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Twitter eliminará imagens de pessoas falecidas se familiares solicitarem

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5 anos atrás

O Twitter eliminará de seu serviço imagens e vídeos de usuários falecidos quando familiares ou pessoas autorizadas solicitarem. É o que afirma o porta-voz da empresa Nu Wexler em um tweet publicado na tarde desta terça-feira (19).

Embora o comunicado não cite este acontecimento, a nova política tem relação com as ocorrências que se deram após a morte de Robin Williams, na semana passada. Horas depois de a notícia ter se espalhado, Zelda Williams, filha do ator, começou a receber tweets com imagens provocativas, muitas delas se passando por fotos de Robin Williams já falecido.

Diante de tamanha insensibilidade, Zelda Williams anunciou logo em seguida que não usaria mais a rede social, tampouco o Instagram. A decisão teve tanta repercussão que Del Harvey, chefe de segurança do Twitter, não tardou em prometer mudanças para evitar novas situações como esta.

A primeira ação foi suspender as duas contas que enviaram à Zelda Williams conteúdo ofensivo. A segunda é este procedimento de remoção de imagens e fotos que vem como complemento às atuais políticas de uso do serviço.

Twitter - por Scott Beale / Laughing Squid

O caso de Zelda Williams não foi o único motivo que fez o Twitter criar a política às pressas. Recentemente, imagens e vídeos circularam pelo serviço mostrando cenas da suposta decapitação do jornalista norte-americano James Wright Foley, sequestrado na Síria em novembro de 2012. Foi a vez do próprio CEO do Twitter Dick Costolo prometer providências.

Nem é preciso ir muito longe para encontrar este tipo de conteúdo: supostas imagens de corpos no acidente aéreo que tirou a vida do candidato à Presidência da República Eduardo Campos e mais seis pessoas também circularam pelo Twitter.

Familiares ou pessoas próximas que quiserem que imagens e vídeos de falecidos sejam removidos da rede social devem enviar a solicitação para o endereço “[email protected]”, orienta Nu Wexler. A empresa, provavelmente, pedirá cópia de documentos ou qualquer outro material que possa comprovar o vínculo.

Nu Wexler ressalta, no entanto, que não é toda e qualquer solicitação que será atendida. O porta-voz cita como exemplo conteúdos que possam ser de interesse público ou jornalístico.

Não está claro se a empresa pretende criar um canal – uma página com formulário, por exemplo – para facilitar o envio das solicitações. De qualquer forma, atender a estes pedidos por email e não mais ignorá-los, como vinha sendo feito até agora (com algumas possíveis exceções), já representa um avanço.

Com informações: WSJ.com

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