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Microsoft registra lucro 43,8% maior puxado por Windows, Xbox e nuvem

A Microsoft ainda surfa a onda provocada pela pandemia, segundo os resultados do 3º trimestre fiscal, encerrado em março

Ana Marques Por

A Microsoft revelou, nesta terça-feira (27), os seus resultados financeiros do terceiro trimestre fiscal, encerrado em março. De acordo com o relatório, a empresa obteve aumento de 43,8% no lucro do período, passando a US$ 15,46 bilhões. Já a receita subiu 19,1%, para US$ 41,71 bilhões. Os resultados superaram as expectativas de Wall Street.

Microsoft (Imagem: Mohammad Rezaie/Unsplash)

Microsoft (Imagem: Mohammad Rezaie/Unsplash)

A companhia atribui o forte crescimento aos serviços em nuvem e produtos relacionados ao trabalho remoto e à educação à distância, impulsionados durante a pandemia de COVID-19.

“Após um ano de pandemia, as curvas de adoção digital não estão diminuindo. Eles estão acelerando e é apenas o começo ”, disse Satya Nadella, CEO da Microsoft, em comunicado.

De acordo com a Microsoft, a receita em Produtividade e Processos de Negócios, que também inclui o Teams, foi de US$ 13,6 bilhões, um crescimento de 15%, puxado especialmente por serviços em nuvem do Office. A receita do LinkedIn também aumentou 25% no período, e a receita de produtos Dynamics e serviços em nuvem aumentou 26%.

“A nuvem da Microsoft, com suas soluções ponta a ponta, continua a fornecer valor atraente para nossos clientes, gerando US $ 17,7 bilhões em receita de nuvem comercial, um aumento de 33% ano a ano”, afirmou Amy Hood, vice-presidente executiva e diretora financeira da Microsoft.

O relatório revela ainda um crescimento de 23% em nuvem inteligente, passando a US$ 15,1 bilhões. O resultado foi puxado pelo aumento de 50% na receita do Azure, seguindo o mesmo patamar visto no trimestre anterior.

Windows e Xbox impulsionam setor de computação pessoal

Os ganhos com o setor “Mais Computação Pessoal” cresceram 19%, para US$ 13 bilhões, com influência da receita do licenciamento do Windows, que aumentou 10%, bem como os serviços comerciais do sistema.

Outra área que cresceu devido às medidas de isolamento foi o de games – a Microsoft também o inclui no grupo de Mais Computação pessoal –, reportando uma receita de conteúdo e serviços do Xbox 34% maior. Vale destacar que a empresa surfou o lançamento dos novos consoles, Xbox Series X e S.

Por fim, o Surface atingiu U$ 1,5 bilhão de receita no terceiro trimestre, um crescimento de 12%. A Microsoft acaba de lançar o Surface Laptop 4, diversificando o processamento entre Intel e AMD, e o Surface Pro 7+ foi apresentado com fins educacionais no início do ano.

Com informações: Microsoft

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Daniel R. Pinheiro (@DiFF7Skyns)

Microsoft é uma empresa bem diversificada. Com receitas e lucros vindo de diversos ramos de negócio de forma bem equilibrada. Windows, Azure, Xbox, Office, Surface… Se uma vai mal, outra ajuda a alavancar. Difícil ver a gigante de Redmond indo a maus lençóis nos próximos anos. Méritos do Nadella.

Alisson Santos (@alisson)

Quando Satya Nadella assumiu o cargo mudou completamente a empresa, de cara anunciou o foco na nuvem quando ainda não tinha a importância que tem hoje. Foi totalmente disruptivo com relação ao que Steve Ballmer fazia. O lançamento de aplicativos em outros SOs e a transformação de empresa de software em empresa de serviços é um dos pontos mais marcantes de sua gestão. Muitos achavam que era o começo do fim, mas foi na verdade o retorno da gigante.

Josué Junior (@Josue.Jr)

Apesar de eu não gostar tanto do rumo que o Satya Nadella deu na família de sistemas do Windows, é impressionante ver o que ele fez com a Microsoft. Tirou ela da dependência áreas como o Windows pra tornar uma empresa com diversas fontes de renda. Penso que ela vai ter uma vida talvez mais longa que outras companhias como a Apple por exemplo

Eduardo Soares (@Eduardo_Soares)

Legal, aproveita e dá uma enxugada no preço dos produtos aqui no Brasil.

Caleb Enyawbruce (@Enyawbruce)

Uma empresa com 15 BI de lucro trimestral é até difícil de compreender. Tem empresas gigantes por aí q não valem isso.

Léo (@leo_oliveira)

Um ponto curioso é que a Apple não está tentando se posicionar como uma empresa de serviços, mas sim de conteúdo. Apple+, Apple Music, Podcasts e iTunes.

Juliano Machado Olivetti (@Juliano_Machado_Oliv)

Pelo foco da Microsoft estar sobretudo nos serviços, acredito que das gigantes é a que vai ter mais crescimento sustentável, e menos dependente de investimentos pesados na busca de novos produtos.

Gustavo Cardoso (@Gustavo_Cardoso)

A Microsoft só perde em valuation para a Apple e o Ouro. E a diferença para a Apple nem é tão gritante assim… até a última vez que vi a Apple tinha US$ 2.223 Bilhões de valuation enquanto a Microsoft tinha US$ 1.953 Bilhões. São “só” US$ 270 Bilhões… troco de pinga! rs