da Denuvo promete dificultar a emulação de Nintendo Switch nos PCs e foi desenvolvido a partir de uma demanda de clientes

Ricardo Syozi
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A briga de empresas de games contra a pirataria não é algo novo, mas vira e mexe, sempre há alguma novidade aparecendo. O produto da vez é o Nintendo Switch Emulator Protection, anunciado durante a Gamescom 2022. Essa tecnologia promete inserir códigos nos jogos, atrapalhando consideravelmente a emulação do console híbrido em PCs. Curiosamente, nada disso surgiu a partir da Nintendo.

Nintendo Switch OLED
Nintendo Switch OLED (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Com a intenção de proteger as propriedades intelectuais de desenvolvedores e publicadoras, as ações antipirataria estão sempre aparecendo.

A empresa Denuvo, famosa por oferecer proteção DRM nos computadores, anunciou que vai disponibilizar um novo produto para títulos de Switch. Assim, “a tecnologia vai se integrar perfeitamente à construção da toolchain, não impactando na experiência de jogo. Em seguida, ela permite a inserção de verificações no código, que bloqueia a jogabilidade em emuladores”.

Além de vender, claro, o objetivo da companhia é a de ajudar os mais diversos estúdios, já que isso possibilita o aumento de receita durante a janela de lançamento. Não podemos esquecer de que este é o período mais importante quando se trata da monetização de um game.

Nós da Denuvo entendemos que a pirataria afeta negativamente a indústria de jogos e estamos trabalhando com as partes do setor para garantir que eles tenham as mais recentes tecnologias de proteção disponíveis para eles. Nossa equipe está animada para fornecer uma solução que ajude os desenvolvedores e editores a ajudar a combater a questão da pirataria do Nintendo Switch.

Reinhard Blaukovitsch, diretor da Denuvo

Nintendo não tem nada a ver com isso, dessa vez

Segundo o Kotaku, a Denuvo confirmou que a Big N não tem nenhum envolvimento com essa nova DRM nos games de Switch. A iniciativa veio a partir de outras publicadoras e estúdios, clientes da companhia. Além disso, a empresa afirmou que a proteção não vai afetar em nada a performance dos jogos.

Por fim, o comunicado garante que o produto não vai depender de checagem online. “Estamos cientes de que o Nintendo Switch é um console móvel e, portanto, tem recursos online limitados, por isso projetamos nossa solução para estar totalmente offline, sem necessidade de verificações pela rede”.

Vale lembrar que a Nintendo busca por alternativas legais quando enfrenta a pirataria em seus consoles. Processos e pedidos de “cease and desist” (cessar e desistir) são as ações mais comuns da firma de Quioto.

Ricardo Syozi

Repórter

Ricardo Syozi é jornalista apaixonado por tecnologia e especializado em games atuais e retrôs. Já escreveu para veículos como Nintendo World, WarpZone, MSN Jogos, Editora Europa e VGDB. Possui ampla experiência na cobertura de eventos, entrevistas, análises e produção de conteúdos no geral. Entrou para o Tecnoblog em 2021.

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