Foto por OnInnovation/Flickr

Todo mundo tem pelo menos um grande arrependimento na vida — uma oportunidade perdida, um erro que parecia evitável mas foi cometido mesmo assim, entre outros. No caso de Bill Gates, é aquela combinação de teclas… aquela maldita combinação de teclas.

Em um painel no Bloomberg Global Business Forum, em Nova York, o cofundador da Microsoft relembrou o comando Ctrl+Alt+Del, originalmente usado para fazer login em computadores com Windows. “Se eu pudesse fazer uma pequena edição, eu faria desta uma única tecla”, disse Gates na quarta-feira (20).

E por que ele não fez isso? Em um bate-papo na Universidade Harvard em 2013, Gates disse que precisou ceder à teimosia de um designer da IBM: ele se recusava a adotar um único botão para fazer login, mesmo com a insistência da Microsoft. O jeito foi programar uma combinação de teclas para realizar essa função.

“Nós poderíamos ter tido um único botão. Mas o cara que fez o design do teclado da IBM não queria nos dar esse único botão”, contou Gates na época.

Como lembra o Mashable, o Ctrl+Alt+Del nunca deveria ter chegado ao público: era só um atalho provisório para o Windows, difícil de ativar por acidente. Então, desenvolvedores de jogos e de software encontraram o comando em um manual de referência da IBM, e ele acabou se difundindo.

“Eles estavam tentando descobrir como ensinar alguém a iniciar um de seus programas, e tiveram a resposta. Basta inserir o disquete, pressionar Ctrl+Alt+Del e, como mágica, o programa começa a rodar”, explicou Gates.

A Microsoft tem erros maiores para lamentar, é claro. Steve Ballmer disse em 2013, pouco após deixar o cargo de CEO, que seu grande arrependimento é duplo: perder o mercado de smartphones enquanto desenvolvia o Windows Vista.

Com informações: CNNMoney, Mashable.

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Felipe Ventura

Felipe Ventura

Ex-editor

Felipe Ventura fez graduação em Economia pela FEA-USP, e trabalha com jornalismo desde 2009. No Tecnoblog, atuou entre 2017 e 2023 como editor de notícias, ajudando a cobrir os principais fatos de tecnologia. Sua paixão pela comunicação começou em um estágio na editora Axel Springer na Alemanha. Foi repórter e editor-assistente no Gizmodo Brasil.