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Tráfego de IPTV pirata despencou 50% com operação policial

Xtream Codes foi derrubado na Europa em operação antipirataria; Eurojust aponta prejuízo de 6,5 milhões de euros

Paulo Higa Por
01/10/2019 às 16h35

Uma operação antipirataria na Itália derrubou, há duas semanas, o Xtream Codes, um sistema de gerenciamento que funcionava como base para mais de 5.000 serviços de IPTV no mundo. Como resultado, o tráfego de plataformas ilícitas de IPTV chegou a despencar cerca de 50%.

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A estimativa é da fornecedora de equipamentos de rede Sandvine. Ao TorrentFreak, a empresa revela que a queda de 50% foi notada em 20 de setembro em comparação ao dia anterior, quando o Xtream Codes foi tirado do ar. Ao mesmo tempo, as buscas pelo nome do sistema cresceram significativamente no Google, um movimento que também foi visto no Brasil.

O Xtream Codes era um software utilizado por empresas para revender serviços de IPTV para consumidores finais. Ele custava entre 15 e 59 euros por mês, oferecendo recursos como autenticação de usuários, estatísticas de acesso e proteção contra restreaming (sim). Estima-se que os cerca de 5.000 serviços de IPTV que utilizavam o Xtream Codes tenham mais de 50 milhões de assinantes.

Xtream Codes

“Nosso site e serviços estão fora do ar devido a um verificação preventiva das autoridades italianas. A investigação é sobre um pequeno número de clientes nossos localizados na Itália. Pedimos desculpas por qualquer inconveniente, embora não sejamos responsáveis”, diz o site do Xtream Codes.

A polícia acredita que o Xtream Codes seja um grupo criminoso internacional que é alvo de buscas não apenas na Itália, mas também na Alemanha, França, Grécia, Holanda e na Bulgária, país em que a empresa foi registrada. Segundo a agência europeia Eurojust, “os danos causados pela quadrilha criminosa totalizam aproximadamente 6,5 milhões de euros, prejudicando a existência de muitos provedores legais de TV paga”.

Fato é que será muito difícil acabar com o mercado de IPTV ilegal: logo após o Xtream Codes ter sido derrubado, os provedores se apressaram em mudar para sistemas alternativos, sendo que a maioria já havia voltado ao ar nos dias 21 e 22 de setembro.

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