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Cientistas de Stanford criam bateria de íon-lítio que não explode

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3 anos e meio atrás

Já ouviu falar de baterias que explodem? Já, né? Esse não é um fenômeno frequente, mas acontece. Dentro de alguns anos, pode até ser que nem tenhamos mais notícias sobre esses casos: cientistas da Universidade de Stanford criaram uma tecnologia capaz de impedir a explosão de baterias de íons-lítio.

Há vários fatores, às vezes combinados, que podem fazer uma bateria se transformar em uma “bomba”. Mas, na maioria dos casos, o calor excessivo é o principal culpado: temperaturas elevadas fazem o interior da bateria se expandir até que… boom!

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Isso pode acontecer com baterias de smartphones, laptops, carros elétricos, enfim. Os relatos mais recentes de explosão de baterias envolvem hoverboards (uma espécie de Segway sem guidão). No final de 2015, esses equipamentos chegaram até a ser recolhidos pelos fabricantes. A Amazon, por sua vez, interrompeu as vendas do produto nos Estados Unidos.

As medidas de segurança adotadas pelos fabricantes tornam as baterias seguras na maioria das vezes. O problema é que circunstâncias como defeitos de fabricação, uso inadequado e armazenamento incorreto podem favorecer o aquecimento excessivo. Aí o risco de explosão aumenta consideravelmente.

No que depender da equipe da pesquisadora Zhenan Bao, isso não acontecerá mais. Os pesquisadores desenvolveram um tipo de película elástica feita de partículas de níquel que faz a bateria se desativar quando há calor em excesso.

O material conta com pontas na casa dos nanômetros que são revestidas com grafeno. Quando a temperatura chega perto dos 70 graus Celsius, a película se expande. Isso faz com que as pontas, que conduzem energia elétrica, não se toquem mais. O efeito disso é que deixa de haver atividade dentro da bateria e, assim, ela esfria. Quando as pontas voltarem a se tocar, a temperatura já estará dentro de patamares seguros.

Não há previsão de uso da tecnologia porque, como sempre, mais testes são necessários para atestar a segurança, estimar custos de fabricação, entre outros aspectos. Mas a equipe de Bao vê futuro na película. Não é por menos: o material pode ser adaptado para vários contextos (pode-se, por exemplo, ajustar a temperatura limite para algo entre 50 e 100 graus Celsius) e, além de evitar explosões, ajudar a aumentar o tempo de vida útil da bateria.

Sim, eu concordo com você: agora só está faltando inventarem baterias que não precisam de recarga por pelo menos uns três dias seguidos. A boa notícia é há várias pesquisas (como essa) voltadas para esse fim. Um dia a gente chega lá. Tem que chegar.

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