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Japoneses criam conexão Wi-Fi que chega a 3 Gbps

Paulo Higa
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Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Tóquio encontraram uma maneira de transferir dados em altíssima velocidade sem a utilização de cabos. Os roteadores Wi-Fi domésticos mais rápidos atualmente utilizam o padrão 802.11ac, trabalhando na frequência de 5 GHz e alcançando velocidades nominais de até 1,3 Gbps. A nova tecnologia chega facilmente ao dobro disso e ainda tem muito potencial.

A velocidade recorde foi atingida com um protótipo minúsculo que funciona na faixa dos 542 GHz, mas pode ser ainda maior, já que os pesquisadores afirmam que a tecnologia poderia chegar a 100 Gbps com frequências maiores (até três terahertz!) e algumas melhorias. O melhor é que essas faixas ainda não são regulamentadas como as frequências de 800 MHz (3G) ou 2,4 GHz (Bluetooth e Wi-Fi), permitindo que o produto chegue ao mercado.

3 Gbps com essa coisinha minúscula aí.

Como toda tecnologia nova, ainda há sérios problemas para serem resolvidos (ou pelo menos atenuados). Como os dados são transmitidos em frequências extremamente altas, até mesmo o ar pode diminuir a velocidade da conexão drasticamente. Além disso, o alcance do dispositivo ainda não é grande; a conexão acaba caindo a partir de três metros de distância do transmissor e não atravessa objetos.

Mesmo se o alcance do novo Wi-Fi não for melhorado, ainda existirão várias aplicações úteis. Alguns dizem que a tecnologia pode ser utilizada para comunicação entre servidores dentro de um datacenter, que geralmente ficam próximos um do outro, o que acabaria com aquele monte de fios enroscados um no outro. Outros afirmam que a técnica pode ser implementada em dispositivos móveis, como tablets, já que o componente responsável pela transmissão é bem pequeno e consome pouca energia. É como um S Beam melhorado. Curtiu?

Com informações: Ars Technica.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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