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Facebook derruba rede de fake news ligada ao MBL

Rede social remove 196 páginas e 87 perfis criados “com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”

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46 semanas atrás

O Facebook informou nesta quarta-feira (25) que retirou do ar uma rede de 196 páginas e 87 perfis brasileiros utilizados para espalhar notícias falsas. Ao menos parte das contas era controlada por membros do grupo ativista de extrema-direita Movimento Brasil Livre (MBL), que acusam a empresa de praticar censura.

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O comunicado do Facebook diz que as páginas removidas “faziam parte de uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas no Facebook, e escondia das pessoas a natureza e a origem de seu conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”.

Embora o Facebook não divulgue a lista de contas desativadas, a agência de notícias Reuters informa que a rede, com mais de 500 mil seguidores, “era administrada por membros importantes do MBL”. Entre as páginas removidas estão nomes como Jornalivre e O Diário Nacional, que serviam para espalhar mensagens do MBL como se tivessem sido publicadas por veículos de mídia independentes.

No próprio Facebook, o MBL confirmou que coordenadores do movimento “tiveram suas contas arbitrariamente retiradas do ar”. Diz ainda que pretende recuperar as páginas derrubadas e que a rede social “tem sido alvo de atenção internacional, por conta do viés político e ideológico da empresa, manifestado ao perseguir, coibir, manipular dados e inventar alegações exdrúxulas contra grupos, instituições e líderes de direita ao redor do mundo”.

O Facebook diz que as páginas e perfis removidos violavam suas políticas de autenticidade. Na terça-feira (24), a empresa havia anunciado medidas para combater fake news a tempo das eleições no Brasil, como a divulgação de informações sobre financiou um post patrocinado; uma exigência de autorização especial para fazer propaganda eleitoral; e a remoção de contas mal intencionadas.

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Quem é culpado pela disseminação de notícias falsas na internet: as pessoas que compartilham tudo sem checar a veracidade das informações ou as empresas de tecnologia? Facebook e Google estão desenvolvendo tecnologias para que a verdade volte a reinar, seja com algoritmos de inteligência artificial, seja com a ajuda de humanos que fazem trabalhos independentes de verificação de fatos.

O problema dos boatos na internet alcançou um novo patamar com as redes sociais, tanto que o Dicionário Oxford elegeu “pós-verdade” como a palavra do ano de 2016. O termo descreve as situações nas quais os fatos importam menos que as emoções para moldar a opinião pública. Como lidar com um mundo onde a verdade foi substituída pela crença? Dá o play e vem com a gente!

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