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Facebook quer acabar com o “curta ou compartilhe”

Paulo Higa
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O Facebook apresentou uma série de mudanças para que o Feed de Notícias passe a exibir menos conteúdo considerado spam pelos usuários. Entre os anúncios, está a caça às páginas que usam o velho método “curta ou compartilhe” para aumentar o engajamento dos posts e aparecer mais do que deveriam, uma técnica chamada pela rede social de like-baiting, ou isca de curtidas.

O like-baiting acontece quando uma página solicita explicitamente ao usuário que curta, compartilhe ou comente no post. Ao fazer isso, o conteúdo é disseminado pelo usuário e se espalha rapidamente pelo Facebook. A forma mais comum de like-baiting é publicar um post fazendo alguma pergunta e pedindo ao público que curta caso concorde, ou compartilhe caso discorde. Há outras variantes, como esta, divulgada pelo próprio Facebook:

facebook-like-baiting

O problema de espalhar esse tipo de conteúdo é que, obviamente, histórias consideradas relevantes pelo Facebook somem no meio da bagunça. Diz o Facebook que, segundo as pesquisas feitas com os usuários, posts com like-baiting são em média 15% menos relevantes que outros posts com o mesmo número de curtidas, compartilhamentos e comentários.

Além de diminuir a exibição de posts com “curta ou compartilhe”, o algoritmo do Facebook foi alterado para exibir menos conteúdo repetido. Caso uma página envie múltiplas fotos e vídeos constantemente, ela terá menos prioridade no Feed de Notícias do usuário. Quem publicar links de spam, como álbuns de fotos que na verdade são páginas cheias de anúncios pagos, por exemplo, também será penalizado ao longo dos próximos meses.

De acordo com o Facebook, a maioria das páginas não publica spam e, consequentemente, não será afetada pelas mudanças do algoritmo. O Facebook afirma que as alterações foram feitas com o objetivo de “garantir que o spam não oculte o conteúdo que as pessoas realmente desejam ver no Facebook dos amigos e páginas que elas se importam”.

Embora não admita publicamente, está claro que as mudanças também visam o aumento das receitas da rede social com publicidade. Recentemente, o Facebook diminuiu a prioridade das páginas no Feed de Notícias, reduzindo drasticamente o alcance dos posts e forçando as empresas a pagarem por anúncios para aparecer na rede social.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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