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FBI deve investigar ataque hacker no Twitter

Twitter diz que golpe de engenharia social contra funcionários foi usado para obter acesso a contas famosas

Paulo Higa Por

O ataque hacker ao Twitter na quarta-feira (15), que espalhou golpes envolvendo bitcoin por meio de contas populares, está chamando a atenção das autoridades americanas: o Federal Bureau of Investigation (FBI) já teria iniciado uma investigação sobre o caso, de acordo com jornais.

Yucel Moran / Twitter /Unsplash

Com base em duas fontes, a agência de notícias Reuters informa que o departamento de investigação dos Estados Unidos “está liderando uma investigação federal sobre o hacking no Twitter”. O Wall Street Journal corrobora a informação, citando “preocupações crescentes de que a vulnerabilidade dos sistemas da empresa possa representar riscos mais amplos à segurança internacional”.

Oficialmente, o FBI diz que está ciente do ataque hacker ao Twitter, mas não discute possíveis investigações em andamento. O Wall Street Journal afirma que a diretora de pesquisa da empresa de segurança Unit 221b, Allison Nixon, foi contatada pelo FBI ainda na quarta-feira (15) a respeito do ataque. Já a empresa de análise de blockchain Chainalysis teria sido procurada por “várias agências federais de aplicação da lei”.

Segundo o Twitter, investigações iniciais da companhia indicam que houve um “ataque coordenado de engenharia social por pessoas que tiveram êxito em atingir alguns de nossos funcionários com acesso a ferramentas e sistemas internos”. Essas ferramentas permitiram que o hacker tomasse o controle de contas de alta visibilidade e publicasse mensagens fraudulentas envolvendo bitcoin.

Twitter / Bill Gates

As mensagens foram enviadas a partir de contas com milhões de seguidores e com o selo de verificação do Twitter, como as dos empresários Elon Musk e Bill Gates, do ex-presidente americano Barack Obama e do candidato à presidência Joe Biden. O ataque colocou dúvidas quanto às permissões que funcionários do Twitter têm em acessar dados sensíveis dos usuários da rede social.

“E isso faz você imaginar quais são as contingências que a empresa implementou no caso de um dia ser invadida não por gananciosos do bitcoin, mas por atores patrocinados por estados ou psicopatas. Depois de hoje, não é mais impensável, se é que um dia realmente foi, que alguém acesse a conta de um líder mundial e tente iniciar uma guerra nuclear”, diz o jornalista Casey Newton na newsletter The Interface.

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Renato Dantas (@renatodantas)

Tá certo que foram pessoas ricas e de muita influência no Twitter, mas isso é o clássico golpe que busca os mais gananciosos por dinheiro fácil.

Eric Viana (@Eric_Viana)

O Twitter tem muitas respostas para dar depois dessa situação.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Não só investigar, como tratar isso como assunto de segurança nacional.

Assumiram o controle de contas de alta visibilidade no twitter, e pediram bitcoins. Agora imagina o estrago que teria sido, se tivessem invadido a conta do Putin ou do Trump e publicassem que mísseis nucleares foram enviados à nação X.

Caleb Enyawbruce (@Enyawbruce)

O problema não é só este caso específico, mas o precedente. Certamente terroristas e nações inimigas acharam interessante a possibilidade de criar um evento de magnitudes catastróficas de forma tão fácil. A maior guerra entre países que existe desde o fim da guerra fria certamente é a guerra cibernética. E apesar dela começar “só nos computadores” sabemos que os desdobramentos certamente atingem a vida das pessoas e tem potencial pra gerar eventos terríveis. Basta ver outros casos como os de invasões ocorridas em empresas de geração ou fornecimento de energia ou até no sistema de saúde pública da Inglaterra (NHS), que são só alguns exemplos que vieram a público. Então mesmo casos com dano apenas financeiro tem que ser tratados com total seriedade e rigor sim.