O Facebook mudou algumas de suas políticas de privacidade, com o objetivo de impedir que notícias falsas que incitam o ódio circulem na rede social. A nova regra da rede de Zuckerberg levará em conta textos e posts que contam apenas com fotos.

facebook-pixabay

A novidade não tem ligação direta com as eleições presidenciais do Brasil, mas podem chegar justamente em um tempo bastante conturbado por aqui. O The New York Times afirma que as novas regras respondem ao que aconteceu no Sri Lanka, onde postagens no Facebook originaram atitudes violentas contra os muçulmanos.

Em março deste ano, o país chegou a bloquear o acesso de redes sociais para tentar reverter a situação, que já tinha resultado em duas mortes e pelo menos oito ficaram feridos. Na época, o Facebook, Viber e também o WhatsApp foram bloqueados por alguns dias. As postagens sobre o local afirmavam que os muçulmanos eram os responsáveis por envenenar alimentos que eram entregues, ou vendidos, para os budistas.

De acordo com o canal por assinatura CNBC, a rede utilizará seu reconhecimento de imagem para detectar textos nas fotos e ilustrações que possam fomentar reações violentas e que são baseadas em notícias falsas. Para não deduzir sozinho, de longe, o Facebook trabalhará em parceria com organizações locais e internacionais para averiguar se o que foi publicado é verdadeiro, ou não.

Ainda não há informações sobre quais são as organizações que ajudarão o Facebook a entender se o boato, ou a notícia, é verdadeiro ou não. Zuckerberg garantiu que não vai remover postagens que são fake news, mas que não representam ameaça para algum grupo – deixando claro que a rede social não tem como objetivo impedir as pessoas de argumentarem algo, mesmo que seja baseado em mentira ou verdade manipulada.

Esta atitude do Facebook não é nova e já aconteceu em março deste ano, quando a rede social começou a avaliar não somente links externos, mas publicações compartilhadas em imagens e vídeos, que são fake news.

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Alexandre Roberto

Eis o ponto que EU acredito que a imprensa escorrega e feio.

Até umas 3 décadas atrás, entendiam que seu papel era informar, descrever o fato....e não tomar partido ou emitir opinões.
Abria-se espaço, claro, para réplicas ou justificativas dos diretamente envolvidos no caso...e só.

Opinião ficava pra aba "editorial", onde um editor chefe dava seu posicionamento sobre o assunto e só.

Hoje o a doutrinação vigente prega que o papel é "faremos um mundo melhor", onde eu tenho que direcionar os leitores a agirem para isso (claro que sempre de acordo com minha visão e posicionamento) - brinco que é a turma que assistiu "dora e seus amigos na cidade" que pra resolver o problema de vagas de estacionamento para os moradores de um edifício, resolvem implodir 1 ou 2 blocos de apartamentos do condomínio..tudo com boas intenções...

Pronto,..deixei de informar e me tornei um torcedor e promotor da idéia que eu acredito e defende...e olha que interessante..justamente quando isso virou a regra...a "audiência e circulação" dos meios tradicionais de imprensa cai horrores e muitos fecham a porta

Eu busco uma informação, quero saber o que aconteceu....pra ter gente dizendo pra mim o que devo ou não devo fazer, em quem devo ou não devo acreditar e como devo pensar pra não ser tachado por nenhum adjetivo..... já tive meus pais e hoje tenho o governo tentando me impor uma visão.
Pra que que eu vou querer mais um me dizendo como devo pensar, a tal imprensa formadora de opinião?

Sério....eu entendo (minha forma de ver) que devem publicar a informação e sim, dar espaço pra justificativa, o outro lado da história....esse caso pra mim é isso...a matéria A denuncia, a matéria B dá espaço pro outro dizer o que tem em sua defesa.
A opinião do veículo que me transmite a notícia, não me é relevante

Tirar conclusões e escolher um lado é problema de cada um, não quero mais um "paizão" me dizendo o que devo fazer e me criticando por escolher A ao invés de B.

Não devo ser o único que pensa assim, e uso como "indício" o quanto as redações estão perdendo relevância, audiência e por isso fecham as portas a rodo por aí. Indício não é prova

Alexandre Roberto

Em um dia tal pessoa é denunciada ou flagrada por uma publicação

No outro dia, a mesma emite nota pública sobre o assunto dizendo-se inocente....e essa mesmo publicação divulga tal nota.

Qual a incoerência disso?

Renan Mendes

Só acabar com as "páginas policiais", que são criadas e administradas por não policiais, que o problema acaba.