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Open banking: compartilhamento de dados começa nesta sexta-feira (13)

Segunda etapa do open banking, iniciada nesta sexta-feira (13), dá início à troca de informações se houver o consentimento do cliente

Bruno Gall De Blasi Por

A segunda fase do open banking está começando. A partir desta sexta-feira (13), será possível compartilhar dados de clientes entre instituição financeiras diferentes, o que tende a facilitar o acesso a produtos oferecidos pelas empresas. Mas as informações só serão repassadas de uma plataforma para outra com a permissão do consumidor.

Segunda etapa do open banking começa nesta sexta-feira (13) (imagem: Rodrigo Dia Tome/ Flickr)
Segunda etapa do open banking começa nesta sexta-feira (13) (imagem: Rodrigo Dia Tome/ Flickr)

A nova etapa segue a regulamentação do sistema anunciada em meados do ano passado. Com ela, as instituições participantes podem dar início ao compartilhamento de dados de clientes e representantes. “É nesta segunda fase de implementação que se iniciará uma interação mais direta com o cliente final”, afirmou Isaac Sidney, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), nesta terça-feira (10).

O compartilhamento de dados habilitará a partilha de informações de cadastro, como nome, CPF e renda, e de movimentações financeiras. Mas estes dados não serão encaminhados sem o conhecimento do usuário e muito menos sem a sua autorização. Para que aconteça, é preciso que o cliente dê o consentimento às plataformas.

Segundo a Febraban, a segunda etapa entrará em vigor de “maneira escalonada”. Espera-se que “ocorra o aumento gradativo de troca de informações” para “garantir que o processo seja feito da maneira mais segura e eficiente possível”. Confira o cronograma informado pela Federação Brasileira de Bancos a seguir:

  • Entre 13/08 e 12/09: “as instituições poderão iniciar as trocas de informações cadastrais dos clientes, como endereço, renda e dados pessoais”;
  • Entre 13/09 e 26/09: “terá início a troca de informações relacionadas a contas de movimentação”;
  • Entre 27/09 e 10/10: “poderão ser trocadas informações de operações de crédito e de cartões de crédito”;
  • A partir de 11/10: “todas as APIs estarão em funcionamento 24 horas por dia, 7 dias por semana”.
Notas de real (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Notas de real (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Open banking: implementação deve ser concluída em 2022

O open banking é um novo sistema que chega com a promessa de descentralizar as informações financeiras, reduzir a burocracia e incentivar a competitividade entre as empresas. A proposta tem como objetivo dar mais liberdade aos clientes das instituições participantes. Além disso, espera-se que a solução facilite o acesso à oferta de serviços bancários, como cartões de crédito, empréstimos, investimentos e afins.

A regulamentação do sistema foi anunciada em maio de 2020. Na época, o Banco Central e o Conselho Monetário Nacional (CMN) informaram que a implementação ocorreria em quatro etapas. A primeira delas, que previa a distribuição de informações sobre produtos, serviços e canais de atendimento oferecidos pelas instituições participantes, foi iniciada em fevereiro de 2021.

A segunda fase deu a largada nesta sexta-feira (13) depois de ser adiada em julho. Neste momento, acontecerá o início da troca de informações, desde que o consumidor dê o consentimento. A terceira etapa, prevista para 30 de agosto, prevê o oferecimento de propostas de crédito e serviços de pagamento fora do ecossistema bancário tradicional.

A quarta fase, que será iniciada em 15 de dezembro, contempla o último período de implementação. É neste estágio que dar-se-á o início à inclusão de serviços, como investimentos, operações de câmbio, previdência complementar aberta e seguros. A expectativa é que a implementação completa do open banking só aconteça em 2022.

Tecnocast 179 – Open banking no Brasil

A primeira fase do open banking finalmente foi implementada pelo Banco Central no dia 1º de fevereiro. Este é o primeiro passo do futuro do sistema financeiro brasileiro, que prevê compartilhamento de dados entre bancos e pode facilitar muito a vida de quem quer trocar de instituição ou simplesmente contratar um novo serviço de crédito.

Mas como o open banking vai funcionar no Brasil? Quem pode ter acesso aos meus dados? Será que esse negócio é seguro mesmo? Dê o play no Tecnocast 179 e descubra:

Com informações: Agência Brasil e Febraban

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Robson c (@Robson)

Quer apostar quanto que o conceito de “dar consentimento” vai ser esticado até o infinito a ponto de vc que baixou o aplicativo ou aceitou os termos do contrato com o banco em 2001 vai ser considerado como tendo permitido tudo?