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Google descobre que não precisa de tantos balões para levar internet a áreas remotas

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14 semanas atrás
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O projeto do Google para levar internet a lugares remotos por meio de balões ficou mais próximo de se tornar realidade. Com a ajuda de algoritmos de aprendizagem de máquina, a empresa descobriu uma forma de oferecer conexão com menos balões, reduzindo os custos e, ao mesmo tempo, melhorando a qualidade do acesso.

Project Loon

A ideia original do Project Loon era meio complexa. Ela consistia em anéis de balões que flutuavam na camada estratosférica da Terra. Quando um balão flutuava para fora do alcance de uma região específica (por causa dos ventos), outro balão se movia para ocupar o lugar do primeiro e continuar provendo o acesso. Isso exigia um grande número de balões espalhados pelo planeta, gerando altos gastos com manutenção. Sem contar que o balão tem uma vida útil (ele não dura mais que 200 dias no ar).

Como melhorar a eficiência? O Google desenvolveu um algoritmo de aprendizagem de máquina que permite diminuir o tamanho desses anéis. Em vez de depender de balões flutuando ao redor do mundo, é possível enviar pequenos anéis que flutuam sempre em uma região específica. O resultado é que são necessários menos balões no planeta e cada balão é melhor aproveitado.

Dá uma olhada (o vídeo não tem som):

Falando assim parece até simples, mas o Google precisou de alguns anos para entender o comportamento dos ventos na estratosfera e desenvolver uma forma de posicionar melhor os balões a 20 km de altitude. Os estudos tornaram possível enviar anéis de balões que ficam sobre uma pequena região por mais tempo — no Peru, o Project Loon conseguiu ficar no espaço aéreo por 98 dias.

Com a nova estratégia do Project Loon, o Google pretende usar 100 vezes menos balões que o planejado anteriormente (!) e precisa de apenas algumas semanas, não meses, para fornecer internet para uma área específica.

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  • Juan Lourenço

    Em nota mais ou menos relacionada: já vi uns 2 balões do Project Loon ao mesmo tempo no Brasil pelo app Flight Radar 🙂

    • Diego F. Duarte
      • Juan Lourenço

        Ah, eu falei no Brasil e dei a impressão errada, digo na minha localização mesmo, em SP capital quando olhei no mapa, não dei zoom out

      • Mas o Google já fornece algum tipo de serviço nessas regiões onde tem os balões?

        • Diego F. Duarte

          Nope e boa pergunta… Eu queria saber como q faz (se e so apontar alguma antena, ou usar alguma omni direcional especial)

      • Bruno Silveira

        todas essas bolinhas amarelas sao baloes do google?

        • Diego F. Duarte

          Sao

          • CtbaBr

            Caraca… São João do Google!

  • Desculpem a ignorância, mas como fica essa quantidade todas de balões andando por aí ao sabor dos ventos e o tráfego áereo?

    • Os balões ficam na estratosfera. Aviões voam bem mais baixo.

      • Verdade, não lembrei disso! Mas e na hora da descida, não se tem um local exato não é?

  • Ramon Gonzalez

    Algoritmos ♥

  • Guaip

    Algorítimo: “HBAL123, sobrevoe a área de Porto Alegre”
    *HBAL123 vai parar na Noruega*

  • Igor

    “aprendizagem de máquina”

    O hype por este termo está incrivel.
    Nada mais nada menos que um algoritmo dinamico…

  • Adriano

    Transmissão de dados via balões, faz Tesla se revirar no caixão de tanto desespero…kkkk