Huawei P40 Pro supera Xiaomi Mi 10 Pro em teste de câmera do DxOMark
Com 128 pontos, Huawei P40 Pro tem as melhores câmeras traseiras; ele também foi o melhor em selfies e filmagens
Com 128 pontos, Huawei P40 Pro tem as melhores câmeras traseiras; ele também foi o melhor em selfies e filmagens
O Huawei P40 Pro foi anunciado com quatro câmeras traseiras, um novo sensor de 50 megapixels e zoom óptico de 5x durante um evento transmitido apenas pela internet, repleto de comparações com os concorrentes. Os testes do DxOMark mostram que a marca fez um bom trabalho: com 128 pontos, o smartphone é o novo líder do ranking de câmeras, ultrapassando o Xiaomi Mi 10 Pro e o Oppo Find X2 Pro.
O conjunto óptico do P40 Pro é formado por uma câmera principal de 50 megapixels (f/1,9), uma ultrawide de 40 megapixels (f/1,8) e uma telefoto de 12 megapixels (f/3,4) com zoom óptico de 5x, além de uma câmera de tempo de voo (ToF). O sensor principal tem arranjo de pixels RYYB (vermelho, amarelo, amarelo e azul) que promete capturar até 40% mais luz que o tradicional RGGB (vermelho, verde, verde e azul).
Segundo o DxOMark, os 128 pontos do P40 Pro deixam “até os melhores concorrentes comendo poeira”. Ele obteve 140 pontos em fotografia e 105 pontos em vídeo, as marcas mais altas obtidas por um smartphone até agora.
Nas fotos, o P40 Pro ganhou pontos pelo alcance dinâmico muito amplo, bom nível de detalhes em fotos de média e longa distância, foco automático rápido e preciso em todas as condições, excelente balanço entre ruído e textura, exposição precisa em fotos noturnas e bom detalhes em fotos com desfoque de fundo. Os contras ficaram por conta de imprecisões ocasionais em representações de cores, subexposição em cenários com muita luz e falta de detalhes em rostos no modo noturno.
O aparelho se saiu bem em cenários difíceis, como um retrato em um ambiente interno com uma janela ao fundo: o P40 Pro obteve a exposição mais equilibrada de todas, enquanto o Oppo Find X2 Pro e principalmente o iPhone 11 Pro Max deixaram o rosto subexposto.
Já o destaque ficou por conta do zoom: o P40 Pro, que possui uma lente telefoto de 5x, consegue obter um bom nível de detalhes, inclusive ao aplicar um zoom de 2x. Nas fotos abaixo, é possível enxergar os pormenores do relógio e das decorações da fachada do Museu da Cerâmica de Sèvres, em Paris, enquanto o Xiaomi Mi 10 Pro tenta forçar uma nitidez artificial e o iPhone 11 Pro Max simplesmente não captura os detalhes.
Nas gravações de vídeo, o P40 Pro foi bem avaliado pela estabilização de imagem, cores vivas em todas as condições, além de alcance dinâmico, foco automático e nível de ruído bons. Ele pode filmar em até 4K a 60 quadros por segundo e utiliza a câmera ultrawide (batizada de Cine Camera) para capturar as imagens com estabilização digital.
E a câmera frontal, que era um ponto negativo das linhas P e Mate, está melhor: o sensor de 32 megapixels e a lente com abertura f/2,2 conseguem fazer selfies com exposição precisa, ruído controlado, alto nível de detalhes e bom desfoque de fundo. Ele perdeu pontos pelo foco automático instável em ambientes internos ou com baixa iluminação, e por ocasionalmente estourar áreas claras — mas ainda obteve 103 pontos, o mais alto até agora.
De acordo com o DxOMark, “se você quer a melhor câmera em um smartphone, não há alternativa melhor no momento”.
Vale lembrar que o P40 Pro não é o modelo mais completo da nova geração de celulares caros da Huawei: o P40 Pro+ promete um zoom melhor, com duas lentes telefoto (3x e 10x) para tirar fotos em distâncias variadas e condições de iluminação ruins. Essa versão não foi avaliada pelo laboratório.
Na China, o P40 Pro será vendido a partir de 7 de abril. A Huawei não informou quando o smartphone chegará ao mercado brasileiro. Em meio às sanções americanas, o aparelho roda Android 10, mas sem nenhum aplicativo do Google; a fabricante aposta em seu próprio ecossistema, o Huawei Mobile Services e a loja de aplicativos AppGallery, para sobreviver fora do mercado chinês.