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YouTube monetiza viral e prova que é rentável

Rafael Silva
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O YouTube vem sendo acusado nos últimos meses de parecer mais rentável do que é na realidade. Blogueiros e jornalistas publicam artigo após artigo questionando a eficácia dos anúncios exibidos no site. Isso até fez com que Chris Dale e Aaron Zamost, do setor de relações públicas da empresa, publicassem no mês passado um post no blog oficial derrubando os mitos da publicidade no YouTube e colocando os devidos pingos nos ipsilons.

Aparentemente faltaram alguns pingos a serem dados, já que hoje foi publicado outro post relacionado ao assunto no YouTube Biz Blog. Dessa vez, os autores do post citaram um vídeo que foi viralizado na semana passando, ajudando assim a vender a música que serve de trilha sonora para a produção. O vídeo em questão é a filmagem da entrada de um casal na igreja ao som da música “Forever” de Chris Brown. Ele foi visto mais de 12 milhões de vezes.

De acordo com o post, os donos do vídeo perceberam o potencial dele logo no começo e ativaram a ferramenta de monetização disponível para quem publica seus clipes no site. Eles usaram um recurso chamado “Click-to-Buy” (Clique para Comprar), que mostra um link para lojas de música online acima do vídeo que está sendo reproduzido.

Segundo os responsáveis pelo blog do YouTube, a canção “Forever” chegou ao terceiro lugar no ranking de mais vendidos da Amazon e ao quarto lugar das mais compradas da iTunes somente depois de aparecer no vídeo superassistido mundialmente. A taxa de clique nos anunciantes que apareceram na página do vídeo dobraram, enquanto que o mesmo tipo de anúncio no clipe oficial de “Forever” teve aumento de 2,5 vezes na taxa de cliques.

O YouTube tem feito de tudo para ser economicamente viável. Será que adotarão a exibição de anúncios específicos em vídeos virais como modelo de negócios? Fica a pergunta.

E caso você ainda não tenha assistido ao vídeo do casamento dançado, abaixo nós o reproduzimos.

Rafael Silva

Rafael Silva tem 27 anos, estudou Tecnologia de Redes de Computadores e mora em São Paulo. Tem uma queda pela Apple na área de dispositivos móveis, mas sempre usou Windows em todos os seus notebooks e desktops. Vez ou outra fala alguma coisa interessante no Twitter: @rafacst. [Envie um email]

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