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LTE de 700 MHz não chega antes de 2015 e a culpa é da TV

Rede celular causaria interferência na emissão do sinal de televisão

Lucas Braga
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É esperado que no ano que vem a Anatel realize mais um leilão voltado para operadoras de telefonia móvel. A frequência em questão é a de 700 MHz, utilizada atualmente pelos canais da TV aberta analógica. O problema é que as operadoras estão doidinhas pra operar nessa faixa, mas o presidente da Anatel João Rezende disse que as operadoras devem se concentrar primeiro com o atual LTE 2600 antes de pensarem em outra frequência.

Os representantes dos canais de TV aberta tinham se manifestado contra um possível leilão da Anatel para a faixa de 700 MHz. A queixa é óbvia: uma rede celular causaria interferência na emissão do sinal de TV. Para que esse problema não aconteça, as emissoras deveriam abrir mão da faixa de 700 MHz, algo que está previsto para 2015, quando as operações analógicas da TV aberta sejam interrompidas.

Bonner em HD? Não

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O presidente não acredita que o desligamento da TV analógica se antecipe. E meu palpite é que ele até atrase: a adesão à TV digital no Brasil foi bem menor que a esperada, justamente pelo custo dos receptores e conversores não agradarem os brasileiros. Além disso, a grade das emissoras não colabora, afinal, muitos programas ainda não são transmitidos em alta definição (sim, “Jornal Nacional”, estou falando de você).

Pra ser bem sincero, não acho que a falta da frequência de 700 MHz interfira na qualidade do 4G. Espectro não pode ser a desculpa das operadoras: nos Estados Unidos existem grandes operadoras com 4G LTE comercial a todo vapor com apenas 5 MHz disponível. As operadoras daqui tem ao menos 10 MHz.

Ainda, a padronização é algo muito importante: com uma frequência adotada pelos americanos e outra adotada pela Europa, o Brasil iria sofrer uma bagunça com compatibilidade de diversos aparelhos.

Infelizmente, não é essa vez que o iPhone 5 funcionará em LTE no Brasil. A não ser que a Apple lance uma versão específica para a Europa e o Brasil, ele continuará operando em 3G. Pode até ser que os modelos atuais funcionem, mas quando isso acontecer já existirão pelo menos 3 iPhones mais novos.

Com informações: Teletime

Lucas Braga

Autor especializado em telecom

Lucas Braga é analista de sistemas que flerta seriamente com o jornalismo de tecnologia. Com mais de 10 anos de experiência na cobertura de telecomunicações, lida com assuntos que envolvem as principais operadoras do Brasil e entidades regulatórias. Seu gosto por viagens o tornou especialista em acumular milhas aéreas.

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