Game Over: E3 anuncia seu já esperado fim

CEO da organização responsável pelo evento comunicou em entrevista que a E3 foi oficialmente encerrada; fim das atividades era aguardado há alguns anos

Felipe Freitas
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E3
CEO da associação responsável pela organização da E3 confirmou que evento foi de arrasta para cima (Imagem: Gus Fune/Tecnoblog)

A E3, que por anos foi o maior evento do universo gamer, foi oficialmente extinta. Stanley Pierre-Louis, CEO da Entertainment Software Association (ESA), associação sem fins lucrativos responsável por organizar o evento, comunicou o fim definitivo da E3 em entrevista para o Washington Post. O comunicado de Pierre-Louis não chega como surpresa, já que os últimos anos foram difíceis para a ESA.

A última E3 foi realizada em 2019. Meses depois, a pandemia de Covid-19 restringiu a circulação de pessoas. A edição de 2020 foi cancelada e a E3 voltou no ano seguinte, com uma edição online — e a sua última. Os planos para 2022 e 2023 era de que o evento fosse híbrido.

Esses cancelamentos recorrentes, somado ao crescimento dos eventos próprios dos desenvolvedores, publishers e fabricantes, já levantavam a hipótese de que a E3 estaria próxima do permadeath.

"Por que exibir isso na E3 se eu posso transmitir pelo YouTube?", qualquer CEO de publishers e desenvolvedoras (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)
“Por que exibir isso na E3 se eu posso transmitir pelo YouTube?”, qualquer CEO de publishers e desenvolvedoras (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

Pandemia não foi única culpada, diz CEO

Na entrevista para o Washington Post, Pierre-Louis reconhece que não foi apenas a pandemia e os eventos independentes das desenvolvedoras que tiraram o espaço da E3. Pierre-Louis cita os novos meios de comunicação com o público e imprensa como um fator que esvaziou o evento. Afinal, assessoria de imprensa e um post nas redes sociais (anunciando data de trailer) já dá resultado.

Em palavras mais diretas, o formato da E3 estava defasado — e a pandemia acelerou o inevitável. Em 2018, a Sony comunicou que não participaria mais do evento. Ao mesmo tempo, Xbox, Sony, Nintendo e as várias desenvolvedoras começavam a investir em seus próprios eventos e transmissões. E veio a concorrência, como é o caso do Summer Game Fest — realizada, em sua maior parte, online.

O formato do Summer Game Fest, criada por um ex-membro da ESA, é mais barato para as empresas. Afinal, na E3 você tinha todo o custo de manter um estande por três dias. No SGF, as empresas só têm o investimento no vídeo de apresentação. Melhor que isso, só fazer o próprio evento — que pode levar também ao fim do SGF.

Com informações: The Verge e The Washington Post

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