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Todos os chips do mundo equivalem a um cérebro humano, diz pesquisa

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8 anos atrás

Pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia organizaram um levantamento que afirma que a humanidade produziu nada menos do que 295 Exabytes de informação entre os anos de 1986 e 2007. Para chegar a tal conclusão os estudiosos levaram em consideração todas “imagens, livros, vídeos, músicas, transmissões de rádio, TV e comunicação telefônica” entre o período e então analisaram como essas informações poderiam ser computadas.

Segundo o estudo, 94% de nossa comunicação é “digital”, como textos, vídeos ou músicas, e que nossa capacidade de armazenamento físico cresceu em média 58% ao ano durante o período.

Bom lembrar que um único Exabyte é o equivalente a 1 bilhão de Gigabytes e “caso todos esses dados fossem gravados em CDs comuns, formariam uma pilha com 400 metros de diâmetro capaz de ultrapassar a altura da lua”, afirma o pesquisador Martin Hilbert, responsável pelo levantamento.

Iniciada em 2002, a “era digital” das telecomunicações foi uma das grandes responsáveis pelo aumento dos dados gerados pela humanidade. “A biblioteca de nossa universidade tem cerca de 40 mil títulos. Se você pegar toda informação armazenada em dispositivos eletrônicos do mundo e convertê-las em livros, cada pessoa do planeta teria direito uma biblioteca 15 vezes maior que ela”, completa Hilbert.

Além disso, os dados mostram que a capacidade máxima de processamento de todos os computadores existentes em 2007 somados era a equivalente a um único cérebro humano. “Todas as 6.4^1018 instruções por segundo que os computadores da Terra eram capazes de processar em um único segundo são equivalentes ao mesmo número de impulsos elétricos gerados pelo cérebro em um segundo”, diz o estudo.

Em todo caso, o pesquisador lembra que tais números ainda são tímidos diante da capacidade de processamento de dados da natureza. “Caso quiséssemos usar toda nossa capacidade para dar nomes a todas estrelas que existem no universo, conseguiríamos batizar apenas uma a cada mil delas”, encerra.

Veja o vídeo de apresentação da pesquisa (em inglês):

(Link no Vimeo)

Com informações Network World

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