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New York Times vende coluna jornalística como NFT por US$ 564 mil

Pretigiado jornal americano, New York Times, transforma coluna de tecnologia em um token não fungível e o vende por US$ 564 mil

Bruno IgnacioPor

O jornal americano New York Times registrou uma de suas colunas jornalísticas, do repórter de tecnologia Kevin Roose, como um NFT, ou token não fungível. O ativo digital foi a leilão na plataforma Foundation e vendido nesta quinta-feira (25) por 350 ether (ETH), cerca de US$ 564 mil, para o usuário @3FMusic.

Sede do New York TImes (Imagem: Joe ShlabotnikSeguir/Flickr)

Sede do New York TImes (Imagem: Joe ShlabotnikSeguir/Flickr)

Trata-se da primeira experiência do prestigiado jornal americano com tokens não fungíveis. O NFT foi nomeado de “Buy This Column on the Blockchain!” (Compre essa coluna no Blockchain) e todo o dinheiro arrecadado pela venda será direcionado para o fundo social do New York Times, “Neediest Cases Fund”.

O jornalista responsável pelo experimento com NFTs, Kevin Roose, publicou um artigo nesta última quarta-feira (24). “Normalmente, não tenho permissão para fazer vendas em minhas colunas. Mas desta vez é uma exceção, porque o que está à venda é a própria coluna”, disse ele.

“Decidi entrar no mundo livre de tokens não fungíveis, ou NFTs, a mais nova fronteira na ‘corrida do ouro’ das criptomoedas. Este é meu primeiro experimento – uma coluna sobre NFTs que está, por si só, sendo transformada em NFT e colocada em leilão”, afirmou Roose, adicionando um questionamento: “Por que celebridades, atletas e artistas ficam com toda a diversão? Por que um jornalista também não pode se juntar à festa dos NFTs?”

Comprador do NFT poderia fazer “parte da história”

Imagem PNG correspondente à coluna do New York Times que foi vendida como NFT (Imagem: Reprodução/Foundation)

Imagem PNG correspondente à coluna do New York Times que foi vendida como NFT (Imagem: Reprodução/Foundation)

Roose listou todas as coisas que o token equivalente à sua publicação inclui. O NFT, na realidade, é um arquivo de imagem em PNG do artigo publicado ontem na coluna. Contudo, o ativo digital não inclui os direitos autorais do texto e tampouco permite a livre reprodução dele.

A grande vantagem para o comprador do NFT é, segundo Roose, “possuir uma parte da história”. Tratando-se do primeiro token não fungível em 170 anos de história do New York Times, o repórter destaca que se a tecnologia for tão revolucionária quanto o previsto por seus entusiastas, no futuro esse ativo será algo como “ter a primeira transmissão de TV da rede NBC”.

“Como em todas as vendas de NFTs, você receberá o próprio token, que corresponde a uma imagem da coluna em PNG… Você também fará parte do artigo de acompanhamento sobre essa venda, com seu nome, afiliação e imagem”, explicou Roose ao comprador.

Porém, também foi destacado que o jornal mantém todos os direitos editoriais sobre o artigo que será publicado a seguir e pode negar qualquer pedido que não está de acordo com seus princípios. Por fim, Michael Barbaro, o apresentador do podcast “The Daily”, irá enviar um áudio personalizado para o comprador, o parabenizando pela aquisição.

Comentários da Comunidade

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Hélio Márcio Filho (@heliommsfilho)

Quando vejo essas notícias de NFT só consigo pensar que tem muita gente sem noção com dinheiro sobrando e entediadas nessa pandemia.

João M. (@RonDamon)

Né? Se usassem esse dinheiro pra doar vacinas ou outras doações o mundo estaria assim:

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Goku SSGSS (@renatodantas)

Não tenho certeza sobre outras aquisições de coisas em NFT, mas neste caso eu imagino que a pessoa que comprou esse token do 1º artigo vendido do NYT vai revendê-lo no futuro como uma raridade. Quase como “a primeira revista em quadrinhos do Superman”.

Ou pode ser só um doido com dinheiro mesmo querendo deixar seu nome na história.

Matheus Souza (@Matheus_Souza)

Esse dinheiro foi usado para doação, indiretamente, na matéria diz que o dinheiro seria destinado para o fundo social do jornal.

E sobre a frase:

As pessoas que juntaram dinheiro devem fazer o uso que bem entenderem do seu próprio patrimônio, se não fosse por isso, hoje não teríamos uma fabricante de veículos que em menos de 20 anos de história se transformou na maior do mundo, ou uma fundação de cadida bilionária, tal como é a William and Melinda Gates Foundation…