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Estados Unidos derrubam operação fraudulenta que usa criptomoeda

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24 semanas atrás
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Mais de uma vez falamos no Tecnoblog de golpes envolvendo criptomoedas no Brasil (como o caso da Kriptacoin), mas nem de longe esse é um problema exclusivamente nosso: recentemente, a Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) decidiu congelar fundos da PlexCorps por suspeita de fraude. A empresa é responsável por uma suposta moeda digital chamada PlexCoin.

Plex

De acordo com a investigação (PDF), a PlexCorps arrecadou mais de US$ 15 milhões em agosto ao realizar uma ICO de PlexCoin que prometia aos investidores rendimento de 1.354% em até 29 dias. Explicando rapidamente, ICO é a sigla em inglês para “oferta inicial de moeda” e consiste, basicamente, em vender tokens de criptomoedas (Ethereum, frequentemente). O investidor pode então revender essas moedas ou esperar a empresa recomprá-las.

Mas, para a SEC, a operação tem indícios fortes de ser uma gigantesca fraude, ou seja, aparentemente não há criptomoeda nenhuma, suspeita que levou à abertura de uma denúncia criminal contra a PlexCorps.

Dominic Lacroix, proprietário da PlexCorps junto com Sabrina Paradis-Royer, chegou a receber mais de US$ 380 mil em pagamentos via PayPal, mas o serviço detectou atividades suspeitas e devolveu a maior parte do dinheiro. Estima-se, porém, que Lacroix recebeu quase US$ 3 milhões a partir de serviços como Stripe e Shopify. O restante dos pagamentos foi feito com moedas como Ethereum e Litecoin.

Plexcoin

Além de congelar fundos atribuídos à PlexCorps para tentar reverter pelo menos parte dos prejuízos dos investidores, a SEC acusou formalmente Dominic Lacroix e Sabrina Paradis-Royer de fraude. Não está claro, porém, se o governo dos Estados Unidos pedirá extradição: ambos vivem no Canadá, onde também enfrentam problemas com a lei.

É provável que outros esquemas do tipo sejam desmantelados em breve. A investigação sobre as operações da PlexCorps é a apenas a primeira realizada pela Cyber Unit da SEC, divisão criada em setembro para lidar principalmente com fraudes envolvendo criptomoedas.

Em nota divulgada no Facebook, a PlexCorps afirma que coopera com as investigações e dá a entender que está sendo retratada como golpista e fraudadora pela mídia de maneira injusta.

Com informações: Fortune, TechCrunch